<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554</id><updated>2012-01-26T16:17:03.180-04:00</updated><category term='O Retorno'/><category term='Literatura Turca'/><category term='Michelangelo Antonioni'/><category term='Literatura Japonesa'/><category term='Colofão do comodante'/><category term='Desce e empurra'/><category term='William Faulkner'/><category term='Moacyr Scliar'/><category term='Tremendos Pilantras'/><category term='Filmes que vi'/><category term='Vittorio de Sica'/><category term='Cinema Espanhol'/><category term='Henrik Ibsen'/><category term='Biografias'/><category term='Cinema Coreano'/><category term='Literatura Suiça'/><category term='Literatura Sueca'/><category term='Jacques Demy'/><category term='Brasil/lisarB'/><category term='Literatura Espanhola'/><category term='Rubem Fonseca'/><category term='Literatura Francesa'/><category term='Gustave Flaubert'/><category term='Cinema Japonês'/><category term='Literatura Uruguaia'/><category term='Momentos de felicidade'/><category term='Literatura Sul-Aficana'/><category term='Literatura Brasileira'/><category term='Literatura Angolana'/><category term='Glauber Rocha'/><category term='Poïesis'/><category term='LIteratura Israelense'/><category term='Lugar esquisito'/><category term='Alain Resnais'/><category term='Philip Roth'/><category term='Honoré de Balzac'/><category term='Hitchcock'/><category term='Diários da Mari'/><category term='Dostoievski'/><category term='Cinema'/><category term='Michael Haneke'/><category term='Labuta'/><category term='Filmes que vivi'/><category term='Literatura Portuguesa'/><category term='Literatura Latino Americana'/><category term='Filmes... melhor esquecer'/><category term='Amos Oz'/><category term='Saramago'/><category term='Elia Kazan'/><category term='Literatura Russa'/><category term='Teatro'/><category term='Quanta bobagem'/><category term='Literatura Argentina'/><category term='Louis Malle'/><category term='Fora de foco'/><category term='Ernesto Sabato'/><category term='A Televisão me Deixou Burro muito Burro demais'/><category term='Peter Greenaway'/><category term='crônica'/><category term='Literatura Americana'/><category term='Literatura Inglesa Contemporânea'/><category term='Coisas que não devia ter visto'/><category term='Otar Iosseliani'/><category term='As Sombras da Era do Capital'/><category term='Filmes que vi e não me arrependo'/><category term='Samuel Beckett'/><title type='text'>Ilusão da Semelhança</title><subtitle type='html'>Contentemo-nos com a ilusão da semelhança, porém, em verdade lhe digo, que o interesse da vida onde sempre esteve foi nas diferenças.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>322</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-3690224460767412006</id><published>2012-01-24T22:24:00.001-04:00</published><updated>2012-01-24T22:30:23.333-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi e não me arrependo'/><title type='text'>La Ronde</title><content type='html'>&lt;span id="internal-source-marker_0.3501715159509331" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Parafraseando Raymond Queneau, o filme &lt;i&gt;La Ronde&lt;/i&gt;, de 1950, é um elegante exercício de estilo. Poucos filmes dos anos 50, talvez com a exceção dos filmes de Billy Wilder, tem uma carga de sexualidade tão grande e consequentemente tão divertida. A estória se centra numa peça de teatro vienense do século XIX, de Arthur Schnitzler, que causara muita polêmica à época, pois falava do tão famigerado fantasma que assola a história da literatura, desde que o homem é homem e a mulher é mulher: o adultério, i.e. o mais popularmente conhecido, par de cornos. &amp;nbsp;No filme de Max Ophuls os vários personagens ocupam uma série de vignettes que adquirem uma lógica circular num enredo que envolve, amor, pequenas traições, sedução e uma crítica sobre a moral, permeada por diálogos absolutamente fantásticos e divertidos. Ophuls borda uma reflexão sobre o desejo sexual e seus mecanismos de controle tomando como metáfora um carrossel onde todos somos passivos objetos da vontade dos deuses. As referências – morais, sexuais, religiosas, familiares, profissionais – são mostradas no filme com uma nostalgia da virtude - nas próprias palavras do marido Charles Breitkopt que antes de dormir conversa com a esposa Emma, exausta após uma tarde digna de Belle de Jour. Ophus mostra como as referências morais são fajutas, esvaziadas, quando não hipócitas e absurdas. O filme é genial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Logo na primeira cena uma prostituta flerta com um soldado, e na segunda cena uma empregada é seduzida pelo seu patrão. Tudo de maneira muito natural, sem resistências nem grande entusiasmos de ambas as partes, até a cena final com a prostituta voltando à cena. A maneira circular e a transitorialidade das paixões está toda ali em amores passageiros, que duram apenas o que tem para durar. Ophus imprime, através de um narrador onipresente, Walbrook, &amp;nbsp;a cada cena, um fatalismo irônico na narrativa. O Racounter assume várias formas diferentes. Guia pratiamente todas as cenas e introduz as várias intrigas chegando mesmo a filosofar entre as cenas. Não incidentalmente, ele é o próprio operador do carrossel. Algumas cenas são geniais. Algumas vezes quando os encontros amorosos não se realizam por algum motivo, o mestre de cerimônias para a cena e faz reparos no carrossel para que o amor continue girando. As suas criaturas vagam e desconhecem que não passam de atores em cenas criadas por ele próprio e que habitam um palco. Numa outra dimensão, o enredo exige dos atores um exercício de exigente de interpretação, por exemplo, do poeta Barraut que numa das cenas seduz uma jovem e ingênua com uma verborragia e um exagero de gestos e atitudes que adquire uma face quase caricata, e numa outra trava uma pragmática conversação com uma atriz mais velha e temperamental por quem é apaixonado. Com esta, mede as palavras, é um paciente crítico de sua condição, as vezes agitado, mas sempre atordoado com a possibilidade de perdê-la. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Com o filme, Ophus mostra como as referências morais são fajutas, esvaziadas, quando não hipócitas e absurdas, isso muito antes da série &lt;i&gt;Californication&lt;/i&gt;! Filme é genial.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-3690224460767412006?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/3690224460767412006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=3690224460767412006&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/3690224460767412006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/3690224460767412006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2012/01/la-ronde.html' title='La Ronde'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-3384728209895510194</id><published>2012-01-02T15:32:00.003-04:00</published><updated>2012-01-02T15:37:40.187-04:00</updated><title type='text'>Money is not required to buy one necessity of the soul</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-canIcrgXRWk/TwIAt7myr2I/AAAAAAAAAvA/mCKiBUZHAt0/s1600/IMAG0163.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="237" src="http://4.bp.blogspot.com/-canIcrgXRWk/TwIAt7myr2I/AAAAAAAAAvA/mCKiBUZHAt0/s400/IMAG0163.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tomo &amp;nbsp;a palavra para dizer que estes são apenas cinco dos 60 discos que comprei por 70 dinheiros estrangeiros. Dentre as preciosidades estão Carmen McRae, Miles, Charlie Byrd Trio, Stan Getz, o rarissimo Veloso, Gil Bethania - Bethania canta Noel de 68, Django Reinhardt, Ahmad Jamal e Wes Montgomery, dentre muita coisa boa. E a frase é do Henry Thoreau, pois no fim das contas money que é good nós num have!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-3384728209895510194?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/3384728209895510194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=3384728209895510194&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/3384728209895510194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/3384728209895510194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2012/01/money-is-not-required-to-buy-one.html' title='Money is not required to buy one necessity of the soul'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-canIcrgXRWk/TwIAt7myr2I/AAAAAAAAAvA/mCKiBUZHAt0/s72-c/IMAG0163.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-4074345796838552524</id><published>2012-01-02T10:52:00.004-04:00</published><updated>2012-01-03T09:11:20.978-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar esquisito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fora de foco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônica'/><title type='text'>Os Efeitos Maléficos de Hollywood</title><content type='html'>&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Quando adolescente, eu queria ser um desses jovens fora-da-lei. Queria andar por aí com um camarada meio sórdido como o Edward G. Robinson, ou um que que suasse muito, e que fosse conhecedor de todas as malandragens das ruas como o James Cagney. Eu era uma espécie de Antoine Doinel, que gostava de faltar as aulas e andar pela cidade com meus amigos. As vezes pegávamos o trem no subúrbio e íamos até quase a Central do Brasil. Por isso eu inventava meus amigos. Dava-lhes apelidos. Claro que eu guardava o papel do Bogart para mim. Eu era magricela, e apesar de magricela eu era metido a machão e sentimental, como o Bogart. Eu só não tinha aquele mel que ele usava com a Lauren Bacal, mas eu sabia que isso era só um detalhe. Eu pensava que era apenas questão de treino, pois quando eu ficasse mais velho a coisa viria naturalmente. Eu tinha até &amp;nbsp;um amigo negão, o que não é nada demais. No subúrbio do Rio de Janeiro todo mundo tem pelo menos dois amigos negões. Ele ficava aguentando minhas bebedeiras&amp;nbsp; até de madrugada. Eu pedia sempre para ele, &lt;i&gt;toca aquela&lt;/i&gt;. E em vez de um “As time goes by”, o que sempre saia do violão do Sam era um Chico Buarque. Os porres geralmente eram por conta de alguma atriz que não queria se encaixar no papel que eu criara especialmente para ela.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Geralmente, eu não era chegado em mulheres do tipo da Ingrid Bergman ou Barbara Stanwick. Muito finas, muito sofisticadas, eu até chegava a cogitar que elas tinham sido feitas mesmo para o Cary Grant – mas obviamente, na época, eu não ficava por aí dizendo essas coisas. Eu nem saberia o que dizer para uma mulher assim. Gostava das barraqueiras, das ciumentas, das possessivas, das mulheres que pudessem ter algum vínculo metafísico com o subúrbio. Tipo... a Elizabeth Taylor em &lt;i&gt;Who’s afraid of Virginia Wolf?&lt;/i&gt;, ou o que por tabela seria a &amp;nbsp;Gene Tierney em &lt;i&gt;Leave Her to Heaven&lt;/i&gt;. &amp;nbsp;Com elas eu treinava meu Humphrey Bogart. Eu as chamava de &lt;i&gt;angel&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;precious&lt;/i&gt; &amp;nbsp;com um &lt;i&gt;Gauloise&lt;/i&gt; no canto da boca – nessa época eu já era professor e entre uma aula e outra, eu fumava quase um maço de Malboro por dia. Elas não entendiam nada e me achavam um cara meio maluco.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Depois eu acabei mudando de bairro e me juntei com uma turma mais prosaica. Éramos eu, Owen Wilson e o Adrian Brondi. Os tipos gostavam de fazer poesia e fumar uns negócios. Eu não. Eu só lia, passava o dia inteiro lendo, assistindo filmes, &amp;nbsp;e as vezes escrevendo ficção. A turma em que eles andavam era meio chata. Um bando de garotos e garotas metidos a intelectuais que ficava lendo Ricoeur, Queneau e Holderin, achando o máximo comunicar coisas que ninguém entendia.&amp;nbsp; Eu estava ali junto com eles, mas no fundo eu os via como num &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;trailer&lt;/i&gt; de filme do Billy Wilder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Numa determinada fase da minha vida, passei por um dilema terrível: houve uma mulher de quem gostei muito, a Anita Ekberg. Era mais velha. Um colosso: aprendi muitas coisas com ela. Mas com o tempo, não apenas a diferença de idade, os peitos também foram pesando. Além do mais, &amp;nbsp;essa coisa de mulher ficar perguntando umas 180 vezes por semana &amp;nbsp;se você a ama, começa a aborrecer. No fundo, eu achei que ela ia ser mais feliz sozinha, procurando sua vida, preferia ela como amiga a amante. Enfim, mesmo que as vezes baixasse um espírito de Doris Day nela, eu já estava em outra. Era um amor de pessoa, mas de uma mulher chata é melhor se separar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Minha primeira grande paixão, paixão de verdade, aconteceu nessa fase da minha vida. E foi traumática. Não era bem uma namorada, pois eu tinha uma namoradinha. Ela era minha amante. Passamos por todas as fases da paixão: &amp;nbsp;encontros clandestinos pelas tarde, telefonemas afobados, cartas assinadas com um “Eu”.&amp;nbsp; Quando estávamos juntos eu imitava atores famosos, Karloff, Gary Cooper e o James Stewart. Ela imitava atrizes de filme B fazendo strip-tease.&amp;nbsp; E cheguei a bater com a cabeça quando vi que tudo estava acabado, mas eu sabia que não havia o que fazer. Eu não era nada, mas na época de jovem imaturo eu ainda acreditei que pudesse bater o Blue Eyes e tomar de assalto o coração daquela indomável Ava Garner. Pura ilusão pois ele devia cantar no ouvidinho dela. O que me magoou de verdade foi a frase que ela soltou nos jornais após uma das muitas brigas com Sinatra: “Éramos fantásticos na cama, mas as brigas começavam a caminho do bidê.” Isso ela disse quando nos separamos!&amp;nbsp; Depois foi para o New York Times dizer que isso era coisa do Sinatra. Doeu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O que eu quero dizer é que não é nada bom querer ser o Bogart. O Frank Sinatra quis ardentemente &amp;nbsp;e se deu mal. Assim como eu a perdi para ele, ele a perdeu para um troureiro espanhol, desses que usam umas calças colantes e ficam rebolando no meio da arena. Esse negócio de querer ser quem não se pode não dá certo. Nunca dá. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Música do dia. Concierto de Aranjuez, Lado A, Faixa 1. Miles Davis. Scketches of Spain.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-4074345796838552524?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/4074345796838552524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=4074345796838552524&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/4074345796838552524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/4074345796838552524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2012/01/os-efeitos-maleficos-de-hollywood.html' title='Os Efeitos Maléficos de Hollywood'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-7665865616483587807</id><published>2011-12-31T19:25:00.003-04:00</published><updated>2012-01-02T12:51:24.560-04:00</updated><title type='text'>(Des) proposições para 2012</title><content type='html'>&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Desviar-me, desmemorializar-me, desvelar-me, desarticular-me, desmobilizar-me, descer-me, desvestir-me, desusar-me, descansar-me, desvencilhar-me, descinformar-me, desandar-me, desencaixar-me, desencantar-me, descarar-me, desncardir-me, descontratar-me, descompletar-me, desglobalizar-me, desencolher-me, desequeilibrar-me, desmemorializar-me, desvelar-me, desengordurar-me, desenfeitar-me, desengajar-me, desengarrafar-me, desprometer-me, desengomar-me, desinfetar-me, desalfabetizar-me, desalfabetagamametizar-me, dessomatizar-me, desenlatar-me, desrotular-me, desenodoar-me, desblogar-me, desertar-me, desenrugar-me, desequilibrar-me, desenrascar-me, desenbebedar-me, desentoar-me, desdesentortar-me, deslumbrar-me, desempenhar-me, deletar-me, desorbitar-me, destilar-me, desmoralizar-me, desferir-me, desideratar-me, desgrudar-me, desinflacionar-me, desimpedir-me, designar-me, descasar-me, despatriarcalizar-me, desirmanar-me, desenveredar-me, desvendar-me, desconflituar-me, desinteressar-me, descolorir-me, desenraizar-me, desenfadar-me desencasquetar-me, descrever-me, desler-me, desescutar-me, desconversar-me, desequilibrar-me, despressionar-me, desempregar-me, desvencilhar-me, desintoxicar-me, deslizar-me, desafiar-me, desfiar-me, desencontrar-me desabilitar-me, desenganar-me, desalmar-me, desncardir-me, descontratar-me, descompletar-me, desendividar-me, desglobalizar-me, desencolher-me, desendividar-me, desenfadar-me desencasquetar-me, descrever-me, desler-me, desescutar-me, desconversar-me, destravancar-me, desmemorializar-me...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-7665865616483587807?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/7665865616483587807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=7665865616483587807&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/7665865616483587807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/7665865616483587807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/12/des-proposicoes-para-2012.html' title='(Des) proposições para 2012'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-1264467735514494576</id><published>2011-11-02T18:25:00.033-03:00</published><updated>2011-11-04T16:33:33.406-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos de felicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi e não me arrependo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dostoievski'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Japonês'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Who's Camus  Anyway</title><content type='html'>Filme &lt;em&gt;Who’s Camus Anyway&lt;/em&gt; é um filme surpreendente. &amp;nbsp;Retrata a dinâmica de uma comunidade de jovens que vivem da árdua tarefa de fazer cinema. O filme se passa nos últimos cinco dias de filmagem que o grupo de estudantes universitários – orientados por um professor - leva adiante. A estória filmada trata de um estudante que é levado a assassinar uma velha pelo simples prazer de matar. A referência implícita a Raskolnikov passa por nossas cabeças, evidentemente, mas não deixa muitas raízes por não importar a estória contada em si, mas a preparação de toda a produção em torno ao filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor Mitsuo Anagimachi mostrou sem dúvida o totem de uma experiência insular única que combina nuances das pequenas perversidades da vida acadêmica com a experiência individual dos que trabalham na industria cinematográfica. As experiências individuais acabam interferindo na dinâmica do filme. Matsukawa é um jovem diretor que respira cinema, mas sua doce e sufocante namorada, que não entende nada de cinema, apenas se preocupa com uma coisa: casar. Ele se nega, pois só se casaria depois de realizar uma grande obra. Yukari, a namorada obsessiva, diz que se o pegar com outra mulher o mata, e chega a aventar a hipótese de colocar seu esperma num banco – e ele diga-se de passagem aceita com a condição de que ela lhe dê o dinheiro para comprar um Final Cut Pro, um desses softwares de edição da vida. Os companheiros de filmagem não levam a relação a sério, primeiro por que vêem Matsukawa não como um exemplo maior de fidelidade, e segundo por que enxergam a Yukari como uma cópia xerox de Isabelle Adjani em The Story of Adele H.. O professor Najako, que presta orientação aos pupilos, é um personagem à parte. Fascinado por uma jovem estudante, a quem vê passar todos os dias, é apelidado de Aschenbach pelos alunos, o personagem de Morte em Veneza. Aliás o professor, em sua crise da meia idade, protagoniza uma cena da tão ou mais humilhante que a vivida por Aschenbach no filme de Visconti. Sabendo que um de seus estudantes pendurados por nota, é amigo da menina, manipula para que o rapaz propicie um almoço entre os dois, professor e aluna. No final do almoço, após ser sutilmente humilhado pelo casal – que sugere inclusive um ménage à trois, desde que pudessem ganahar uma bolsa de estudos para Paris - , volta para seu escritório dá pra beber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme nos mostra como um filme de baixo orçamento é feito. Tudo começa pelo orçamento, pela seleção dos atores, pelo set mais barato de filmagem, pelo cenário mais barato...enfim, começa não da estória em si, mas das limitações materiais impostas à produção. É como passar a assistir filmes com essa dimensão que nos daria uma noção muito mais real de como se faz cinema – e que os americanos inverteram em nossas cabeças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-e5BvkK8vpPA/TrG0gRsqEXI/AAAAAAAAAus/nsXatizX9wY/s1600/Camus-3.jpg" imageanchor="1" style="cssfloat: left; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-e5BvkK8vpPA/TrG0gRsqEXI/AAAAAAAAAus/nsXatizX9wY/s320/Camus-3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Cada cena do filme parece ter sido pensada cuidadosamente, de forma que nunca se sabe ao certo se uma sequência que começa&amp;nbsp;é do filme em si ou do filme &lt;em&gt;sobre &lt;/em&gt;o filme. A própria trilha sonora, dando contorno e impacto a determinadas cenas mais dramáticas, foi capaz de evidenciar o cunho emocional de determiandas cenas. No fundo, as estórias que se imbricam umas com as outras e com a própria estória do filme a ser filmado tornam todo o filme de Mitsuo Anagimachi uma grande tapeçaria de Robert Altman. O hiperrealismo do &lt;em&gt;estranho&lt;/em&gt; é de grande importância, por exemplo no impacto emocional causado no protagonista após cada cena em que se entrega de corpo e alma ao papel do personagem encarnado, arriscando perder todo o senso de realidade – coisa pra lá de Stanislavski! É como se os personagens do filme - e do filme filmado – só pudessem sentir a partir do princípio que regia a razão de Meursault, a partir apenas de uma realidade física em si. Daí que nas últimas impressionantes sequências do filme, já não se sabe se estamos assistindo a cena final do filme filmado ou do filme narrado. Por isso, muito bem sacadaa última cena, onde todo o cast limpa o sangue do tapete da sala....&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-1264467735514494576?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/1264467735514494576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=1264467735514494576&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/1264467735514494576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/1264467735514494576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/11/whos-camus-anyway.html' title='Who&apos;s Camus  Anyway'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-e5BvkK8vpPA/TrG0gRsqEXI/AAAAAAAAAus/nsXatizX9wY/s72-c/Camus-3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-2471431698526063024</id><published>2011-09-11T10:11:00.000-03:00</published><updated>2011-09-11T10:11:58.802-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar esquisito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil/lisarB'/><title type='text'>O Onze do Nove</title><content type='html'>&lt;a href="http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2008/08/po-e-sonhos.html"&gt;http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2008/08/po-e-sonhos.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;Musica do dia: The Man Who Sold the World (David Bowie) - Nirvana CD Unplugged&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-2471431698526063024?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/2471431698526063024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=2471431698526063024&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/2471431698526063024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/2471431698526063024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/09/o-onze-do-nove.html' title='O Onze do Nove'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-5909353675490659024</id><published>2011-08-10T15:33:00.002-03:00</published><updated>2011-08-10T15:36:43.618-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Inglesa Contemporânea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colofão do comodante'/><title type='text'>Kazuo Ishiguro: Cisma de coisas arrumadas.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--dSb60fj5lQ/TkLNeGdNNeI/AAAAAAAAAuo/d5Df5z9_034/s1600/kazuo_ishiguro_nocturnes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" naa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/--dSb60fj5lQ/TkLNeGdNNeI/AAAAAAAAAuo/d5Df5z9_034/s320/kazuo_ishiguro_nocturnes.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Música e literatura se encontram indissoluvelmente juntas em &lt;em&gt;Nocturnes&lt;/em&gt;, uma coleção de cinco grandes contos de Kazuo Ishiguro. A música na literatura se faz presente em clássicos como em &lt;em&gt;Las Ménades&lt;/em&gt; e em &lt;em&gt;El Perseguidor&lt;/em&gt; de Cortázar, onde pode-se ouvir claramente Stravinsky e Charlie Parker; ou em muitas estórias de Machado de Assis, que sem certo desdém trata o maxixe e a polca como uma mesmice que nos atropela, mostrando-nos diante do espelho uma imagem senão incômoda, ao menos aflitiva. Se para este é manobra interna de desvio, para outros como Haruki Murakami, Cortázar, Borges e o próprio Ishiguro, a música faz parte do próprio enredo de suas estórias. &lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;After Dark&lt;/em&gt;, por exemplo, uma das últimas novelas ‘cult’ do ‘cult’ Haruki Murakami, a música perpassa toda a estória, não apenas como um acessório, mas como um condicionante de Mari, uma jovem que ao perder o último trem de Tóquio, tem de passar a noite no bairro boêmio. Sem grande pretensões, Mari pensa em passar a noite num restaurane chamado Denny’s tomando café e lendo seu livro. Ao redor da meia-noite, um músico chamado Takahashi, a quem Mari vira apenas uma vez, quando Takahashi tentara cantar sua irmã Eri, modelo profissional. Esta, enquanto a irmã vaga pelas noite de Tóquio, encontra-se dormindo em seu apartamento. Dentro do sono, estranhos sonhos. Takahashi vai ensaiar com seu grupo, mas promete voltar ao restaurante. Em sua ausência muitas coisas inusitadas acontecem. Kaoru, uma amiga de Takahashi e gerente de um hotel de viração, aparece subitamente pedindo a Mari – quem fala mandarim – que vá com ela até o hotel para traduzir o diálogo com uma prostituta chinesa, vítima de violência de gênero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ambientes e situações que Mari percorre são acompanhados pelo leitor como quem assite um filme, ou como quem está imediatamente atrás de uma câmera onipresente. Além disso, para cada ambiente há uma trilha sonora que quase antecipa o estado anímico da cena que será narrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma intervenção melodiosa aparece em diversas circunstâncias nos contos de Ishiguro que, ao contrário do anódino desfecho da citada novela de Murakami, procura na anormalidade e na falta de solução atos definidos. Ishiguro consegue galvanizar em cinco contos, com uma linguagem até um tanto tímida, sem grandes inovações experimentais, temas que exigem do leitor atenção: a promessa da juventude que se perde; o mistério assombroso e decepcionante da alteridade; e os finais ambíguos e sem catarse alguma. Desde o primeiro até o último conto há sempre um sutil jogo de repetições com uma espécie de triângulo, mesmo no último conto onde há apenas dois personagens, um jovem violoncelista e Eloise McCormack, uma misteriosa tutora, mas a sombra do antigo tutor Petrovic, e de Peter, noivo de Eloise, pairam sobre suas cabeças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é muito arrumadinho nos contos de Ishiguro. Nota-se que Ishiguro, ou a persona que Ishiguro usa para narrar estas cinco estórias é um tanto conservadora. Bem se percebe que os personagens são sempre pessoas cultas, envolvidas no universo musical, clássico ou popular. Sem alusão a temas conflitivos, o narrador ou até mesmo os protagonistas desprendem a todo o momento uma aborrecida sensação de sinceridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Música do dia: 'Five Spot After Dark'&amp;nbsp; - Curtis Fuller's Quintet - From the album 'Blues-Ette' recorded in 1959. Curtis Fuller, trombone; Benny Golson, tenor sax; Tommy Flanagan, piano; Jimmy Garrison, bass.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-5909353675490659024?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/5909353675490659024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=5909353675490659024&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5909353675490659024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5909353675490659024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/08/kazuo-ishiguro-cisma-de-coisas.html' title='Kazuo Ishiguro: Cisma de coisas arrumadas.'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--dSb60fj5lQ/TkLNeGdNNeI/AAAAAAAAAuo/d5Df5z9_034/s72-c/kazuo_ishiguro_nocturnes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-2855893112167737254</id><published>2011-06-16T03:24:00.001-03:00</published><updated>2011-06-16T03:38:08.479-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil/lisarB'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi'/><title type='text'>Caro Francis</title><content type='html'>“Caro Francis” é um documentário sobre o jornalista Franz Paulo Trannin Heilborn, mais conhecido como Paulo Francis. Se você pensa em encontrar, nesse documentário, respostas para a explicação sobre o sucesso de Paulo Francis, esqueça. O documentário feito por Nelson Hoineff, o mesmo do famoso Documento Especial na antiga TV Manchete, tenta desvelar ainda mais o lado polêmico de Francis, tanto quanto tenta reforçar a veia transgressora do jornalista que um dia escreveu &lt;a href="http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2007/03/paulo-francis.html"&gt;isso&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem do Francis já velho no Manhattan Connection era uma caricatura gasta do personagem que ele próprio criou para si. Já em meados dos anos 90, Francis passava a imagem de um homem inteligente, arrogante e botocudamente grosseiro. Mas se você pensa que foi sempre assim, esta redondamente certo. O documentário mostra bem, em termos próprios como desde as suas polêmicas críticas teatrais e insultos a Paulo Autran e Tônia Carreiro, até a sua saida do Pasquim, Francis já alimentava essa imagem pública de polemista nem sempre elegante mas incrivelmente engraçado. E um dos seus grandes méritos foi exatamente o de se tornar um fenômeno de comunicação, tanto na palavras escrita como na palavra falada e televisionada, transplantando de um meio para o outro suas características críticas e méritos intelectuais, sempre com uma boa dose bufa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se no ambiente público era esse tipo discutível, no ambiente privado, entre &lt;a href="http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2007/09/paulo-francis-again.html"&gt;amigos&lt;/a&gt;, não havia ressalvas. Todos tinham sempre um causo interessantissimo e nunca repetido para contar sobre Francis. Jaguar, se não me engano, certa vez disse que detestava discutir com Francis pois ele sempre escolhia como cenário um taxi sem destino fixo, o que o levava - a Jaguar - sempre a se desconcentrar do bate-boca e desesperar-se com o taxímentro. Lucas Mendes, no documentário, dizendo que certa vez Francis termina um texto, levanta o papel da máquina de escrever com virulência e se vangloria: “nenhum advérbio de modo!” Ou o ataque ao amigo Fausto Wolff, dizendo que um dia escreveria um livro sobre todas as suas ignorâncias. Ou seja, uma figura impagável e divertidíssima. Ou seja, melhorando essa frase, uma figura impagável, por ser cara; incomprável por só trazer problemas; e invendável pois a partir dos anos 90 seu tipo de jornalismo pitoresco, impressionista e irresponsável – criado prêt-à-porter para a televisão - passou a ser um problema para as redações e uma impossibilidade para os canais de TV aberta. Prova disso é que hoje em dia, figuras como Reynaldo Azevedo e Diogo Mainardi transcencem ao espaço das colunas escritas apenas para o universo dos blogues onde encontram o feedback apenas de prosélitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sinal desses tempos que vivemos hoje, é bem mostrado no final do documentários, com a saída de Francis da Folha de São Paulo, sua ida para o Manhattan Connection e sua polêmica com o antigo presidente da Petrobrás Joel Rennó, quando numa edição do programa Manhattan connection, Francis afirmou que os diretores da empresa tinham dinheiro na Suíça, formando “a maior quadrilha que já existiu no Brasil”. Uma absoluta inverdade comparado com os padrões de tamanho, organização e eficiência dos esquemas de corrupção atuais. Mas merecidamente ou não, nesse caso específico, foi processado por&amp;nbsp;tratar&amp;nbsp;uma das empresar mais fortes do&amp;nbsp;Estado brasileiro, bem como a seus gestores, como quem sempre se habituou a tratar a esqueda. E não se deu bem. &lt;br /&gt;O documentário conta ainda com uma irrelevante surreal carta lida pela viúva, sobre a morte de sua gata de estimação, e uma “bombástica” acusação de negligência médica no caso de seu infarte, tratado como bursite ou algo que o valha por insignificante que fosse. Felizmente a viúva trata logo de desmentir o terrível e melancólico &lt;em&gt;fechamento-Conrad Murray-Michael Jackson&lt;/em&gt; que Diogo Mainardi calhordamente tenta, com a beneplácito de edição do diretor, imprimir no final. Isso tudo ao som de Wagner. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Música do dia. A Pipa do Vovô não sobe mais. Marchinha de Carnaval.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-2855893112167737254?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/2855893112167737254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=2855893112167737254&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/2855893112167737254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/2855893112167737254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/06/caro-francis.html' title='Caro Francis'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-8416250501159869919</id><published>2011-06-02T02:56:00.002-03:00</published><updated>2011-09-24T22:09:47.407-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi e não me arrependo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Coreano'/><title type='text'>Ferocidade como entretenimento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hdHMcUqk-Xk/TeclveI02hI/AAAAAAAAAuk/_eBVw_MP2Lw/s1600/The_Chaser2008.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" src="http://4.bp.blogspot.com/-hdHMcUqk-Xk/TeclveI02hI/AAAAAAAAAuk/_eBVw_MP2Lw/s320/The_Chaser2008.jpg" t8="true" width="226px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: inherit;"&gt;A cada vez que assisto um desses filmes coreanos me sinto um tanto constrangido. Perdi muito tempo assistindo a filmes americanos. Essa é a verdade. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Chaser&lt;/i&gt;, primeiro longa-metragem Na Hong-jin, é mais um dos grandes filmes da lavra coreana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Neste &amp;nbsp;país a polícia é mal paga, corrupta e violenta. Não, não, as semelhanças são apenas uma ilusão, pois estou falando da Coréia do Sul. Num ambiente onde campeia a violência e a corrupção, &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Joong-ho, o protagonista, tira partido. Para seus ex-companheiros de farda ele é um homem de moral duvidosa. Ex-detetive que virou cafetão por problemas financeiros, começa a se irritar com o despareceimento de suas “funcionárias”. Ao tentar rastrear o paradeiro das moças, descobre que todas as meninas tinham sido contratadas sequencialmente por um único cliente, e que tinham sido assassinadas. Ele então forja um plano para pegar o assassino. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Joong-ho&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;consegue capturar o assassino e entregá-lo à polícia. Mesmo confessando os crimes, como não há corpos, não há provas materiais contra o assassino&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;, que dessa forma estará em liberdade em 24 horas. Por algum motivo que o roteiro deixa passar, Jung-ho acredita que uma de suas prostitutas ainda está viva. E aí sim começa a caçada, não do culpado mas dos corpos que devem ser encontrados em menos de 24 horas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Essa corrida contra o tempo dá o tom do excelente filme, até o momento da inversão do plot. O prazo se esgota. A polícia, pressionada pelo governador, num momento de intensa pressão pelos métodos brutais empregados, precisa liberar &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: black;"&gt;Yeong-min&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;. A procuradoria sugere que um suspeito que confessa sobre tortura pouco melhor a imagem da polícia. Para evitar o escândalo político, o governador decide pela liberação do suposto assassino. Enquanto isso, é pedida a prisão de Joong-ho como o bode expiatório de toda a crise. Apesar de algemando, o ex-policial escapa para procurar Mi-jin, uma de suas meninas que suspeita ainda estar viva. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A intuição de &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Joong-ho é correta. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mi-jin de fato ainda está viva, tentando se libertar das cordas que a amarram em meio aos corpos das outras 11 mulheres assassinadas, escondidas na casa do assassino. Gravemente ferida porém lúcida, Mi-jin escapa e pede auxílio numa loja das redondezas. Tenta telefonar. Enquanto isso o assassino, já liberado, prestes a chegar a casa, decide comprar cigarros exatamente na lojinha das redondezas... &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Joong-ho chega tarde demais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O plot se inverte novamente. Joong-ho passa a tentar encontrar novamente o assassino. Desesperado com a morte do que tudo indica ser mais que sua ‘funcionária’, o ex-policial sente-se derrotado. Vai at&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;é a igreja local e percebe que a imagem do Cristo crucificado na fachada, era parecida às imagens que viu por trás do papel de parece do quarto onde &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: black;"&gt;Yeong-min esteve hospedado. Consultando o diácono, descobre que o assistente da obre da igreja estaa hosedado na casa de um de seus sectos. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Joong-ho segue para lá. Quando chega decide não tocar a campainha, mas usar um molho de chaves que retirara do bolso de &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: black;"&gt;Yeong-min. Quando entra, depara-se com Yeong-min. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: black; font-family: inherit;"&gt;É bastante certeiro que numa sociedade onde campeia a crueza da violência física e sangrenta, a questão da corrupção e do funcionamento do dinheiro sujeita os comportamentos e os sentimentos à sua força mortiz. Neste fimle especificamente, descontados o sangue derramando e a brutalidade nos meios de liquidação dos personagens, o protagonista põe em cena toda a sociedade. Apesar de alguns pequenos furos de roteiro, o filme mostra com certa ferocidade um certo espetáculo de entretenimento onde a noção e o sentido do absurdo se tornam cada vez mais lugar-comum. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-8416250501159869919?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/8416250501159869919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=8416250501159869919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8416250501159869919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8416250501159869919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/06/ferocidade-como-entretenimento.html' title='Ferocidade como entretenimento'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-hdHMcUqk-Xk/TeclveI02hI/AAAAAAAAAuk/_eBVw_MP2Lw/s72-c/The_Chaser2008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-4497120396468337675</id><published>2011-05-28T01:36:00.004-03:00</published><updated>2011-06-04T20:11:18.133-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil/lisarB'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_pyH4Z3_MQE/TeBzDRKoMEI/AAAAAAAAAug/GtI4nyGthSE/s1600/Blanche+Ebelin-Koning1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-_pyH4Z3_MQE/TeBzDRKoMEI/AAAAAAAAAug/GtI4nyGthSE/s1600/Blanche+Ebelin-Koning1.JPG" t8="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Blanche Ebelin-Koning&amp;nbsp;faleceu na quinta-feira. Trabalhei com ela por três anos na Oliveira Lima Library e sempre a admirei, não apenas por sua personalidade forte, mas por&amp;nbsp;sua&amp;nbsp;ironia fina. Catalogadora de livros raros e tradutora, era capaz de ler 7 línguas, incluindo o latim.&amp;nbsp;Nos&amp;nbsp;últimos anos&amp;nbsp;andava a trabalhar&amp;nbsp;numa criteriosa tradução do holandês para o inglês de um &amp;nbsp;livro do historiador e poeta&amp;nbsp;humanista&amp;nbsp;Gaspar Barlaeus. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barlaeus se propôs a narrar os feitos do conde Maurício de Nassau na obra &lt;em&gt;Rerum per octennium in Brasilia (História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil).&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;As ilustrações do livro&amp;nbsp;são um espetáculo à parte que poucos no mundo tiveram o privilégio de presenciar, até por que deve haver no máximo 5 copias coloridas no mundo - eu conheço 3, incluindo a da Fundação Biblioteca Nacional. Trata-se de 340 páginas e 56 ilustrações, entre elas o retrato de Nassau por Theodor Matham (1605-1660), mapas de George Marcgraf (1610-1644) e gravuras de Frans Post (1612-1680) retratando a paisagem pernambucana, o cotidiano dos escravos, dos engenhos, dos portos e do comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição&amp;nbsp;em português, foi organizada em 1940 por Cláudio Brandão e concordo quando Blanche a criticava. É absolutamente ilegível e displicente. Em contrapartida,&amp;nbsp;em sua&amp;nbsp;tradução - sou testemunha - &amp;nbsp;ela preocupava-se em encontrar&amp;nbsp; forma perfeita para o que melhor definisse os&amp;nbsp;nomes de frutas, tipos de armas descritas, os monstros narrados, os nomes dos rios,&amp;nbsp;os nomes dos&amp;nbsp;tubérculos definidos pelos índios, as&amp;nbsp;etnias indígenas, as embarcações, os equipamentos&amp;nbsp;e nós náuticos. Enfim, um trabalho absolutamente impressionante que por vezes me parecia interminável principalmente por sua&amp;nbsp;&amp;nbsp;incansável busca&amp;nbsp;da expressão que melhor traduzisse do holandês&amp;nbsp;- seu idioma nativo - para o inglês - sua língua de uso -&amp;nbsp;&amp;nbsp;com minúcia e destreza&amp;nbsp;as expressões holandesas do século XVII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzir o texto de um erudito como Barlaeus não&amp;nbsp;é&amp;nbsp;tarefa das mais fáceis.&amp;nbsp;Além de historiador e poeta, Barlaeus foi um teólogo defensor da causa&amp;nbsp;arminianiana, doutrina pela qual os seres humanos são incapazes de fazer qualquer esforço para salvação e que nenhuma obra do esforço humano pode causar ou contribuir para a salvação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, em meio a luta para terminar a tradução, na última quinta-feira, Blanche nos deixou. Diagnosticada com um problema numa das válvulas do coração, os médicos lhe deram um ano de vida caso não se operasse. Operou-se e não resistiu. Parece retórico, mas assim com Barleaus ela era uma Humanista plena. Deixou registrado que não queria enterro nem cerimoniais póstumos. Não sei&amp;nbsp;o que fez com a sua pequena casa em Greenbelt.&amp;nbsp;Não sei se acreditava na salvação da carne, na remissão dos pecados, na vida eterna e&amp;nbsp;em todas essas inúmeras bobagens. Provavelmente não, pois&amp;nbsp;doou em vida seu corpo para estudos científicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último ano acompanhei a sua luta, &lt;em&gt;pari passu&lt;/em&gt; a sua gradual fragilidade física - para terminar a tradução que tanto a atormentava - certa vez, nuum de nosso almoços confessou que sonhava com pernambuco colonial. Nos últimos anos, andava perdendo muito peso o que lhe acentuava a fragilidade, mas eu não desconfiava dos sempre silenciosos e traiçoeiros&amp;nbsp;problemas cardíacos. Almoçávamos quase todas as semanas pois ela vinha a Library para terminar as inúmeras revisões. Viúva de um economista que trabalhara na ONU, ela nunca tivera filhos. Em&amp;nbsp;fevereiro último estive com ela quase três dias no hospital, pois ela teve um sério problema gástrico... e desde março não tinha notícias dela.&amp;nbsp;Engraçado... semana passada pensei em telefonar, mas a inútil correira do dia-a-dia E recebi a notícia ontem com um choque. &lt;br /&gt;Acompanhei sua luta para terminar esta tradução, tentando conseguir finaciamento e cartas de recomendação com &lt;em&gt;scholars&lt;/em&gt; que tinham idade para serem filhos dela, da Library of Congress,&amp;nbsp;para pagar pelas imagens que a biblitoteca detentora da obra&amp;nbsp;somente liberaria mediante pecúlio... e que a editora se recusava a publicar integralmente por tornar a edição do livro muito cara...&amp;nbsp;Blanche literalmente lutou até o fim por este livro. O mais irônico de toda a luta... entregou ao editor a&amp;nbsp;última revisão de sua tradução de Barlaeus duas semanas antes da operação e não chegou a vê-la publicada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-4497120396468337675?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/4497120396468337675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=4497120396468337675&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/4497120396468337675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/4497120396468337675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/05/blanche-faleceu-na-quinta-feira.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_pyH4Z3_MQE/TeBzDRKoMEI/AAAAAAAAAug/GtI4nyGthSE/s72-c/Blanche+Ebelin-Koning1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-3871187144850786141</id><published>2011-05-20T06:30:00.019-03:00</published><updated>2011-05-22T02:01:29.318-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Espanhola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colofão do comodante'/><title type='text'>El viaje vertical</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #898989; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi;"&gt;El viaje vertical&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="line171"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #898989; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt; é um livro de Enrique Vila-Matas que fala com boa dose de humor e uma certa dose de absurdo dos dilemas da terceira idade... vamos dizer assim...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-FAS1HN-iDjo/TdY0GHUMtEI/AAAAAAAAAuc/fMU8kVj82yI/s1600/evmvvg.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-FAS1HN-iDjo/TdY0GHUMtEI/AAAAAAAAAuc/fMU8kVj82yI/s320/evmvvg.jpg" width="200px" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span class="line171"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #898989; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;Mayol é um homem dos que se pode dizer já&amp;nbsp;ter conquistado&amp;nbsp;muita coisa na vida. Empresário, catalão, nacionalista moderado, dono de uma agência de seguros, bem estabelecido, com filho criados, netos, esposa, alguns bons amigos do poker... enfim, um tipo que se poderia dizer de-bem-com-a-vida. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span class="line171"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #898989; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;Tudo vai bem, até o dia em que a mulher, Júlia, o expulsa de casa poucos dias depois de celebrarem as Bodas de Ouro. Motivo: prosaico: a mulher não o aguenta mais. A notícia é dada assim do nada com a esposa na cozinha descascando as ervilhas para o almoço. Começa então um momento crucial da existência do protagonista Federico Mayol. Mayol descobre que a vida não é nada do que imaginava. Tenta se aconselhar com os filhos. Um dos filhos, o que admnistra a agência de seguros, anda em crise existencial no casamento, sem tempo ou paciência,&amp;nbsp;e por razões óbvias não pode consolar o pai. A relação conflituosa com o outro filho, o artista da família, é um capítulo à parte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span class="line171"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #898989; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;Aturdido, Mayol vai ao único lugar onde um homem sem respostas deve sempre ir. Vai ao bar encontrar com os amigos que não necessariamente são os mais sensíveis, não necessariamente são os mais hábeis, não necessariamente, são os mais competentes mas assim como os analistas sempre podem nos mostrar novas, ainda que inúteis, perspectivas. Um dos amigos o aconselha a uma viagem. Uma viagem a um lugar desconhecido, inóspito, inusitado. Mayol vaga pelas ruas da velha Barcelona sem saber bem para onde ir ou o que fazer. Então, entre uma taça e outra de vinho Oporto, decide. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span class="line171"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #898989; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;Mas antes de dar o passo decisivo, tenta se aconselhar com os filhos. Um dos filhos, o que admnistra a agência de seguros, anda em crise existencial no casamento e por razões óbvias não pode consolar o pai. A relação conflituosa com o outro filho, o artista da família, é um capítulo à parte e algo que nos leva a boas gargalhadas. O filho é pintor. Sente desprezo pela falta de cultura do pai, que com dinheiro e tempo poderia ter polido os espírito, lido mais. O pai, igulamente, sente desprezo pelas alma nefelibata e descentrada do filho. As cenas e os diálogos entre os dois são algo impagável. A certa altura o filho diz: “Mira, papá. Tú y yo somos igualitos. Sentido de humor, inteligencia, imaginación. Como dice un amigo mío, sólo nos diferenciamos en la cultura. Yo tengo, tú no mucha.” E mais adiante: “Pues que por mucho que te duela, yo tengo cierta genialidad. Y tu eres un simple merluzo.” Há ainda uma outra cena impagável em que Mayol aparece encharcado de chuva na casa do filho e ele lhe dá uma capa de chuva. Absorto por um quadro que não consegue conceber, assim que vê o pai com a tal capa diz-lhe que ele se parece a Kim Novak! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span class="line171"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #898989; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;Risadas garantidas à parte, Mayol compra uma passagem para&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Oporto. O avião sairia em três dias, tempo suficiente para arrumar as malas, despedir-se dos filhos e pensar na nova identidade que passaria a assumir, pois decidira que junto à decisão de se tornar um novo homem numa terra estranha, decidira mudar!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span class="line171"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #898989; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Dentre outras situações inusitadas, antes de embarca num avião com destino a Oporto, descobre que no mesmo vôo está a seleção nacional portuguesa de hoquei sobre patins que acaba de perder um jogo decisivo contra a seleção da Espanha. Todos de cabeça cheia e Mayol, tentando agora em vão fazer novos amigos. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #333333; font-family: 'Georgia Serif','serif'; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Sem dúvida, o constante diálogo entre Mayol, um homem arrogante mas de vida simples, com os “intelectuais” que o cercam mostra que, mais que o próprio sentido da viagem, este é o ponto alto deste livro. Sua viagem de auto-descoberta, cheia de pequenas loucuras, absurdos, encontros impossíveis e desencontros factíveis, e até mesmo avisos do destino nada tem de espiritual e em nada se assemelha a uma descoberta de grandes revelações. Ao contrário, a cada novo encontro o protagonista sente-se mais inculto. Seu próprio sentido de humor o faz ver a cultura é uma sucessão de improvisos – vide o exemplo do próprio filho – que geram o êxito. Ou seja, me parece que para o protagonista de Vila-Matas não existem as regras, nem a disciplina, nem o método.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-3871187144850786141?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/3871187144850786141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=3871187144850786141&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/3871187144850786141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/3871187144850786141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/05/el-viaje-vertical.html' title='El viaje vertical'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-FAS1HN-iDjo/TdY0GHUMtEI/AAAAAAAAAuc/fMU8kVj82yI/s72-c/evmvvg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-5214278085716911157</id><published>2011-05-19T23:59:00.002-03:00</published><updated>2011-05-20T05:04:26.399-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi e não me arrependo'/><title type='text'>Western Crepuscular ou Tráiganme la cabeza de Alfredo García</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: inherit; mso-ansi-language: PT;"&gt;"El Jefe", &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;milionário e fazendeiro e mejicano e cheio de capangas mejicanos&amp;nbsp;descobre que sua filha foi deixada grávida por um aventureiro. Para lavar a honra tanto da filha&amp;nbsp;como&amp;nbsp;de sua película apassivadora, contrata seu bando de assassinos maus e internacionais, que na verdade encontram-se na outra margem do Rio Grande, e oferece 1 milhão de dólares para quem trouxer a cabeça do tal Alfredo Garcia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Dois&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt; pistoleiros chegam a um bar do baixo meretrício mejicano en Ciudad de Méjico, onde encontram o pianista Bennie. Eles oferecem um bom tutu pela informação do paradeiro de Alfredo Garcia, mas querem como prova a cabeça de Garcia. Bennie, que ja andava na bronca com Garcia pela folga com a cantora Elita, sua amante, fica de dar a resposta aos bandidos. Bennie vai atrás de Garcia e descobre que ele estivera com Elita. Mas a cantora lhe diz que Garcia foi embora para sua cidade no interior do México, onde sofreu um acidente de carro e morreu. Bennie não compra acredita. Compra uma peixeira e parte com Elita rumo à cidade onde Garcia foi enterrado, para conseguir a prova da morte de Garcia, ou seja, literalmente a cabeça de Alfredo Garcia. Mas como isso tudo é uma estória de western pop crepuscular pensada por Peckinpah, o mais gótico dos diretores do gênero, os assassinos não confiam em Bennie e sem ele saber o seguem até a um vilarejo no interior do Méjico, onde então ocorrerá a emboscada e a pendenga semi-final. Bennie encontra a sepultura de Alfredo Garcia e ao tentar desenterrá-lo é atacado pelas costas. Quando desperta, está enterrado. Com muito esforço consegue se desenterrar, mas constada que sua amante, Elita, enterrada ao seu lado está morta. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Bennie ao ver a sepultura de Garcia aberta, constata que o corpo não tinha a cabeça, levada enquanto esteve desacordado e então passa a desconfiar que se os dois assassinos de aluguel o seguem e tentam obter a cabeça de Alfredo Garcia a qualquer preço - que na mão dele valeria dez mil dólares - é por que a cabeça do morto vale muito mais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-chLrSXnElQU/TdXY7ka0UCI/AAAAAAAAAuY/UriyAPaChyI/s1600/Bring_me_Alfredo_Garcia_Vol13.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-chLrSXnElQU/TdXY7ka0UCI/AAAAAAAAAuY/UriyAPaChyI/s1600/Bring_me_Alfredo_Garcia_Vol13.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin;"&gt;Sam Peckinpah já foi partícula apassivadora em tiranicídia contenda entre meu concunhado e eu. Enquanto eu dizia que o cinema americano não era autoral, ou seja, não tinha uma linha de cineastas que faziam filmes classificáveis pelo toque de Midas da linha autoral, o concunhado dizia que havia Peckinpah:&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin;"&gt; "brutalidade mimética, estética da violência e ódio fiduciário". Dito assim, de maneira tão bonita, pode até ser. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Música do dia. El Justiciero. Mutantes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-5214278085716911157?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/5214278085716911157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=5214278085716911157&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5214278085716911157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5214278085716911157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/05/western-crepuscular-ou-traiganme-la.html' title='Western Crepuscular ou Tráiganme la cabeza de Alfredo García'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-chLrSXnElQU/TdXY7ka0UCI/AAAAAAAAAuY/UriyAPaChyI/s72-c/Bring_me_Alfredo_Garcia_Vol13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-7837508965927521166</id><published>2011-05-02T12:07:00.000-03:00</published><updated>2011-05-02T12:07:44.188-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ernesto Sabato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Argentina'/><title type='text'>Adeus</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7PDH1ftMSFI/Tb7HvN9bclI/AAAAAAAAAuU/ojqwSBHpIPA/s1600/Sabato_90.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-7PDH1ftMSFI/Tb7HvN9bclI/AAAAAAAAAuU/ojqwSBHpIPA/s320/Sabato_90.jpg" width="214" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.elpais.com/articulo/cultura/Amigos/familiares/dan/ultimo/adios/Sabato/elpepucul/20110501elpepucul_2/Tes"&gt;Ernesto Sábato Ferrari&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-7837508965927521166?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/7837508965927521166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=7837508965927521166&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/7837508965927521166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/7837508965927521166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/05/adeus.html' title='Adeus'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7PDH1ftMSFI/Tb7HvN9bclI/AAAAAAAAAuU/ojqwSBHpIPA/s72-c/Sabato_90.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-1804722712540088470</id><published>2011-04-30T05:41:00.003-03:00</published><updated>2011-04-30T05:45:20.173-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi e não me arrependo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>František Vláčil</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0in 0in 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';"&gt;O AFI exibe em todo o mês de abril e maio uma série de filmes do cineasta tchevo František Vláčil chamada &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="film1"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: windowtext; font-weight: normal; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Poetry of the Past: The Visionary Films of František Vláčil&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';"&gt; The Devil´s Trap é o segundo filme de uma trilogia que conta ainda com Marketa Lazarova e O Vale das Abelhas, ambos de 1967&lt;/span&gt;&lt;span class="Heading6Char"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: windowtext; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';"&gt;The Devil´s Trap, particularmente, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;se passa na região da Boemia no século XVI, ou seja em pleno contexto da inquisição, e nele há o componente do peso da religião, do conflito ideológico e a revolta individual. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0in 0in 12pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: inherit; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';"&gt;Logo na abertura uma série de dissonantes acordes cappella, e uma imagem que pode chocar puritanos e pessoas devotas fraquinhas. Uma imagem retorcida de Cristo, à frnte de uma paisagem árida e em segundo plano uma &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;minúscula figura humana caminhando num deserto à distância. A mensagem é clara: a religião impondo-se sobre o homem, e a qualquer um ai que desafia o status quo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0in 0in 12pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: inherit; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';"&gt;A estória propriamente dita começa quando o governante local Valecský de Valce, tipicamente caracterizado como fanfarrão glutão, ordena que um terreno seja escavado para a construção de um celeiro, na tentativa de evitar os efeitos da seca do ano anterior. O ferreiro Spálený, com conhecimentos da terra muito mais amplos que que os do governante, e até com certo ar previdente, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;acha que o local indicado para as fundações é inadequado e sua divergência com as autoridades começa a levantar suspeitas de que ele e seus antepassados tinham um pacto com o diabo. Os rumores vinham desde seus avós, quando os suecos, numa tentativa de invadir a aldeia, queimaram a casa, mas a família escapara ilesa. O “milagre” condenara-os e as divergências entre o governante local e o ferreiro se tornam públicas quando Spálený separa uma briga entre seu filho e um dos guardas do administrador – que tenta seduzir a futura nora de Spálený. Spálený afastando a contenda, contraria o governante que tem sua diversão interrompida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin: 0in 0in 12pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: inherit; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';"&gt;Uma figura tão interessante como repentina é a do padre Prokus que chega sem anunciar como um representante da inquisição. Não fica claro se ele foi chamado e chegou por acaso, mas a sua presença favorece os interesses corruptos do governante local que visa construir o celeiro, e evidentemente neutralizar as críticas do ferreiro Spálený. O padre é muito mais cuidadoso com a imagem de Spálený que o governante. Contornando cuidadosamente as indulgências, sabe que em última instância a Igreja pode tirar algum proveito dos talentos previdentes do ferreiro. Para a cidade, em seus sermões, evita o confronto, e nos bastidores investiga sem cessar os supostos poderes do homem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-CFyKnGXZ0VU/TbvK6hVbmPI/AAAAAAAAAuQ/0BWc_Sc7rx8/s1600/frantisek-vlacil.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-CFyKnGXZ0VU/TbvK6hVbmPI/AAAAAAAAAuQ/0BWc_Sc7rx8/s320/frantisek-vlacil.jpg" width="286px" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Todo o filme tem um sentido bastante alegórico. Há uma série de imagens aparentemente desconexas que acabam fazendo sentido no decorrer da estória. O trigo cortado por trabalhadores com foices e um corte imediato para uma cena onde um jarro de água cai enquanto Filip, filho de Spálený, está num momento íntimo com Martina. Noutra cena, pilhas de velas acumuladas ajudam a iluminar o trabalho noturno de Spálený. Os amantes repetidamente separados, primeiro por uma parede de pedra grossa, e depois pela própria terra, como Martina percorre os campos enquanto o rapaz percorre um labirinto de cavernas e reservatórios subterrâneos em busca de seu pai. &lt;span style="background: white;"&gt;Ou seja, vários &lt;/span&gt;objetos, planos e sequências &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;possuem &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;significado simbólico que enfatizam uma certa incursão no realismo mágico.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #006e12; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: EN-US;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-1804722712540088470?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/1804722712540088470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=1804722712540088470&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/1804722712540088470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/1804722712540088470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/04/frantisek-vlacil.html' title='František Vláčil'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-CFyKnGXZ0VU/TbvK6hVbmPI/AAAAAAAAAuQ/0BWc_Sc7rx8/s72-c/frantisek-vlacil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-1495159620366940230</id><published>2011-03-11T17:26:00.003-04:00</published><updated>2011-04-30T05:44:22.816-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar esquisito'/><title type='text'>A Beleza em sua mais cruel face</title><content type='html'>Fim de noite. Estou eu em casa à frente da televisão. Uma esponja amarela amiga de uma estúpida estrela do mar&amp;nbsp;e cor de rosa.... Uma arganaz orelhuda criada por Disney... Não consigo me concentrar na leitura do&amp;nbsp;Georges Perec... pois aparecem uns guppys que falam em linguagem articulada... sedutora...&amp;nbsp;uma menina histérica e&amp;nbsp;cabeçuda que ensina as crianças a serem latinas... E vem o os reclames comerciais. O menino, o meu,&amp;nbsp;começa a cantar a música inteirinha para a caçula. Quase me emocionei com a cena, foi quando no fim vi que era um comercial do...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/Q9dyd9Yvtw0" title="YouTube video player" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/4PGSZYuFYEw" title="YouTube video player" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora,&amp;nbsp;negue se&amp;nbsp;a Beleza&amp;nbsp;não tem uma face cruel. Aahhh... meu bom e velho Marx...&amp;nbsp;"o caminho do inferno está pavimentado de boas intenções"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-1495159620366940230?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/1495159620366940230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=1495159620366940230&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/1495159620366940230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/1495159620366940230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/03/beleza-em-sua-mais-cruel-face.html' title='A Beleza em sua mais cruel face'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Q9dyd9Yvtw0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-1420473031580882542</id><published>2011-03-10T17:04:00.004-04:00</published><updated>2011-03-10T18:16:07.207-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar esquisito'/><title type='text'>O Outro</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Quatro meses depois da viagem de Alexis Tocqueville, um outro aristocrata europeu visitou Vanuatu. A 14 de setembro de 1833 um pequeno barco começou uma viagem rio Missouri acima, com o objetivo de coletar amostras de flores e plantas. No barco estavam o pintor suiço Karl Bodmer e o príncipe Maximilian Alexander Philipp zu Wied-Neuwied, além de outros naturalistas alemães. Enquanto e expedição concentrava-se na Fauna, na Flora e nos elemento botânicos, Maximiliano ia além. Anotava em seu pequeno diário os hábitos dos nativos. Antes da expedição em questão já visitara Blackfoot em Fort McKenzie, e anotara que enquanto no Forte, qualquer caravana forasteira que se aproximasse era recebida a tiros de canhões, primeiro, antes de ser identificada, os Blackfoot exibiam faixas coloridas, cavalos pastavam, cachorros circulavam livremente e até mesmo crianças corriam e alegre confusão de boas-vindas. Sintomático...&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Curioso &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;notar que antes de pousar em Vanuatu, Maximiliano, que lutara nas guerras napoleônicas, visitou o Brasil e escreveu o Viagem ao Brasil, um dos livros de viagem mais importantes do século XIX. Os críticos diziam que a qualidade dos desenhos de Frederico Sellow, não se comparavam à do jovem Karl Bodmer, que acompanhou&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Maximiliano na viagem a Vanuatu. Afinal, Bodmer, numa era onde não havia ainda a fotografia, retratou os Blackfoot, Crow, Osage e os Sioux em riqueza de detalhes. Os desenhos podem ser vistos no original no &lt;a href="http://www.joslyn.org/"&gt;Joslyn Art Museum&lt;/a&gt; in Omaha, intituição que inclui praticamente toda a coleção de Maximiliano-Bodmer. Pesquisadores dessa instituição traduziram, anotaram e publicaram recentemente os três volumes de seus &lt;a href="http://online.wsj.com/article/SB10001424052748703439504576116711270258944.html"&gt;cadernos de viagem&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Dez anos depois, eu me pergunto, pra quê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tocqueville partira, Maximiliano chegara. Ambos permaneceram no pensamento americano com diferentes graus de penetração. Um fala de uma instituição que ainda existe, a Democracia. Outro, fala de uma cultura praticamente extinta. Sintomático? Eu diria somático. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Primeiro por que a associação do universo americano com a natureza e o primitivismo, não passa de balela depois do século XX, pois ao mesmo tempo em que desprezam a identidade com o mundo antigo da história e da cultura, fortalecem valores que nem de longe superam a razão da História. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Dez anos. Dez anos poderia ser objeto de uma pequena efeméride. Dez anos depois de chegar a um país, poderia ser uma ótima ocasião para me reaproximar ainda mais da cultura que me cerca e que de certa forma não posso deixar de admirar com estranhamento, e tirar de uma vez por todas algumas pechas que recaem sobre ela. Poderia. Mas chego a conclusão que a reaproximação não é nada fácil. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Em dez anos, uma das experiências mais traumáticas para mim, aqui, aconteceu na semana passada. Não fui preso (isso nunca aconteceu), não ingressei num E.R. (isso já aconteceu), não fui agredido verbalmente no Metro por ser estrangeiro (isso já aconteceu duas vezes), &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;não tive visto negado pelas autoridades imigratórias – aliás é sempre confortável ser ignorado por essa intituição – (já tentaram mais de 4 vezes), mantenho minha ficha limpa no IRS e no credit bureau&lt;b&gt;, &lt;/b&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;não tive a casa queimada tendo que barganhar com seguradoras, não nada de humilhante nesse sentido. E na verdade, o que no princípio parece humilhante pela surpresa do absurdo, depois de dez anos deixa de ser, seja pela desimportância do ocorrido perdido no tempo, seja pela maturidade que supera a irrelevância das pequenas coisas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No decorrer de dez anos, confesso que sempre tive um certo medo de encontrar aqueles personagens neuróticos e violentos do Cormac McCarthy. E olhe que eu me sentia relativamente a salvo, pois vivo dentro da Beltway. Mas na semana passada, finalmente o encontrei-me numa bizarra situação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O lugar onde tive a traumática experiência de encontrar um desses seres, foi exatamente no Jardim de Infância onde meu filho de apenas cinco anos estudará: &lt;em&gt;Rosemary Hills Primary School&lt;/em&gt;. O &lt;em&gt;“open house”&lt;/em&gt; para pais interessados em conhecer as instalações, ocorreu na semana passada. Antes de mais nada, devo dizer que &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;fiquei impressionado com o guia dado por uma professora e pelo &lt;em&gt;Principal &lt;/em&gt;da escola Mister Viggiano. Instalações, espaço, dedicação dos professores, a quantidade de atividades extra-curriculares (aulas de música, idiomas, informática...), a enorme biblioteca, a sala de computadores com um computador para cada criança, um ginásio para atividades esportivas com uma quadra de futebol de salão e duas quadras de basquete, um anfiteatro para pequenas peças...enfim. As salas de aula espaçosas era dotadas de cadeirinhas a meia altura, mesinhas em miniatura, tudo ad hoc para suprir as necessidades da molecada. Comecei a sorrir meio basbaque. Um sorriso sem intenção. Sem causa. Aquelas cadeirinhas, mesinhas, computadores.... confesso, coisas que eu nunca imaginei que existissem para um Kindergarten.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Somente um adendo, mudamos para esse bairro, por que queria que meu filho tivesse acesso a educação pública e de qualidade. E como aqui uma escola atende a alunos de apenas uma determinada região, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;essa escola em particular, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;atende a crianças de três grande àreas geográficas: a área onde vivemos muito próxima a escola, habitada por funcionários públicos em sua maioria, uma área mais ao norte, onde a concentração de população latina cresce a cada ano, e uma área mais a oeste chamada Chevy Chase, onde se concentra uma classe média de alto poder aquisitivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No guia dado pela escola havia quatro casais de pais. Dois casais americanos e dois casais estrangeiros, nos quais, eu e minha digníssima consorte estávamos incluídos. O outro casal estrangeiro &lt;i&gt;hablava espaniol&lt;/i&gt; e eu naturalmente &lt;i&gt;parlava o portuguêis&lt;/i&gt;. Uma das professoras e o &lt;i&gt;Principal&lt;/i&gt; da escola nos acompanhavam na visita guiada, respondendo as nossas dúvidas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Um dos casais WASP estava vestido com a dignidade peculiar da classe média alta. A esposa, visivelmenente &lt;i&gt;Do Lar&lt;/i&gt;, usava perfume bom apesar de vestir&amp;nbsp;calça jeans, e trazia uma pranchetinha com papéis impressos, cheios de perguntas capiciosas para o diretor. O marido, de terno e gravata, fazia menos perguntas &lt;s&gt;estúpidas&lt;/s&gt; que sua patroa. De qualquer modo, eu estava diante de um&amp;nbsp;&lt;em&gt;Davos Man&lt;/em&gt;&amp;nbsp;de classe média típico, desses que enchem de&amp;nbsp;regozijo o &lt;a href="http://www.hudson.org/"&gt;Hudson Institute&lt;/a&gt;, e&amp;nbsp;que na certa torce para um time de baseball e de Footbal, que tem no mínimo um College, e que deve ter uma família típicamente unida, composta por sua patroa, dois filhos, e um cachorro, e que deve nos fins de semana, metê-los todos em sua SUV para fazer compras no Cotsco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Naquelas circunstâncias era difícil um casal não perceber a sutil presença dos outros casais de pais. Difícil não escutar uma conversa furtiva dos consortes, em seus respectivos idiomas. Mas eis que pelas tantas, a mãe dos filhos do pai engravatado pergunta se poderia entrar no ônibus escolar com seu filho, pois tinha medo que o menino sofresse &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt;. Pensei automaticamente, o filho desse casal deve ser um otário, mas compreendi a angústia dos pais, pois eu também tenho um filho, e pai é pai. O diretor diz que não é possivel. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O pai, logo em seguida, ainda insistindo no tema sobre o medo da violência, pergunta se o Kindergarten teria horas de recreio separadas – mas ele usa estranhamente a palavra &lt;i&gt;segregate&lt;/i&gt;, para significar &lt;i&gt;separate&lt;/i&gt; - &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;do First and Second Grade. O diretor diz que sim, que eles separam as horas de recreio, mas por motivos operacionais já que são oito turmas de Kindergarten e atender a todos ao mesmo tempo seria impossível. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Nesse momento, o&amp;nbsp;Orientador Educacional passa por nós. Um negão simpaticíssimo, calmo, ponderado, um pouco odeso, de fala mansa, se apresenta. O pai engravatado solta um comentário do tipo.... &lt;i&gt;você pode intimidar as crianças, você sabe disso?&lt;/i&gt; Eu... confesso... preferi acreditar que o cometário se referia à altura do docente. Mas o problema é que a tal questão sobre a&amp;nbsp;hermenêutica da diferença entre &lt;em&gt;separar&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;segregar&lt;/em&gt;, &amp;nbsp;não me saía da cabeça. Como um americano nativo, aparentemente de bom nível cultural não saberá diferenciá-las? Ainda mais quando a professora percebeu algo estranho no cometário e remendou a situação enfatizando que realmente o Orientador Educacional era muito grande e que era até engraçado vê-lo levar algum aluno pela mão para a secretaria, pelos corredores da escola. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Fim? Não. Tem mais. A mãe pergunta então se seu filho poderia ficar numa turma onde só houvesse crianças de Chevy Chase – ou seja, de sua mesma classe social, ou nível, ou status, ou casta, ou por aí vai. O diretor disse que aquilo ela absolutamente impossível. Eu achei a gota d’água. E então, o pai faz a pergunta crucial que me tiraria do sério e me revelaria claramente que o ideal culturalista e a própria idéia de humanidade, e a própria humanidade perdera o jogo para a barbárie e não se dera conta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O personagem de Cormac McCarthy pergunta para o diretor sobre a hipótese de que se seu filho presenciasse o diálogo entre duas crianças estrangeiras, conversando num idioma &lt;i&gt;strange, &lt;/i&gt;a professora poderia tirá-lo dessa turma e colocá-lo em outra. Pois é, eu tampouco acreditei no que meus ouvidos acabavam de ouvir. Acho que nem a sub-diretora, pois a resposta dela foi exemplar. Disse ela, sem entar em detalhes, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;que a escola já tivera nos anos de 1960, uma história de segragação e que era missão de todos, professores e comunidade, evitar este estigma a todo o custo, para que essa história não se repetisse. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu respirei fundo e fiz uma pergunta para a sub-diretora, olhando para o indivíduo -&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;que creio eu me ignorava. Perguntei, com a&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;falsa pretensão de quebrar o clima pesado deixado pela pergunta do infeliz, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;qual era a meta para uma criança ao terminar o Jardim de Infância. Ela respondeu que a criança deve já ser apta a formar e ler palavras e pequenas frases simples. Ainda olhando para o indivíduo, exagerando uma falsa frustração, assumi um ar calhorda, disse dramatizando meu tom confessional que eu estava fazendo tudo errado&amp;nbsp; - eu chegava a balançar a cabeça negativamente, como se nunca tivesse ouvido falar no Piaget- com educação de meu filho. "Mas... mas... é que eu lhe ensino todos os dias a escrever 3 palavras, e&amp;nbsp;ele até já forma algumas frases." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eu exagerei sobre as pequenas frases, confesso. Mas eu disse aquilo para mostrar àquele pústula como se tratam de questões universais e dilemas do ser humano, em níveis e sutilezas que suspeito ele nunca conseguirá alcançar. Talvez, ele nem tenha entendido minha ironia – pois creio eu, me ignorava tanto quanto Tocqueville ignorou a devoção etnográfica a que se dedicou Maximiliano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-1420473031580882542?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/1420473031580882542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=1420473031580882542&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/1420473031580882542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/1420473031580882542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/03/o-outro.html' title='O Outro'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-5718796512641405972</id><published>2011-03-09T11:42:00.004-04:00</published><updated>2011-03-10T08:34:01.770-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi'/><title type='text'>The Magician</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-DCjp6Vvys64/TXefS7TfjTI/AAAAAAAAAuM/ogy1YCoJ4Gc/s1600/the+magician.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" q6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-DCjp6Vvys64/TXefS7TfjTI/AAAAAAAAAuM/ogy1YCoJ4Gc/s320/the+magician.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O filme se passa no século XIX, e a estória é baseada num conto de G. K. Chesterton – Chesterton aliás que exerceu grande influência em Jorge Luis Borges e Gustavo Corção, que em Conversa em Sol Menor, cita o homem do nada pelos menos umas dezoite vezes e meia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O filme é posterior ao &lt;em&gt;Sétimo Selo&lt;/em&gt; e ao &lt;em&gt;Wild Strawberries&lt;/em&gt;, dois clássicos do diretor. Em &lt;em&gt;The Magician&lt;/em&gt;, Bergman oferece as peculiaridades psicológicas, as anormalidades, a contemplação mística que fazem dos hipnotizadores figuras quase transcendentais nos circos de subúrbio. E por falar em magia, Bergman podia não entender bem dessa coisa do &lt;em&gt;Sobrenatural de Almeida&lt;/em&gt;, mas era mestre de imagem, montagem e roteiro, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;para saber bem que não podia revelar completamente os truques dos mágico protagonista até quase o final do filme. Não chega a ser um filme bom, pois os personagens carregam um certo ar de caricatura e talvez isso fosse o que Bergman queria ao ironizar um pouco a estória de Chesterton. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O filme começa com uma carruagem atravessando uma floresta coberta de névoa. Dentro viaja uma trupe de artistas mambembes liderada pelo Dr. Vogler, um hipnotizador, sua mulher que está vestida de homem, e com ele uma anciã especialista em poções mágicas, e um bufão que se diz porta-voz da trupe, mas que volta e meia mete os pés pelas mãos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;No meio do caminho Vogler recolhe um velho ator bêbado, que está quase morrendo. No meio da viagem o ator morre, mas sem antes revelar a Vogler todos os detalhes físicos do que ele percebe da morte. O fato passa-se quase desapercebido para os demais da trupe, mas nas cenas seguites, Vogler vê o fantasma do homem, e seus significados em todo o canto. Principalmente quando o grupo é obrigado a fazer uma apresentação especial na residência de um nobre, onde estão presentes a esposa do nobre, um militar e um médico, Dr. Vergerus, o qual afirma, os poderes do mágico não passarem de charlatanice. São obrigados a passar a noite da mansão, onde reina uma lobriga atmosfera. Na cozinha, após uma farta ceia, passam-se coisas estranhas. Quem sabe se pelo vinho ou por qualquer outra coisa, um dos empregados tem uma visão do demônio. A velha bruxa põe uma das ajudantes da cozinheira para dormir e tudo vai se passando como se estivesse envolto numa aura de magia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Nos seus aposentos, o mágico, enquanto prepara seus equipamentos para a apresentação do dia seguinte, é surpreendido pela esposa do Nobre que entra furtivamente, &lt;span style="background-color: white;"&gt;cheia de decotes, com aquela conversinha mole de que se sente só, de que o marido não lhe dá atenção, de que tinha perdido um filho, e por aí vai. A ajudante do mágico, até então, sempre vestida de homem, se retira com um olhar irônico, assim que a nobre entra. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="background-color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O grande dia chega e o que seria uma simples apresentação mambembe, se torna uma pequena tragédia pois Vogler é estrangulado pelo criador de cavalos Antonsson, que apavorado com os poderes hipnóticos de Vogler, atenta contra o mágico. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="background-color: white; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;O corpo de Vogler é então levado para o sótão da casa e lá Dr. Vergerus começa uma necrópsia..... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Esse é um filme que de alguma maneira põe em jogo a relação entre o artista incompreendido&amp;nbsp;e seu público. Todos que travam contato com Vogler tem uma impressão distinta dele - talvez ajudados por sua suposta mudez, tema aliás que Bergman abordaria também em &lt;em&gt;Persona,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;retratando&amp;nbsp;a crise criativa da atriz &lt;em&gt;voilá&lt;/em&gt; Elisabet Vogler, Vogler! Vogler? Vogler..., e sua relação com a enfermeira Alma. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O moribundo no meio da estrada, é o primeiro a perceber a falsa barba do hipnotizador, duvidando de seus poderes. Já a esposa do nobre o vê como uma entidade mágica. O médico prova cientificamente que Vogler é um charlatão, enfim todos tem uma impressão distinta. Mas isso não explica exatamente por que ele é ora invejado, ora humilhado. Fato é que um pequeno monólogo que ocorre na cozinha, dito por &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Georgia Serif&amp;quot;;"&gt;Antonsson... &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #333333;"&gt;&lt;em&gt;“People like that should be flogged,”&lt;/em&gt; expressa bem a incompreensão que cerca o artista. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ottilia Egerman, a esposa do nobre, quando chega ao quarto de Vogler, diz que todos o odeiam por que não o compreendem. Ela o compreende – mas com aquelas segundas intenções supra-citadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No fundo, esse pequeno detalhe dito por Ottilia nos remete a um outro tema &lt;strike&gt;fundamental&lt;/strike&gt; da natureza humana. Não, não. Não falo da &lt;em&gt;Vontade de Poder&lt;/em&gt;, na qual, de tanto pensar, Nietszche quase destrambelhou. Falo da incompreensão geral sobre a vontade de não ter poder algum, de manter-se crítico e independente. Vogler, o artista, apesar de enigmático e canastrão – e muito canastrão -, assumia essa ausência de vontade, que talvez seja mais ofensiva que a própria &lt;em&gt;Vontade de Poder&lt;/em&gt;, frente aos poderes constituidos,&amp;nbsp;os quais&amp;nbsp;no filme se expressam pela Ciêcia que respalda os poderes do Estado - a nobreza e os militares. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mostrar isso a um sub-chefe, ao redor da mesa de reuniões, em que todos só pensam competitivamente em mostrar suas qualidades extraordinárias para o chefe, é quase que inacreditável. Num ambiente de trabalho muito competitivo isso é quase ofensivo. E pior, suspeito. Pois no momento em que se mostra esse ar displicente, passa-se a levantar as famosas suspeitas conspiratórias... “estará esse ser vil querendo meu posto?” &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Nesse meio tempo ainda há as coisas não ditas. Você pode ser considerado um hipócrita e manipulador – mas obviamente ninguém dira isso na sua cara, mas fará chegar aos ouvidos de seu chefe. Seu chefão pode telefonar como quem não quer nada, e cobrar aquela crítica construtiva em &lt;i&gt;bona fide&lt;/i&gt;, não só cobrá-la, ameaça-lo por tê-la feito assim em público, e desligar o telefone na sua cara. E no dia seguite, passar por você e lhe dar &lt;i&gt;Good Morning&lt;/i&gt;, como se nada tivesse acontecido. Daí para ser encarado como pessoa pouco confiável é um pulinho quase imperceptível quanto a primeira troca de olhares entre Vogler e Dr. Vergerus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-5718796512641405972?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/5718796512641405972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=5718796512641405972&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5718796512641405972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5718796512641405972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/03/magician.html' title='The Magician'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-DCjp6Vvys64/TXefS7TfjTI/AAAAAAAAAuM/ogy1YCoJ4Gc/s72-c/the+magician.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-8681500062932061645</id><published>2011-03-03T12:11:00.001-04:00</published><updated>2011-03-03T12:27:39.281-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos de felicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar esquisito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fora de foco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colofão do comodante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil/lisarB'/><title type='text'>Madama Butterfly</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A 17 de Fevereiro, no ano de 1904, no teatro La Scala de Milão, era encenada pela primeira vez a Madama Butterfly. Portanto,&amp;nbsp;lá se vão&amp;nbsp;107 anos. Na época Puccini fora acusado de repetitivo, já que Cio-Cio-San guarda alguns traços com a &lt;em&gt;Mimi &lt;/em&gt;de La Bohème. E pelo que tudo indica parece mesmo que era cópia, pois pelo que andei lendo – minha fonte principal para temas de opera é o velho e mal traduzido &lt;em&gt;História das Grande Operas&lt;/em&gt; de Ernest Newman - Puccini, ao longo da vida,&amp;nbsp;fez inúmeras modificações no enredo. Dizem até as más línguas, nas interenétis da vida, que a ópera original era ruim mesmo, mas como não vi o dilúvio, quem sou eu para duvidar dos sobreviventes?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-vtxLGWz_I3Q/TW-8CKRp8cI/AAAAAAAAAuI/9-uGJNBxqV8/s1600/Butterfly2.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" l6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-vtxLGWz_I3Q/TW-8CKRp8cI/AAAAAAAAAuI/9-uGJNBxqV8/s1600/Butterfly2.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Bom, assim como LaBohème, a nossa Madama&amp;nbsp;é uma ópera popular. Mas nem por isso deixa de ser um ótimo entretenimento para terça-feira à noite,&amp;nbsp;pois a obra combina todos os bons elementos que uma ópera deve ter. Exótica, romântica e trágica, &amp;nbsp;a estória, base do libreto, foi tirada&amp;nbsp;do conto&amp;nbsp;de John Luther Long e narra as desventuras de uma gueixa japonesa, Cio-Cio-San, que casa com&amp;nbsp;o oficial da marinha americana B.F Pinkerton. Casamento estranhíssimo, ou seja, mais estranho que os normais. Neste, o americano faz um acordo esquisitíssimo onde ele se casa com a moça por 999 anos, com o direito a revogar o contrato a cada mês. Casamento, diga-se de passagem, nulo perante a lei americana. O mais absurdo é que ele tem direito a se casar com a menina de 15 anos ao comprar um imóvel perto do porto de Nagasaki, e a jovem vem como ‘brinde’ intermediado pelo agente imobiliário Goro. Desconhecendo boa parte &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;dos acordos escusos triangulados por Pinkerton, Goro e Sharpless – Cônsul americano na região – e para provar seu amor por Pinkerton, Cio-Cio-San rompe com a família, converte-se ao cristianismo, e passa a desprezar &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a tradição japonesa. Pinkerton por sua vez, ainda no primeiro ato, mostra sua natureza calhorda, expulsando a família da consorte, que não aprova o casamento, admitindo para Sharpless que pretende voltar aos Estados Unidos e arranjar uma esposa americana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Até o fim do primeiro ato,&amp;nbsp; percebe-se que Cio-Cio-San, sempre acompanhada pela fiel criada Suzuki, terminou o primeiro ato em maus lençóis literalmente. A gueixa, que virara cristã na esperança de agradar o marido, que simplesmente ignorava ou desprezava – a linha é tênue – sua crença no budismo, passa a ser desprezada pela família, e além de abandonada pelo marido, e tem um filho ao longo da ópera. Ou seja, sendo uma ex-gueixa que decide endireitar na vida, mãe-solteira e apóstata, fica difícil acreditar em que a relação pode dar certo, ainda mais pelo fato de que Pinkerton dá provas mais que suficientes, em suas conversas com o Cônsul americano, Sharpless, de sua mais completa cafagestagem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No segundo ato, já se passara 3 anos desde a partida de Pinkerton. Neste ato é quando Puccini nos dá praticamente a perspectiva da fibra e do caráter da moça. Butterfly tem um filho de 3 anos, fruto da relação com Pinkerton. Ou seja, como já disse, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;ex-geixa, apóstata, renegada pela família e posteriormente pelo marido, e ainda mãe-solteira, o futuro da moça parece não ser nada estável. Com crise de consciência, ou almejando talvez mais um bom negócio, Goro e Sharpless &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;visitam a moça. Goro, trazendo o principe Yamadori, com a esperança de que ela se case com ele e acabe com aquela angústia da espera por algo que pode nunca alcançar. E Sharpless a visita de posse de uma carta de Pinkerton. Tal a emoção da moça ao escutar a leitura da carta, interrompendo-o a todo o momento, que Sharpless não consegue terminar a carta com todos os trágicos detalhes do eventual retorno do amigo marujo a Nagasaki. Remoído pelo remorso, Sharpless interrompe a leitura, sofrendo antecipadamente pelo destino de Cio-Cio-San. Nesse momento a ópera dá uma virada, em termos de enredo e música. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Nesse contexto é que &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;uma das &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;mais belas árias de toda a ópera é executada, &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/%3Ciframe%20title=%22YouTube%20video%20player%22%20width=%22480%22%20height=%22390%22%20src=%22http://www.youtube.com/embed/st4jSrSx8GM%22%20frameborder=%220%22%20allowfullscreen%3E%3C/iframe%3E"&gt;Un bel dì vedremo&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, quando ela, canta sua esperança no retorno de Pinkerton. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Aliás entre o segundo e o terceiro ato há também o dueto &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/%3Ciframe%20title=%22YouTube%20video%20player%22%20width=%22480%22%20height=%22390%22%20src=%22http://www.youtube.com/embed/T7xA5qlYhHc%22%20frameborder=%220%22%20allowfullscreen%3E%3C/iframe%3E"&gt;Sccuoti quella fronda di ciliegio&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, cantado por Cio-Cio-San e sua empregada e amiga Suzuki, enaquanto decoram a casa com flores de cerejeiras – muito bonito -; sem esquecer do coro de sussurros &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/%3Ciframe%20title=%22YouTube%20video%20player%22%20width=%22480%22%20height=%22390%22%20src=%22http://www.youtube.com/embed/CpJO1PVGA7c%22%20frameborder=%220%22%20allowfullscreen%3E%3C/iframe%3E"&gt;Coro a bocca chiusa&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, que vela a noite em claro de Cio-Cio-San ao escutar os canhões do navio de Pinkerton ao entrar na baía de Nagasaki. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt; mso-pagination: none;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Já no terceiro ato, Pinkerton aparece com a sua mulher americana, e leva o seu filho sob custódia para os Estados Unidos enquanto Cio-Cio-San se &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;desespera. Ana Maria Martínez, empresta sua voz vibrante e dramática a Cio-Cio-San, enquanto o brasileiro Thiago Arancam interpreta Pinkerton. A regência é de Plácido Domingos, e uma outra novidade da Vanuatu National Opera é a inclusão de um outro brasileiro, Ron Daniels, que estréia como diretor da Companhia. Daniel tem uma longa história de montagens no Brasil e na Inglaterra. No Brasil foi um dos fundadores, junto a Jose Celso Martinez Correa, do Teatro Oficina em São Paulo, e porteriormente trabalhou por anos em Londres na Royal Shakespeare Company. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, noite de terça-feira, nada de melhor pra fazer, duas opções: ligar a televisão no ABC, ou, Madama Butterfly. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-8681500062932061645?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/8681500062932061645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=8681500062932061645&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8681500062932061645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8681500062932061645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/03/madama-butterfly.html' title='Madama Butterfly'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-vtxLGWz_I3Q/TW-8CKRp8cI/AAAAAAAAAuI/9-uGJNBxqV8/s72-c/Butterfly2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-5562228884640122469</id><published>2011-02-28T16:00:00.001-04:00</published><updated>2011-02-28T16:00:46.789-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moacyr Scliar'/><title type='text'>Até breve</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Verdana;"&gt;A NOITE EM QUE OS HOTÉIS ESTAVAM CHEIOS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;O casal chegou à cidade tarde da noite. Estavam cansados da viagem; e ela, em adiantada gravidez, não se sentia bem. Foram procurar um lugar onde passar a noite. Hotel, hospedaria, qualquer coisa viria bem, desde que não fosse muito caro, pois eram pessoas de modestos recursos. Não seria um empreendimento fácil, como descobriram desde o início. No primeiro hotel, o gerente, homem de maus modos, foi logo dizendo que não havia lugar. No segundo, o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. O homem disse que não tinha; na pressa da viagem esquecera os documentos. &lt;br /&gt;— E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel, se não em documentos? —disse o encarregado. Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não. &lt;br /&gt;O viajante não disse nada. Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante. No terceiro hotel, também não havia vaga. No quarto —que não passava de uma modesta hospedaria— havia lugar, mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado. Contudo, para não ficar mal, deu uma desculpa:&lt;br /&gt;— O senhor vê, se o governo nos desse incentivos, como dão para os grandes hotéis, eu já teria feito uma reforma aqui. Poderia até receber delegações estrangeiras. Mas até hoje, não consegui nada. Se eu tivesse uma amizade influente... O senhor não conhece ninguém nas altas esferas? &lt;br /&gt;O viajante hesitou, depois disse que sim, que talvez conhecesse alguém nas altas esferas.&lt;br /&gt;— Pois então —disse o dono da hospedaria— fale para esse seu conhecido da minha hospedaria. Assim, da próxima vez que o senhor vier, talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe, com banho e tudo. &lt;br /&gt;O viajante agradeceu, lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite. Foi adiante. No hotel seguinte, quase tiveram êxito. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas, que viajavam incógnitos. Quando os viajantes apareceram, pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim, que o quarto já estava pronto. Ainda fez um elogio: &lt;br /&gt;— O disfarce está muito bom. &lt;br /&gt;— Que disfarce? —perguntou o viajante. &lt;br /&gt;— Essas roupas velhas que vocês estão usando —disse o gerente. &lt;br /&gt;— Isso não é disfarce —disse o homem. São as roupas que nós temos. &lt;br /&gt;O gerente aí percebeu o engano: — Sinto muito —desculpou-se. Eu pensei que tinha um quarto vago, mas parece que já foi ocupado. &lt;br /&gt;O casal foi adiante. No hotel seguinte, também não havia vaga, e o gerente era metido a engraçado. Ali perto havia uma manjedoura, disse: por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável, mas em compensação, não pagariam diária. Para surpresa dele, viajante achou a idéia boa e até agradeceu. Saíram. Não demorou muito, apareceram os três Reis Magos, perguntando por um casal de forasteiros. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-5562228884640122469?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/5562228884640122469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=5562228884640122469&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5562228884640122469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5562228884640122469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/02/ate-breve.html' title='Até breve'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-6919726423695244388</id><published>2011-02-28T15:42:00.001-04:00</published><updated>2011-02-28T15:46:16.884-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes... melhor esquecer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi'/><title type='text'>I am Love</title><content type='html'>&lt;span lang="PT-BR"&gt;De todos os filmes concorrentes ao Oscar deste ano, assisti justamente ao que não tinha a menor chance de levar nada. &lt;em&gt;I am Love&lt;/em&gt;. Sinceramente, algumas sacadas boas sobre as pequenas alucinações de butique de Emma – Tilda Swinton -&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e mais nada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O filme, na verdade, conta a estória de uma família milanesa, podre de rica e que tem a fortuna proveniente do ramos da tecelagem. Os Recchi, como já disse são ricos pra cachorro, e o patriarca celebrará seu aniversário. A nora, Emma, mantém tudo neuroticamente organizado dentro e fora da casa. A roupa dos serviçais – rico chama assim a seus empregados -, a disposição dos convivas à mesa, enfim nada escapa. A ocasião é importante pois na celebração o velho Edoardo passará o controle da fábrica para o filho Tancredi. Emma é filha de um dono de antiquario de São Petersbugo que a encontra e a leva para a Itália. Os dois tem três filhos, Edoardo Jr., prestes a se casar com Eva; Gianluca e Elisabetta, que estura arte em Londres. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No jantar, a grande supresa é que o velho passa o controle da empresa para o filho e para o neto Edoardo Jr.. Mas como são podres de ricos, são discretos. O suposto mal estar se filtra pela emoção de ter o velho ainda vivo. Na festa, lá pelas tantas, aparece Antônio, que apesar de cozinheiro e pobretão tem uma inverossimil amizade com Junior, a quem venceu numa corrida naquele dia. Os dois têm inverossimeis planos de abrir um restaurante juntos e quando Junior apresenta o rapaz à mãe, uma gourmet, primeiro ela se sente atraída pela comida e depois pelo rapaz. A paixão há muito reprimida, transforma-a. A mulher entra numa vertigem de despertar sexual, e o vórtice a faz perder os limites. Passa a ir constantemente a San Remo visitar Antônio. E nessas muitas idas, corta o cabelo e &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;faz revelar o segredo de uma sopa que está no ramo da família russa muitas gerações. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Num dos jantares, no qual Antônio era o cozinheiro principal, o filho de Emma, Junior, que já andava com a pulga atrás da orelha com sua mãe, olha para a sopa de &amp;nbsp;entrée e lembra-se automaticamente do cabelo cortado da mãe, encontrado na casa de Antônio. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O jantar celebrava a passagem do controle acionário da empresa para um grupo indiano, portanto era um jantar de negócios, onde esse tipo de descontrole não seria aceitável no impertivo categórico que regia os Recchi. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Afastando um pouco a objetiva, vê-se uma Tilda Swinton polivalente, falando inglês, italiano e russo com fluência num papel que exigia a mais absoluta economia de emoções. Exagere os zoom-out e o filme não passa de uma cópia moderna e mal acabada de dois outros filmes, um o clássico &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Il Gattopardo do Visconti; e o outro o impagável &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;The Royal Tenenbaums, do Wes Anderson. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-33FSand-y-E/TWv6pGXpKgI/AAAAAAAAAuE/j0nn6pLLANA/s1600/iamlove.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="211" l6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-33FSand-y-E/TWv6pGXpKgI/AAAAAAAAAuE/j0nn6pLLANA/s320/iamlove.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;E por falar nisso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong aptureproxy="13"&gt;Melhor filme&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cisne Negro&lt;br /&gt;O Vencedor&lt;br /&gt;A Origem&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Discurso do Rei – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Rede Social&lt;br /&gt;Minhas Mães e meu Pai&lt;br /&gt;Toy Story 3&lt;br /&gt;127 Horas&lt;br /&gt;Bravura Indômita&lt;br /&gt;Inverno da Alma&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor diretor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Darren Aronovsky – Cisne Negro&lt;br /&gt;David Fincher – A Rede Social&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tom Hooper – O Discurso do Rei – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;David O. Russell – O Vencedor&lt;br /&gt;Joel e Ethan Coen – Bravura Indômita&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor ator&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Jesse Eisenberg – A Rede Social&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Colin Firth – O Discurso do Rei – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;James Franco – 127 Horas&lt;br /&gt;Jeff Bridges – Bravura Indômita&lt;br /&gt;Javier Bardem – Biutiful&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor atriz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nicole Kidman – Reencontrando a Felicidade&lt;br /&gt;Jennifer Lawrence – Inverno da Alma&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Natalie Portman – Cisne Negro – VENCEDORA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Michelle Williams – Blue Valentine&lt;br /&gt;Annette Bening – Minhas Mães e meu Pai&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor ator coadjuvante&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Christian Bale – O Vencedor – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Jeremy Renner – Atração Perigosa&lt;br /&gt;Geoffrey Rush – O Discurso do Rei&lt;br /&gt;John Hawkes – Inverno da Alma&lt;br /&gt;Mark Ruffalo – Minhas Mães e meu Pai&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor atriz coadjuvante&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Amy Adams – O Vencedor&lt;br /&gt;Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei&lt;br /&gt;Jacki Weaver – Animal Kingdom&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melissa Leo – O Vencedor – VENCEDORA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hailee Steinfeld – Bravura Indômita&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor longa animado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como Treinar o Seu Dragão&lt;br /&gt;O Mágico&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Toy Story 3 – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor filme em lingua estrangeira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Biutiful&lt;br /&gt;Fora-da-Lei&lt;br /&gt;Dente Canino&lt;br /&gt;Incendies&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em um Mundo Melhor – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor direção de arte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alice no País das Maravilhas – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte I&lt;br /&gt;A Origem&lt;br /&gt;O Discurso do Rei&lt;br /&gt;Bravura Indômita&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor fotografia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cisne Negro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Origem – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Discurso do Rei&lt;br /&gt;A Rede Social&lt;br /&gt;Bravura Indômita&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor figurino&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alice no País das Maravilhas – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;I am Love&lt;br /&gt;O Discurso do Rei&lt;br /&gt;The Tempest&lt;br /&gt;Bravura Indômita&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor montagem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cisne Negro&lt;br /&gt;O Vencedor&lt;br /&gt;O Discurso do Rei&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Rede Social – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;127 Horas&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor documentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lixo Extraordinário&lt;br /&gt;Exit Through the Gift Shop&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trabalho Interno – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Gasland&lt;br /&gt;Restrepo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor documentário em curta-metragem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Killing in the Name&lt;br /&gt;Poster Girl&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Strangers no More – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sun Come Up&lt;br /&gt;The Warriors of Qiugang&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor trilha sonora&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alexandre Desplat – O Discurso do Rei&lt;br /&gt;John Powell – Como Treinar o seu Dragão&lt;br /&gt;A.R. Rahman – 127 Horas&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trent Reznor e Atticus Ross – A Rede Social – VENCEDORES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hans Zimmer – A Origem&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor canção original&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Coming Home” – Country Strong&lt;br /&gt;“I See the Light” – Enrolados&lt;br /&gt;“If I Rise” – 127 Horas&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;We Belong Together – Toy Story 3 – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor Maquiagem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Lobisomem – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Caminho da Liberdade&lt;br /&gt;Minha Versão para o Amor&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor Curta-metragem de animação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Day &amp;amp; Night&lt;br /&gt;The Gruffalo&lt;br /&gt;Let’s Pollute&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Lost Thing – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Madagascar, Carnet de Voyage&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor Curta-metragem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;The Confession&lt;br /&gt;The Crush&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;God of Love – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na Wewe&lt;br /&gt;Wish 143&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor Edição de som&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Origem – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Toy Story 3&lt;br /&gt;Tron – O Legado&lt;br /&gt;Bravura Indômita&lt;br /&gt;Incontrolável&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor Mixagem de som&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Origem – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bravura Indômita&lt;br /&gt;O Discurso do Rei&lt;br /&gt;A Rede Social&lt;br /&gt;Salt&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor Efeitos especiais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alice no País das Maravilhas&lt;br /&gt;Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte I&lt;br /&gt;Além da Vida&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Origem – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Homem de Ferro 2&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor Roteiro adaptado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Rede Social – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;127 Horas&lt;br /&gt;Toy Story 3&lt;br /&gt;Bravura Indômita&lt;br /&gt;Inverno da Alma&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Melhor Roteiro original&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Minhas Mães e meu Pai&lt;br /&gt;A Origem&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Discurso do Rei – VENCEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Vencedor&lt;br /&gt;Another Year&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-6919726423695244388?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/6919726423695244388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=6919726423695244388&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/6919726423695244388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/6919726423695244388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/02/i-am-love.html' title='I am Love'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-33FSand-y-E/TWv6pGXpKgI/AAAAAAAAAuE/j0nn6pLLANA/s72-c/iamlove.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-8385726649168188411</id><published>2011-01-30T22:06:00.019-04:00</published><updated>2011-02-17T11:42:58.974-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Americana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colofão do comodante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Sombras da Era do Capital'/><title type='text'>Sunset Park</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="320" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TUYZFqML5DI/AAAAAAAAAt0/sWPtY-bQf68/s320/Sunset+Park+-+Barrio+de+Campos.jpg" width="240" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Terminada a leitura do último livro de &lt;a href="http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2008/08/paul-auster.html"&gt;Paul Auster&lt;/a&gt;, Sunset Park – ainda sem tradução par ao português -, é minha vez de dizer que é impossível transmirtir o que eu também senti, não apenas às primeiras páginas, mas nos seus capítulos seguintes que percorrem, esmiúçam, radiografam a alma de uns dez personagens em quase todas suas poucas grandezas e muitas misérias. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O livro centra-se na estória de Miles Heller, um jovem de 28 anos, e que aos vinte rompeu todos os laços o ligavam a familia e a Nova Iorque. Deixou a universidade e embrenhou-se pelo meio dos Estados Unidos, deixando uma breve e enigmática nota de despedida aos pais. Por muito tempo ninguém ouviu falar dele. Desde então peregrinando de cidade em cidade, fixou-se na Flórida, dedicando-se a trabalhos pesados, de baixa qualificação e baixo soldo. Vive uma vida simples trabalhando como “trashing out,” o único trabalho que parece prosperar num país afetado brutalmente pela crise da bolha imobiliária. Seu trabalho consiste em limpar os imóveis liquidados – outrora pertencentes a pessoas que não puderam arcar com suas hipotecas - prestes a retornarem aos bancos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solitário e deslocado em qualquer dos mundos que possa habitar, Miles, para além de limpar e pintar as casas desapropriadas, fotografa-as, retendo em suas máquina digital as pistas das vidas dispersas que um dia pertenceram àquele lugar, os fantasmas de pessoas que ele nunca conheceu ou conhecerá e que estão presentes nos objetos dessas casas, agora, vazias e abandonadas. Dos restos do desespero do pouco que ficou para trás, abandonados na solidão silenciosa de uma casa cheirando a mofo, suas fotografias não servem para nada. Seus anos de estudo na universidade, menos ainda. É um cara sem ambição, que vive com o mínimo necessário para viver e que mantém relações escassas com o mundo. Miles encontra o conforto para esse mundo em desolação na sua máquina digital, nos livros, que compra em edições baratas em sebos, e evidentemente, nos braços de Pilar Sanchez, sua namorada latina, com certos traços de Lolita, a quem conheceu exatamente quando ela lia, pela primeira vez, o The Great Gatsby num parque. Ele, já na terceira leitura, já que o pai o presentara quando tinha 16 anos, lançou toda a sua lábia literária para conquistar a moça de generosas ancas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miles, se apaixona por Pilar, mas como ela é menor, passa a ser chantageado pela irmã da moça para que roube objetos das casas nas quais ele trabalha, caso contrário ela o denuncia à polícia como um pervertido. Sem escolha, Miles retorna para NY a convite de seu amigo Bing, que vive numa casa abandonada no Brooklyn, em Sunset Park. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na casa vivem Bing, um cara que se dedica a consertar objetos obsoletos, tais como relógios, máquinas de escrever e aspiraradores de pó; Alice, uma estudante de doutorado que prepara uma tese sobre o filme de William Wyler, The Best Days of Our Lives, como a síntese da história recente americana; e Ellen, que trabalha ironicamente numa agência imobiliária enquanto tenta sua carreira de pintora. Todos têm um quê de frustração. Todos, em certa medida, precisam uns dos outros naquela casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntar-se aos companheiros de Sunset Park, é tentador. Mas tem um preço alto para Miles que é o de reencontrar a cidade e a família que deixou para trás. Nesse estranho retorno ao passado Miles reencontrará o pai - um dos temas recorrentes na literatura de Auster – Morris, o um dia bem sucedido editor independente que agora vive as consequências da crise financeira que abate o mercado editorial; a madrasta, que o responsabiliza pessoalmente pela morte de seu filho; a mãe, Mary-Lee, uma atriz auto-centrada, sedutora – jogando com o próprio filho - com algo de beckettiana, que nunca deu muita atenção para o guri; e o padrasto, que tem de se sujeitar a dar aulas na Universidade da California por ter tido sua carreira de cineasta independente frustrada pela crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que me assustei, pois para um escritor americano que, ainda que escreva de NY – ou seja, um lugar que não pertence aos Estados Unidos -, escreve para um público alérgico a personagens derrotados, pior, avesso a personagens que não se redimem do meio para o final, o livro deixa falsas pistas. Auster, nesse livro, resvalou. Quase me deixou a sensação que iria usar do artificio baixo de justificar a fuga de Miles expondo desde o começo as premissas examinadas para compor sua ‘fuga’: ou seja, a morte acidental de seu meio-irmão, na qual ele esteve envolvido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me assustei mais ainda com a tentativa de Auster impor uma relevância política à voz dos subalternos, num esforço de engajamento no mundo em recessão. Felizmente essa segunda impressão foi logo desfeita pelos fetiches do próprio escritor que sempre cria um oprimido, para além de outsider, sempre com algum traço artístico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desaponta, sem dúvida, a falta de profundidade psicológica de personagens tão interessantes como Bing, Elen e Alice. A insistência nos detalhes sobre a história do Baseball, como amálgama da relação entre pai e filho, por vezes também se torna enfadonha. Mas em todo o caso, não deixa de ser um livro sobre a inocência da juventude, sobre a estranha sensação de estar vivo, como algo desconfortável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marota tradução do primeiro parágrafo...&lt;br /&gt;"Por quase um ano, ele vem tirando fotos de coisas abandonadas. São pelo menos duas ordens de serviço por dia, e as vezes seis ou até mesmo sete, e a cada vez que entra numa casa, se depara com as coisas, com os inumeráveis objetos deixados para trás por famílias que partiram. Os ausentes fugiram com pressa, envergonhados, confusos, e certamente onde quer que vivam agora (se é que encontraram um lugar para viver e não estão vivendo nas ruas) seus lares são menores do que perdido. Cada casa é uma estória de fracasso – de falência, de inadimplência, de dívida - e ele assumiu que deveria documentar os últimos e persistentes traços dessas vidas para demonstrar que essas famílias desaparecidas estiveram ali uma vez, que os fantasmas dessa gente que nunca verá e que nunca conheceu, estão ainda ali, presentes nos restos de coisas desfeitas de suas casas vazias[...].”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"For almost a year now, he has been taking photographs of abandoned things. There are at least two jobs every day, sometimes as many as six or seven, and each time he and his cohorts enter another house, they are confronted by the things, the innumerable cast-off things left behind by the departed families. The absent people have all fled in haste, in shame, in confusion, and it is certain that wherever they are living now (if they have found a place to live and are not camped out in the streets) their new dwellings are smaller than the houses they have lost. Each house is a story of failure — of bankruptcy and default, of debt and foreclosure — and he has taken it upon himself to document the last, lingering traces of those scattered lives in order to prove that the vanished families were once here, that the ghosts of people he will never see and never know are still present in the discarded things strewn about their empty houses."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Nota. Foto. Casa Abandonada. Barrio de Campos. Galiza/Janeiro/2011. &lt;br /&gt;Música do dia. Barracão. CD. Brasileirinho. Grandes Encontros do Choro Contemporâneo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Licença Creative Commons" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-top-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;This work is licensed under a &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-8385726649168188411?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/8385726649168188411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=8385726649168188411&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8385726649168188411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8385726649168188411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/01/blog-post.html' title='Sunset Park'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TUYZFqML5DI/AAAAAAAAAt0/sWPtY-bQf68/s72-c/Sunset+Park+-+Barrio+de+Campos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-8774979691646459267</id><published>2011-01-24T18:24:00.004-04:00</published><updated>2011-02-17T11:42:36.769-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar esquisito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colofão do comodante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil/lisarB'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Labuta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Sombras da Era do Capital'/><title type='text'>O Lugar dos Zé Manés no Mundo do Trabalho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TT37AzibnGI/AAAAAAAAAtw/cXag6SkHF3A/s1600/corrosao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" s5="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TT37AzibnGI/AAAAAAAAAtw/cXag6SkHF3A/s320/corrosao.jpg" width="250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Um dos grandes dilemas do homem que trabalha, que se esforça numa jornada de 8, 9, 10 horas por dia e volta para a casa esperando no fim do mês por um salário que muitas vezes, simplesmente, não dá, não é mais o cerne da questão no mundo do trabalho. Não, não é. O que nos torna reféns do devir, hoje, é o medo de perder o emprego num mundo do trabalho sem ética. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Para Richard Sennett, professor de sociologia da Universidade de Nova Iork e da London School of Economics e autor também do ensaio Carne e Pedra, O Declínio do Homem Público e The Hidden Injuries of Class, estamos imersos numa nova face do capitalismo que afeta o caráter de indivíduos em seus mais sutis detalhes&amp;nbsp;na vida pessoal. E um dos pontos de partida, para que Sennett sustente seu argumento, reside exatamente a falta de condições para que o homem contemporâneo construa uma narrativa linear de sua vida profissional e pessoal, sustentada na experiência - como a daqueles dos anos que o Fordismo vigorava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A “CORROSÃO DO CARÁTER – conseqüências pessoais do trabalho no novo capitalismo,” lido em português, afanado por meu caráter corroído, da casa de minha prima, é trabalho muito bom, dividido em oito didáticos breves capítulos, onde se define a nova idéia de tempo capitalista, e se mostra as dificuldades de se compreender as novas relações de trabalho num mundo onde as referências e a ambição individual – ou a muitas vezes confundida, luta pela sobrevivência - é cada vez mais anti-ética. Além disso, o livro trata dos aspectos mais psicológicos dessa diluição do caráter. Os sentimentos despertos nos indivíduo como o fracasso, o desnorteamento, e a decorrente depressão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O livro, apesar de ser anterior à bolha imobiliária que afetou Estados Unidos e União Européia de maneira violenta, é muito atual com até um certo ar de saudosismo. O autor começa a exemplificar seu argumento logo nas primeiras páginas com a estória de Enrico, um imigrante que fundou uma família e a sustentou com os esforço – sem querer ser piegas – de seu trabalho e seu suor. Enrico era o típico exemplo de trabalhador fordista. Tinha um emprego rotineiro e repetitivo, baseado no uso disciplinado do tempo. Através de seu salário, sustentava sua família e mesmo sem grandes perspectivas de ascensão profissional – devido à sua condição de imigrante e baixa escolarização – sentia-se à vontade em seu trabalho baixamente qualificado mas relativamente estável, pois contava com uma rede de proteção sindical bastante eficiente. Através desse trabalho Enrico podia contruir uma narrativa composta de estórias cumulativas de vitórias e até mesmo derrotas em sua vida. Já com seu filho, Rico, e com sua nora, a estória é outra. Ambos são profissionais qualificados num ambiente de crise econômica, o que os obriga muitas vezes a term empregos em cidades distintas, obrigando-os a viajar de avião pendularmente. Ou seja, Rico se esforça para não demonstrar nenhum laço ou vestígio com o universo do trabalhado braçal ao qual o pai pertencia. No novo Sonho americano Rico quer fugir da rotina. O grande problema é que esta rotina baseada no tempo linear foi substituída por novas formas de domínio e controle, mas Rico não se dá conta disso. Rico, com um trabalho muito mais intelectualizado que o pai, e educado para ser um trabalhador muito mais competitivo, tem uma rotina de incertezas e mudanças constantes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Sennett compara, não por acaso, esse dois modelos de trabalhadores. O trabalhador fordista, burocratizado e rotinizado, que planeja sua própria vida familiar e suas metas se baseando em um tempo linear, cumulativo e disciplinado, e que constrói sua própria história e expectativas a partir de uma perspectiva de longo prazo. E o trabalhador flexibilizado do capitalismo das últimas décadas, que muda de endereço freqüentemente, que não estabelece laços duráveis de afinidade com os vizinhos, muda de emprego e de casa constantemente, ou seja, vive uma vida de incertezas e descartável, mas acima de tudo de laços frágeis. O trabalhador flexível não possui laços duráveis nem com sua própria família. Segundo Sennett, a dificuldade de se estabelecer laços duráveis está corrompendo o caráter e como isso acontece é demonstrado ao longo do ensaio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Neste sentido, Sennett considera que a sociedade se depara com a ponta de um dilema. O problema do antigo trabalho rotineiro com o da reestruturação do tempo implicam em instituições mais flexíveis, criando novas formas de poder e controle. Essas novas formas de flexibilização geram um movimento estrutural de reinvenção institucional, de ruptura do presente com o passado de forma a minar a burocracia aumentando o grau de especialização, num mercado que ocupa apenas temporariamente um nicho de consumidores. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Com isso as formas de controle do RH mudam também. O trabalho em casa, o chamado teleworking, toma o lugar do trabalho no escritório; “o controle face-aface” cede ao controle eletrônico de troca de emails e mensagens diretas. Isso, espelhado num trabalho em equipe, parece dar mais libertade ao trabalhador, ludibriado pela falsa idéia de que a concentração de poder sem centralização dá ao trabalho em equipes, maior controle sob o trabalho que se desenvolve. Grande balela! Sennett afirma que isso é conversa pra boi dormir, pois na verdade quem decide o que fazer e quando, ainda é o capitalista, restando aos trabalhadores apenas o refugo das decisões de como realizar as suas atividades ASAP, ou seja, “rapidinho mermão senão você roda.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A aparente liberdade dada ao trabalhador através do trabalho em equipe, sem o patrão por perto para vigiá-lo, na verdade colocou o trabalhador ainda mais sob o jugo do capitalista, já que a atomização cada vez maior das suas tarefas fez com que este não se precisasse mais de tanto treinamento. Como conseqüência, deixou de possuir o domínio sobre seu emprego, por isso ele sempre está mudando de área, e como já não possui vínculos fortes com suas tarefas na empresa, muda de função e até mesmo de emprego de manaira mais fácil e rápida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Toda essa flexibilização aparentemente positiva tem uma outra face que afeta o indivíduo, conceito que sociológicamente poderia ser descrito como o “Zé Mané”. O Zé Mané é esse cidadão que se mata de trabalhar no mundo flexibilizado e que não se dá conta de uma coisa muito grave.... a corrosão de seu prórpio caráter. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Segundo Sennett, o caráter é mais ou menos algo que lembra vagamente, na ética aristotélica, “o valor ético que atribuímos aos nossos próprios desejos e às nossas relações com os outros, ou se preferirmos ... são os traços pessoais a que damos valor em nós mesmos, e pelos quais buscamos que os outros nos valorizem.” Buscar essa coesão de significado é algo que era possível no mundo de Enrico, mas não no de Rico, seu filho. Por que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Bom, primeiro por que o trabalho flexível leva a um processo de degradação dos antigos profissionais de ofício (o velho trabalho do técnico, do especialista em alguma àrea...), à degradação das metas de longo prazo, à tolerância, e por fim a flexibilização do caráter também. A nova ordem do mundo da produção concentra-se na capacidade imediata, não leva em conta que acumulação da experiência. Daí a preferência do capitalismo pelos mais jovens, como Rico, por serem mais adaptáveis às formas flexíveis de trabalho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A questão é… até então, na crista da onda, Rico se sentia afetado por isso? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Claaaro que não. Rico não passa de um Zé Mané. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Um Zé Mané de classe média não conseguia ver os riscos desse mundo com o qual corroborou, pois mesmo com seu caráter, cheio de grafite, já mais oxidado que uma canalização de ferro fundido, só via que no jogo capitalista atual todos acreditam ser potenciais vencedores, e sabem que os vencedores fazem parte de um minúsculo grupo, e que portanto não se mexer é condenar-se ao fracasso. Mas tem gente que fracassa e Rico ainda não era um destes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Ele acrditava que o trabalho em equipe gera um novo tipo de caráter, onde o homem motivado é o homem irônico, que ganha prosélitos nas esferas superiores, e em decorrência de viver em um tempo flexível, sem padrão de autoridade por perto e com responsabilidade voláteis, não consegue se reconectar com a ética e o respeito ao próximo.Mas tampouco isso é algo que o afete tão profundamente. O Zé Mané de Rico estava na crista da onda. O problema é como construir essa nova história de vida sem valores muito sólidos, e em um capitalismo em que as pessoas estão nesse mesmo barco à deriva. A resposta para esse estado de natureza, esse salve-se quem puder, esta na maneira como as pessoas enfrentam o fracasso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Para Rico, a resposta veio com o sentimento de esvaziamento, frente ao medo de perder o emprego. Até aí tudo bem, pois esse era um medo do seu pai também, e de qualquer outro homem e mulher com ou sem juízo – como eu ou você, meu caro leitor. Mas, em Rico foi mais profundo pois numa dessas fases de desemprego sentiu mais dificuldade em se recolocar no mercado percebendo que perdeu o contato com a moral social e cultural. Caiu na real pois seu pai frequentava um clube de imigrantes onde ele tinha amigos com os quais ele conversava sobre os mesmo temas. Rico, forçado a constantes viagens e a muitas horas de trabalho, não tem vida social. Portanto, percebe que não tem com quem dividir seu drama. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Fracassar é ruim. Lógico. E como diria Alvaro de Campos, “Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.” Mas o fracasso é algo que atinge as pessoas e para superá-lo é necessário compartilhar a experiência do fracasso com um grupo ou uma comunidade para que este adquira um senso de coerência coletiva e não passe apenas como uma injustiça sofrida por um indivíduo. Isso o pai de Rico tinha esse senso. Rico, não, mas como é um Zé Mané, ainda estava jovem, na crista da onda, com os filhos relativamente pequenos, só se deu conta do buraco em que estava mais tarde. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O grande mérito de Sennett foi o de aproximar a teoria sociológica do leitor comum. Ele consegue demonstrar como esta corrosão acontece gradativamente utilizando exemplos reais, de operários, prestadores de serviço, e desempregados da IBM, ao optar pela narrativa e não puramente o uso de estatísticas e tabelas. Sennett consegue dar vida as hipóteses de planilha mostrando que as novas relações do novo capitalismo flexível corromperam e corrompem o caráter do ser humano. Mais ainda, ao demonstrar esses exemplos reais de atomização das relações humanas e trabalhistas, Sennett mostra que o homem do novo milênio sofre com a própria construção de sua narrativa de vida e narrativa histórica pois o cabra fica impossibilitado, sem padrão e nem responsabilidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Hipóteses como a de um Rico em dois tempos, em duas entrevistas, uma anos atrás e uma recente, Sennett descobriu duas pessoas. Dois Ricos. O primeiro arrogante, sentado ao seu lado num vôo local pelos Estados Unidos. No outro, um Rico mais modesto, workaholic sem tempo para se dedicar à educação dos filhos, sem saber se os filhos estão na escola ou se estão o dia todo zanzando pelos shopping centers ao arbítrio dos perigos que rondam adolescentes num país onde tudo é muito fácil se conseguir, e mais fácil ainda se corroer. O trabalhador flexível não possui laços duráveis nem com sua própria família. Segundo Sennett, a dificuldade de se estabelecer laços duráveis, num universo onde o poder existe mas onde a autoridade é invisível, está corrompendo o caráter. Ou seja, um Rico menos Zé Mané... mas, devido ao seu isolamento, seu caráter completamente enferrujado, chega um pouco atrasado para pegar a tempo seu bonde na História. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A questão mais profunda para um Zé Mané como Rico é... "Que lugar ocupo &lt;em&gt;eu,&lt;/em&gt;&amp;nbsp;no Mundo do Trabalho?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Música do dia. Roda Viva. Chico Buarque. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;&lt;img alt="Licença Creative Commons" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" style="border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-top-width: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;This work is licensed under a &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"&gt;Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 2.5 Brasil License&lt;/a&gt;.&lt;script language="Javascript"&gt; &lt;p&gt;&lt;!-- Begin&lt;/P&gt;&lt;p&gt;function disableselect(e){&lt;/P&gt;&lt;p&gt;return false&lt;/P&gt;&lt;p&gt;}&lt;/P&gt;&lt;p&gt;function reEnable(){&lt;/P&gt;&lt;p&gt;return true&lt;/P&gt;&lt;p&gt;}&lt;/P&gt;&lt;p&gt;document.onselectstart=new Function ("return false") if (window.sidebar){ document.onmousedown=disableselect&lt;/P&gt;&lt;p&gt;document.onclick=reEnable&lt;/P&gt;&lt;p&gt;}&lt;/P&gt;&lt;p&gt;// End --&gt;&lt;/P&gt;&lt;p&gt;&lt;/script&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-8774979691646459267?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/8774979691646459267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=8774979691646459267&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8774979691646459267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8774979691646459267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/01/o-lugar-dos-ze-manes-no-mundo-do.html' title='O Lugar dos Zé Manés no Mundo do Trabalho'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TT37AzibnGI/AAAAAAAAAtw/cXag6SkHF3A/s72-c/corrosao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-400699688270267753</id><published>2011-01-15T09:49:00.000-04:00</published><updated>2011-01-15T09:49:08.043-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Suiça'/><title type='text'>Caminho Noturno</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ludwig Hohl é um autor suiço que viveu no século XX, e que em seu tempo foi completamente outsider. Viveu a maior parte de sua vida em extrema miséria, miséria suiça obviamente. Estudante problema, largou a escola e se bateu boa parte da vida contra o problema do alcoolismo. Consta que recebeu uma herança e casou cinco vezes, perdendo a herança e as cinco mulheres, gradualmente, no decorrer da vida. Na vida, deixou uma filha e ao que me consta pouco mais de meia dúzia de livros entre contos, poesia e aforismos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TTGk1r8LF-I/AAAAAAAAAts/xJXJ1Q5BKfQ/s1600/hohl.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TTGk1r8LF-I/AAAAAAAAAts/xJXJ1Q5BKfQ/s1600/hohl.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Um desses livros é o ótimo Camino Nocturno, traduzido para o espanhol pela editorial minúscula. Um pequeno livro com nove contos enigmáticos, escritos entre 1931 e 1937, com temas que giram em torno ao desamparo do ser humano, os diversos graus de incomunicabilidade do dia-a-dia e, obviamente à miséria e o egoísmo humanos. Os seis primeiros contos, são uma espécie de parábola de difícil penetração em sua moralidade, algo que me deixou com a meditação sobre a condição da nossa miséria e dos nossos ao nosso redor. Como no conto El erizo, um animal meio mutante, que é criado com todo o carinho por um casal que o trata com todo o carinho como se tratara de um bebê, logo quando de sua chegada, e que aos poucos vai crescendo em formas disformes e bizarras, detido no sótão da casa, transformando-se numa espécie de javali ou fera que na mínima oportunidade é capaz de devorar os pais adotivos. O mesmo hermetismo encontra-se em La hoja, quando um homem se vê impedido ou adia voluntariamente uma decisão em virtude da contemplação de uma folha que se cai de uma àrvore. Proposital ou acidentalmente, a série de eventos em volta de um ponto de fuga, determina a procrastinação do protagonista desse conto que é brev[issimo mas de um profundo significado para aqueles que acreditam que acima de tudo há metafísica suficiente, mais em não fazer nada que em não pensar em nada! Já a partir do sétimo conto, Hohl deixa a contemplação de lado e parte para o lado prático da vida com protagonistas mais tangíveis como é o caso de La borracha, que em tradução para um português mais erudito poderia ser expressa por A Manguaça, uma mulher que trabalha com seu marido num pequeno bar, mas que em virtude das constantes crises e recaídas, torna a vida dos fregueses e do próprio marido um inferno com cheiro de gin e cebola. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Como deduzível, o trabalho de Hohl nunca foi comercial, e por vezes para um leitor brasileiro que confunde o Espírito hegeliano com os batuques de um cambono no fundo do terreiro, pode até sentir uma certa aversão à profundidade e à falta de humor. Mas é um escritor que de alguma maneira se torna necessário nos dias de hoje, quando tudo é tão prêt-à-porter. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Música do dia. Luar do Sertão. Catulo da Paixão Cearense.Paulo Tapajós e Coral do Joab da Turma do Sereno. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-400699688270267753?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/400699688270267753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=400699688270267753&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/400699688270267753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/400699688270267753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2011/01/caminho-noturno.html' title='Caminho Noturno'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TTGk1r8LF-I/AAAAAAAAAts/xJXJ1Q5BKfQ/s72-c/hohl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-6560941290571634975</id><published>2010-12-11T14:15:00.001-04:00</published><updated>2010-12-11T14:18:42.331-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos de felicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil/lisarB'/><title type='text'>os culpados pela música brasileira ser o que é...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TQO-Q8YQHOI/AAAAAAAAAtk/-Aph7f6xEKU/s1600/P1000281.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TQO-Q8YQHOI/AAAAAAAAAtk/-Aph7f6xEKU/s320/P1000281.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Brasileirinho Encontros do Choro Contemporâneo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Lida - Yamandu Costa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Yamandu Costa + Dominguinhos&lt;br /&gt;Violão Brasileiro - Rogério Souza&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Brasilianos 2 - Hamilton de Holanda&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Intimo - Hamilton de Holanda&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-6560941290571634975?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/6560941290571634975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=6560941290571634975&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/6560941290571634975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/6560941290571634975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/12/os-culpados-pela-musica-brasileira-ser.html' title='os culpados pela música brasileira ser o que é...'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TQO-Q8YQHOI/AAAAAAAAAtk/-Aph7f6xEKU/s72-c/P1000281.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-6827593495237694272</id><published>2010-12-10T15:02:00.003-04:00</published><updated>2010-12-10T15:09:28.415-04:00</updated><title type='text'>Orlando Henriques:Gaudí, una altra mirada</title><content type='html'>﻿﻿ &lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.orlandohenriques.com/beauty_files/fineart.html" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="190" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TQJ2SuvzPdI/AAAAAAAAAtg/6FgNgghxGzk/s400/orlando.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Fotografia é realmente algo que me atrai, e quando associada&amp;nbsp;a uma web ou um blog, mais ainda. E numa cultura onde o texto vale cada vez menos, o sujeito como eu que se dedida&amp;nbsp;diletantemente&amp;nbsp;a ambas formas de comunicação que estão a caminho do fim da linha, encontra consolo no fato de que o mundo da web e da imagem digital sejam facilmente redutíveis ao texto e&amp;nbsp;à vã&amp;nbsp;prevalência daquela sobre o&amp;nbsp;texto. Orlando resiste e&amp;nbsp;esconde narrativas de amor a suas imagens em suas&amp;nbsp;images&amp;nbsp;TIFF e JPEG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orlandohenriques.com/beauty_files/fineart.html"&gt;Orlando Henriques&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-6827593495237694272?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/6827593495237694272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=6827593495237694272&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/6827593495237694272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/6827593495237694272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/12/gaudi-una-altra-mirada.html' title='Orlando Henriques:Gaudí, una altra mirada'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TQJ2SuvzPdI/AAAAAAAAAtg/6FgNgghxGzk/s72-c/orlando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-6114121187698274865</id><published>2010-12-09T22:04:00.002-04:00</published><updated>2010-12-10T12:52:39.566-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes... melhor esquecer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Sueca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colofão do comodante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quanta bobagem'/><title type='text'>Os Dragoes Escandinavos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TQGJj4Ey1qI/AAAAAAAAAtc/tAq2bIrF1aY/s1600/girl_dragon_tattoo1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TQGJj4Ey1qI/AAAAAAAAAtc/tAq2bIrF1aY/s320/girl_dragon_tattoo1.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É provável que a minha simpatia pela trilogia de Stieg Larsson tenha sido reforçada pelo meu caro apreço compartilhado pelo universo que &lt;em&gt;raquers&lt;/em&gt; e que o &lt;em&gt;uíquilíqui&lt;/em&gt; mostrou em toda a sua extensão nessas semanas – aliás, sem trocadilho, tá engraçado pra caramba ver todo mundo tentando explicar o embaraço causado pelo lEiTe DerRRaMadO, após &lt;em&gt;Rílari&lt;/em&gt; ter ignorado o presbiterianismo intenacionalista dos 14 pontos do camarada Woodrow Wilson - falo do que ninguém fala, aquela espionagenzinha boba na ONU, tipo assim, aquela que fizeram na época para invadir um determinados país vizinho de um outro país que ao que tudo indica sera a bola da vez.... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais ridículo e cambaio que tenha sido meu mês de novembro, dividindo meu tempo entre a abrasiva realidade da violência no Rio de Janeiro e a leitura de uma trilogia sobre um jornalista oportunista fazedor de chalchichas e uma haker débil mental, valeu a pena. Afinal, citando Pessoa, &lt;em&gt;tudo vale apenas quando a alma não é de menas. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de literatura, longe disso. As mais de 2100 páginas da trilogia escrita pelo sueco são um puro entretenimento que nos leva a crer que - citando Hamlet, obviamente - &lt;em&gt;há algo de podre no reino da Suécia&lt;/em&gt;. Mesmo assim há técnica narrativa. Acho que é isso. Trata-se de uma técnica de não deixar espaços vazios ou fios do enredo soltos, muito mais que uma preocupação com o texto. Para preencher esses espaços vazios ele evoca os fatos, apenas fatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro livro (&lt;em&gt;Men Who Hate Women&lt;/em&gt;) talvez seja mesmo o melhor da trilogia. Como nos melhores contos policiais, pouco dos investigadores-protagonistas e muito do enredo é revelado. O livro começa com uma intrigante cena. Henrik Vanger, um empresário aposentado, desses podres de ricos, recebe um quadro com uma flor. No seu escritório há 43 dessas flores secas. As sete primeiras foram dadas por sua sobrinha Harrier Vanger. As demais são enviadas anonimamente todo o ano de diferentes parte do mundo, certificadas pelo carimbo dos correios, sempre no dia do aniversário da sobrinha, que desapareceu há mais de trinta e seis anos da ilha onde a família Vanger vive até hoje. As investigações policiais nunca deram em nada. Jamais conseguiram chegar a uma conclusão sobre seu assassinato pois nunca encontraram seu corpo. No dia em que ela desapareceu havia uma celebração cívica e um acidente, e a única ponte que ligava a ilha ao continente estava interditada. O que eliminava a hipótese de que o suposto assassino tivesse sumido com o corpo. Desde então, o tio Henrik Vanger é obcecado pela solução deste caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mikael Blomkvist é um jornalista de meia-idade que anda na lona após ter denunciado, difamado e caluniado um empresário, meio no estilo Veja, sem ter provas – mais tarde acaba-se sabendo por um enredo secundário que o tal de Hans-Erik Wennerstrom é verdadeiramente um mau caráter que se dedica à lavagem de dinheiro. Mas nessa altura, Blomkvist ainda é um jornalista desacreditado e sem muitas opções profissionais, por esse motivo ou apesar dele, acaba por aceitar o convite de Henrik para desvendar o desaparecimento de sua sobrinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henrik contrata a empresa de investigações de Dragan Armanskij para fazer um levantamento da vida de Blomkvist. Na empresa trabalha uma das investigadora esquisitona chamada Lisbeth Salander, uma moça meio punk, meio pan, meio cheia de peircings e tatuagens, meio totalmente anti-social, meio toda magrela e vista assim a distancia meio retardada. Ela é a responsável pelo dossie a respeito de Blomkvist que Dragan entrega ao advogado de Henrik antes que este o contrate. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta dessa investigacao, os dois acabam se encontrando. Ou melhor, Blomkvist descobre que havia sido investigado por Salander por encomenda de Henrik. Fica indignado, mas como eh compulsivo e nao consegue mais se livrar da investigacao, que se entranhou em seus poros, nao desiste do caso. Ainda assim vai ateh a casa de Lisbeth para tirar uma saxtixfacao com a moca. Os dois acabam se entendendo e vindo a trabalhar juntos. Ela com suas habilidades de haker vai a procura dos detalhes que Blomkvist não consegue desvendar apenas com a lógica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente que não vou revelar os detalhes mais importantes da trama que é otima, mas depois desse livro, quando você vir um Volvo passando pela rua ou uma estante da Ikea, você vai ficar pensado nas, vamos chamar assim, virtudes da convivência familiar escandinava. E olha, meu amigo, a família Vanger e podre. Mas como no meu caso, tendo Nelson Rodrigues, Carlos Zéfiro e acima de tudo Jenival Lacerda como figuras tutelares para minha moral - em lugar de Lia Luft - nem fiquei tão impressionado assim com o livro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The Girl with the Dragon Tattoo&lt;/em&gt;, o segundo livro da série, é mais centrado em Lisbeth Salander. Ela agora vai ganhando contornos mais humanos e percebe-se mais seu entorno e suas reações. Acima de tudo, descobre-se sobre seu passado e sobre o acerto de contas com seus, diríamos assim, fantasmas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início da estória Lisbeth desapareceu. Com a grana que ‘ganhou’ em suas atividades de ráquer no caso Hans-Erik Wennerstrom, se mandou da Suécia para esquecer a relação com Blomkovist. Está numa praia do Caribe curtindo a vida, estudando equações matemáticas – coisa boba, puff, tipo teorema de Fermat e aritmética de Diofantos. De quebra ajuda uma mulher a se livrar, ainda que acidentalmente, do marido canalha, durante um furacão e usa o tempo livre para fazer operções finaceiras on-line. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mikael Blomkvist, livre da cadeia, tendo desvendado o paradeiro de Harrier Vanger, e tendo seu nome limpo ao desvelar a verdadeira face criminal de Hans-Erik Wennerstrom, volta à Millenium fortalecido. Nas mãos tem uma reportagem sobre tráfico de drogas (que na Suécia, ainda é um escândalo!) e prostituição de mulheres procedentes do Leste Europeu. O responsável pela investigação jornalística é Dag Svensson, um jovem jornalista, e sua esposa Mia Bergman, especialistas em criminologia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aprofundamento das investigações jornalisticas levam a uma máfia encabeçada por um homem misterioso chamado Alexander Zalachenko, ou apenas Zala, um ex-dissidente soviético, que pediu asilo político na Suécia nas vésperas do Social-Democrata Olof Palme deixar o poder. Meio X9, meio alcaguete, Zalachenko, a princípio, seguindo-se a linha de investigação de Blomkovist, acredita-se que ele só tenha alguma conexão com a investigação de Dag Svensson sobre prostituição e cafetinagem. Entretanto, há muito mais coisa feia. Várias vezes há insinuações sobre a suposta relação da chegada de Zalachenko à Suécia e o assassinato de Palme – principalmente no terceiro livro, quando ele está na berlinda e começa a ameaçar Säpo, a puliça secreta sueca, com a velha máxima “vô contá tudo que eu sei”. Fato é que a Zalachenko, não apenas por ter vindo de onde veio, numa época que um comunista e soviétivo era mais temido que um javali contrariado, mas por que trouxe com ele segredos, já que era da inteligência militar russa, contava com uma proteção especial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste terceiro e último volume da série, &lt;em&gt;The Girl Who Kicked the Hornet's Nest&lt;/em&gt;. Lisbeth está chumbadona. Literalmente. Tomou um monte de tiros e um deles justo na cabeça. Está entre a vida e a morte internada num hospital. No quarto ao lado, seu maior inimigo, Zala – não posso revelar por razões ético-carnavalescas quem é o tal de Zala pois e nesse fio que se sustenta tuda a trama do segundo volume. A moça está em apuros. Está internada, e assim que sair do hospital – se sair – deve responder por um processo de tentativa de triplo assassinato de Zalachenko.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mikael Blomkvist evidentemente não crê nas acusações e vai a procura de respostas para limpar o nome da moça. Para isso, conta apenas com a ajuda da equipe de Millenium - agora sem sua editora chefe, centrada em sua ambição, que foi para outra revista maior –; de Annika Giannini, irmã de Mikael, advogada especializada em defender vítimas de crimes contra a mulher; e o inspetor Jan Bublanski, que começa a investigar o caso seguindo uma linha distinta da promotoria liderada por Eriksson se eu não me engano, já que a quantidade de personagens nos três livros deve ser duas vezes maior do que o número que pessoas que já passaram pela minha vida, contando aí o seu Bijú, temido inspetor do CEFET, o mudinho Hélio com quem eu trabalhei muitos anos, e muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Erika Berger está totalmente imersa numa luta pelo poder e estratégias comerciais em seu novo jornal, o Svenka Morgon-Postenm Mikael está só e desorientado na investigação daquilo que começa a se conigurar como um complô contra Lisbeth. Confiar no Estado – no Aparelho do Estado como diria o bão e véi Althussé – não é uma saída muito lógica, já que as acusações que pairam sobre Lisbeth são graves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo comercial de Stieg Larsson? Para mim são dois, além do talento apenas de ser um bom e competente contador de estórias. Primeiro, os desdobramentos a trama principal. São inúmeros (perdão da má palavra!) sub-plots, que ele vai abrindo e fechando com precisão milimétrica. Ele absolutamente não deixa nada de fora, mesmo criando uma in-fi-ni-da-de de personagens que circundam a trama principal. O cara se dá ao luxo até de tornar um faxineiro, um neuro-cirurgião, e um cidadão com síndrome de imunidade a dor, personagens fundamentais em determinada parte da trama. Segundo, os detalhes. Mesmo com essa quantidade imensa de personagens, ele detalha-os de maneira precisa, dando-lhes individualidade. E as sequencias de fatos, sem divagações sobre a psicologia dos personagens, afinal cada livro tinha apenas 700 páginas. Não dá tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem também, assisti o terceiro filme da série. TODOS os três. Péssimos. A impressão que tive em todos os três é que os diretores – diferentes em cada um deles – foram incompetententes e desleixados, deixando um monte de detalhes fora da narrativa filmica. Enfim, acabou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-6114121187698274865?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/6114121187698274865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=6114121187698274865&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/6114121187698274865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/6114121187698274865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/12/e-provavel-que-minha-simpatia-pela.html' title='Os Dragoes Escandinavos'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TQGJj4Ey1qI/AAAAAAAAAtc/tAq2bIrF1aY/s72-c/girl_dragon_tattoo1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-6452077138023707662</id><published>2010-12-09T15:47:00.001-04:00</published><updated>2010-12-09T15:50:17.081-04:00</updated><title type='text'>Filmes de 2010</title><content type='html'>Lista Parcial dos Filmes,&amp;nbsp;Operas e Documentários&amp;nbsp;de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Life of Emile Zola &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orlando &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Girl Who Played with Fire &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Greenaway: The Shorts &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;H &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memories of Murder &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Girl with the Dragon Tattoo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Secret of the Grain &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cria Cuervos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henry &amp;amp; June &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henri Cartier-Bresson: The Impassioned Eye &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lady Vengeance &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El Bola &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sympathy for Mr. Vengeance &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camille Saint Saens: Samson et Delila &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamma Roma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Le Corbeau &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elling &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Army of Shadows &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Il Posto &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Sorrows of Gin &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Les Miserables &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elegy of the Land &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sanshiro Sugata &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Men Who Tread on the Tiger's Tail &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Bothersome Man &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Golden Door &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junebug &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Love and Anger &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disgrace &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Station Agent &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hawaii, Oslo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fedora (Metropolitan Opera) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavalleria Rusticana / Pagliacci &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Girl in Black &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Samson et Dalila &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ernani &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thais &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rossini: La Cenerentola &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otello &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Donizetti: L'Elisir D'Amore &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don Carlos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nabucco &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inglourious Basterds &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucia di Lammermoor &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adaptation &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Little Foxes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bye Bye Brazil &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cet Amour-La &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Of Human Bondage &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To the Left of the Father &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flame and Citron &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blind Chance &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Children of Heaven &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ikiru &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupo Corpo: Dance Theatre from Brazil &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Night of the Shooting Stars &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You Laugh &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elective Affinities &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Barbarian Invasions &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Decline of the American Empire &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ginger &amp;amp; Fred &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;City of Women &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thirst &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quiet Days in Clichy &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orchestra Rehearsal &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crisis &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The 3 Penny Opera: Bonus Material &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torment &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Prefab People &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autumn Sonata &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Family Nest &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Werckmeister Harmonies &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hour of the Wolf &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The 3 Penny Opera &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almanac of Fall &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Outsider &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Children of a Lesser God &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damnation &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Children of Paradise &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Therese Raquin &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wagner: Siegfried&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-6452077138023707662?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/6452077138023707662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=6452077138023707662&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/6452077138023707662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/6452077138023707662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/12/filmes-de-2010.html' title='Filmes de 2010'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-6481642390442119653</id><published>2010-12-01T20:11:00.000-04:00</published><updated>2010-12-01T20:11:42.660-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil/lisarB'/><title type='text'>As UPPs de Frederick Wensley contra a preguiça Serpico</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TPbawIGiiCI/AAAAAAAAAtY/m9pdNd-8VOY/s1600/TUbloody.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="161" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TPbawIGiiCI/AAAAAAAAAtY/m9pdNd-8VOY/s320/TUbloody.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sem desconsiderar Scarface e o próprio Poderoso Chefão, ainda penso que Serpico é um dos melhores filmes onde vi Al Pacino atuando. O Filme é de Sydney Lumet – um dos mais irregulares monstros sagrados do cinema americano de quem Hollywood quase não fala. Nos dividendos de Lumet estão o Assassinato no Expresso do Oriente (uma bomba de filme!), mas no saldo estão obras primas como o &lt;em&gt;12 Angry Men&lt;/em&gt;, com o Henry Fonda, e o &lt;em&gt;The Pownbroker&lt;/em&gt;, com o Rod Steiger. Portanto, Lumet tem&amp;nbsp;uma qualidade essencial, sabe&amp;nbsp;escolher a dedo seus protagonistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;Serpico&lt;/em&gt;, não é diferente. Hoje, vendo essa realidade do Rio de Janeiro, um filme oportuno para nos fazer refletir sobre o caráter corrosivo da corrupção policial no Rio de Janeiro. O filme, apesar de atual. nem é um grande filme pois é bastante biográfico e linear, mas Al Pacino empresta à pele de Frank Serpico, da Polícia de Nova Iorque, toda a angústia, o desespero e o estoicismo de um policial honesto cercado por corrupção e desonestidade por todos os lados. O filme começa com Serpico coberto de sangue, com as sirenes ligadas e chegando ao hospital. Acabava de ser baleado na cara. O resto do filme conta a história de Serpico, um policial que recusa se misturar com a banda podre da polícia... e por isso paga um preço caro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem policial é idealista e extremamente frustrado com a política. Sua vida pessoal, por estar sempre meio que foragido, acaba por torná-lo um cara meio evasivo até mesmo para a noiva. Ele tem um pouco dos hippies. Carrega todo o peso da aura contracultural, se veste de maneira extravagante, mora no Greenwich Village, num bairro artístico, tem a barba sempre grande e sempre está rodeado de hippies e amigos ligados a movimentos de esquerda. Ou seja, um cara meio maconheiro, meio esquisitão. Ao se negar a receber propina e participar dos pequenos esquemas de corrupção, ele passa a se tornar um estranho no ninho do NYPD, levantando a desconfiança de seus companheiros de farda. Em pouco tempo está depondo na temida Knapp Commission, uma comissão de investigação no esquema de Corregedoria policial com o aval do Juiz Percy Whitman Knapp, que apurava casos de corrupção policial na NYPD. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda por conta do teatro mediático dos últimos dias no Rio de Janeiro, eu, um quase agnóstico militante, fiquei pensado em Tomé. O apóstolo. Tomé NUNCA tocou em Jesus ressuscitado. Ele apenas disse que precisava tocar nas chagas para crer na ressurreição. Muito incauto pensa que tocou pois ficam vendo essas telas do Caravaggio e passam a acreditar que tocou e que a partir daí é que passou a crer na existência da vida nova. Tocou nada! Tomé acreditou na palavra. Imagine, se ia trocar o único bem que tinha - o do benefício da dúvida - pelo bem que imaginava obter - uma hipótese insustentável. Acreditar na palavra, isso é o que se pede de quem confia. A crença na honra da palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folheava eu hoje pela manhã um livro interessante chamado &lt;em&gt;The Scotland Yard Files&lt;/em&gt; de Allan Moss. Evidentemente não li o livro todo, pois acho esse assunto para lá de enfadonho, mas de saltos em saltos pude constatar que a história da Scotland Yard, assim como a história da polícia do Rio de Janeiro, está cercada de brutalidade e corrupção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chamada Polícia Metropolitana de Londres surge em 1829 pela aprovação do Metropolitan Police Act. As atribuições dessa nova polícia eram as de prestar proteção a personalidades públicas, comunidades, patrulhas e todas as demais atribuições de uma polícia do século XIX. A partir de 1842 parte da Scotland Yard passa a andar à paisana. Ou seja, os policiais que já não tinham boa fama fardados, não podiam mais reconhecidos. E em poucos anos, a polícia já era um exemplo do que uma polícia não deveria ser. O naipe de irregularidades ia desde a asociação com máfias irlandesas, prostituição, jogo, até crimes de gênero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1877 a instituição era tão corrompida e desacreditada que 4 de 5 elementos que ocupavam os postos de mais alto escalão na hierarquia são julgados e acusados de conspiração e formação de quadrilha. Dez anos mais tarde acontece o famoso “Bloody Sunday” - imortalizado na música de uma banda que ”existiu” na década de 90, chamada U2 – quando 2000 policiais avançam contra uma manifestação pacífica de trabalhadores da Social Democratic Federation matando 100 trabalhadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi necessário quase 50 anos para chegar um cara chamado Frederick Wensley. O apelido dele, provavelmente dado por seus detratores, era &lt;em&gt;weasel&lt;/em&gt;, ou furão, uma espécie de rato dentuço. Fato é que o homem ficou à frente da Scotland Yard por mais de 40 anos. Foi ele quem implementou a transformação radical da instituição. Primeiro, mudou de prédio de lugar. Segundo, aumentou o número de policiais. Só para se ter uma idéia, em 1890, o número de policiais subiu de 1000 para mais de 13000. Ou seja, injetou uma tropa com sangue novo e transferiu todos os corruptos para funções burocráticas, longe das ruas e portanto longe das atividades ilícitas. Em duas décadas, conseguiu "limpar" a polícia londrina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, mas resta saber se toda essa política de reestruturação da polícia do Rio de Janeiro, baseada na tomada de territórios, armas e drogas dos traficantes será acompanhada por uma reestruturação geracional da polícia. Sabe-se, por leitura de jornais, que as UPPs usando “mão-de-obra fresca“ procuram suprir e substituir com novos e entusiásticos policiais, uma tropa já viciada em velhas práticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou muito cético em relação a isso, pois há um componente histórico nisso tudo e por favor vejam os trabalhos do historiador Marcos Bretas da UFRJ sobre a formação da Polícia Militar e a história de como se formou a Guarda Nacional do Império... curiosamente, a nossa era tão corrupta e brutal quanto a Scotland Yard, e mais curioso ainda é que a nossa formou suas primeiras tropas incorporando as milícias estaduais... hmmm... sei....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas concentrando-se apenas nos fatos... O governo fala de 40 UPPs, ou seja, mais 28 unidades nos próximos quatro anos. Com base em critérios técnicos da Secretaria de Segurança Pública, eles alegam que isso seria suficiente para ocupar todas as comunidades que são controladas pelo poder paralelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo meu que entende muito desse negócio de UPP, me diz que cada UPP tem atualmente uma média de 150 PMs, o estado precisará de mais 4200 soldados nos próximos quatro anos.&amp;nbsp;No seu argumento, o&amp;nbsp;governo acaba de ampliar a capacidade de formação da academia da PM, que agora poderá recrutar e formar 20 mil soldados no próximo mandato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda seguindo seu argumento, a média de PMs que deixam a corporação por aposentadoria ou por mudança de profissão mantiver-se constante, ou seja, pouco acima de 1000 ao ano, o Estado vai perder menos de 5 mil PMs nos próximos quatro anos. Assim, o saldo em 2014 pode ser superior a 15 mil novos PMs, bem mais do que suficiente para as UPPs e para o patrulhamento das ruas. Mesmo que as próximas unidades exijam efetivos bem maiores, como será o caso do Complexo do Alemão e da Rocinha, PMs não será um problema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas são as contas do meu amigo....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, eu mostro as minhas contas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo uma matemática rápida em cima de uma&amp;nbsp;entrevista recente do Secretário de Segurança para a Revista Epoca, para 10 comunidades ele precisaria de 1880 homens. Ou seja, ele precisa de quase 200 homens para cada favela - dependendo do tamanho de cada uma, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, estamos falando de mais de 800 favelas no Rio de Janeiro, mais de 1.5 milhão de pessoas morando em comunidades pobres. 1.5 milhão de pessoas é mais ou menos 10% da população do estado do Rio de Janeiro. Você pode até discordar do meu ceticismo e&amp;nbsp;das minhas conclusões, mas você há de convir que é gente pra dedéu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, mas ainda baseado na entrevista do Secretário, para pacificar 800 favelas, ele precisaria multiplicar 188 homens x 800 favelas. No fundo ele precisaria de mais de 150 mil soldados para cobrir todas as favelas. E ele diz que a ACADEPOL pode formar 4000 por ano. Ou seja, o plano é bom mas é eleitoreiro exatamente nesse ponto, pois em 4 - 5 anos ele somente poderá colocar no máximo 20 mil soldados em UPPs. Vamos ser sinceros, isso vai cobrir mais ou menos 15% do total de favelas do Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a impressão que me passa é a de que o atual Governador – por mais bem intencionado que esteja e digo desde já que só em ter tocado nesse vespeiro já ganha minha simpatia - está combatendo com recursos parcos e limitados apenas o varejo. O atacado da droga e da arma, não é abalado pois depende de combate nas esferas federais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente para concluir... do que eu estava falando mesmo... ah sim, do filme Serpico.... penso que o atual governo do Estado está incorporando ar proselitista desde que assumiu, dizendo que não pode prender o traficante x y z por preservar vidas… pode ser. A atuação no Complexo do Alemão provou isso. E alguma coisa mudou desde que ele asumiu. Pois o Alemão já tinha sido invadido em meados do primeiro mandato do atual Governador. E foi aquele desastre com 30 mortos repercutindo mal pra caramba - com os traficante trazendo os corpos em carrinhos de mão para a entrada da favela para a policia recolher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há as contas que um outro amigo que não entende nada de nada, mas é engenheiro e tem&amp;nbsp;MBA nos Estados Unidos, ou seja, entende de matemática.&amp;nbsp;Ele acaba de me passar&amp;nbsp;dados&amp;nbsp;baseados no blog do Luis Nassif.... e cá pra nós, assustam mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ Fiquei curioso para saber o preço das armas usadas pelo narcotráfico, como a UZI e a AK-47. Eu imaginava que estas armas custariam milhares de dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minha surpresa, descobri que o custo é bastante acessível: vai de $400 a $800. (Fonte:http://www.atlanticfirearms.com)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumindo uma média de $500, o custo para armar um grupo de 600 homens é de $300 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece muito, mas é o equivalente a apenas 6kg de cocaína ($50/g) ou 300kg de maconha ($1/g).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para ter idéia dos números do tráfico, a Secretaria de Segurança Pública do Rio informou que, entre domingo e ontem, foram apreendidos 33 toneladas de maconha e 235 quilos de cocaína no conjunto de favelas do Alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que a demanda por drogas vai seguir existindo (isto é um fato), todo este dinheiro irá para os traficantes de outros morros. Pior: eles ganharão ainda mais devido à escassez temporária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá para entender por que a guerra contra as drogas não funciona?]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando a Serpico. Tomé NUNCA tocou em Jesus ressuscitado.&amp;nbsp;Acreditam que tocou. Faz bem acreditar.&amp;nbsp;Mas no fundo ele&amp;nbsp;so creu&amp;nbsp;na &lt;em&gt;palavra&lt;/em&gt;. Acreditar na palavra, isso é o que se pede de quem confia. A crença na honra da palavra. Na palavra de honra. Dá pra acreditar? Que dá dá, mas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-6481642390442119653?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/6481642390442119653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=6481642390442119653&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/6481642390442119653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/6481642390442119653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/12/as-upps-de-frederick-wensley-contra.html' title='As UPPs de Frederick Wensley contra a preguiça Serpico'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TPbawIGiiCI/AAAAAAAAAtY/m9pdNd-8VOY/s72-c/TUbloody.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-3322295139623429779</id><published>2010-11-30T11:47:00.002-04:00</published><updated>2010-11-30T11:50:55.309-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil/lisarB'/><title type='text'>En los naufragios, al hundirse la nave, los marineros del Danubio rezaban: “Duermo; luego vuelvo a remar”</title><content type='html'>Escrevi isso na segunda-feira às seis horas da manhã. Relutei muito em postar isso aqui, por se tratar de um blog de idéias mal alinhavadas sobre literatura e cinema. Mas após assistir a entrevista de Luiz Eduardo Soares no Roda Viva decidi publicar. Afinal, após a entrevista, sempre ponderada, entendo e me certifico de que aquilo que aconteceu na semana passada também é um tipo de ficção. Sendo assim por que não entrar aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TPUbm8IJ2tI/AAAAAAAAAtU/ARMc3T3A9RQ/s1600/Guerra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TPUbm8IJ2tI/AAAAAAAAAtU/ARMc3T3A9RQ/s1600/Guerra.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na História da Eternidade, Borges utiliza a metáfora do sono, do sonho, da noite para expressar a idéia da morte – sem obviamente jamais usar a palavra “morte” em sua essência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;En el Antiguo Testamento se lee (I Reyes:2:10): “Y David durmió con sus padres, y fue enterrado en la ciudad de David”. En los naufragios, al hundirse la nave, los marineros del Danubio rezaban: “Duermo; luego vuelvo a remar”. Hermano de la Muerte hijo del Sueño, Homero, en la “Ilíada”; de esta hermandad diversos monumentos funerarios son testimonio, según Lesing. Mono de la Muerte (Affe de Todes) le dijo Wilhelm Klemm, que escribió asimismo: “La muerte es la primera noche tranquila”. Antes, Heine había escrito: “La muerte es la noche fresca; la vida, el día tormentoso...” (…) “Lo que el sueño es para el individuo, es para la especie la muerte” (Weltals Wille, II: 41). El lector ya habrá recordado las palabras de Hamlet: “Morir, dormir, tal vez soñar”, y su temor a que sean atroces los sueños de la muerte. (Borges, 1997:81-82).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me admirou muito o uso das metáforas nesse episódio lamentável da invasão de das favelas no Rio de Janeiro. Além do uso e abuso das mais ridículas metáforas, me admirou a capacidade de autoridades civis e militares criarem uma espécie de panacéia verbal para contornar as imagens que os canais de tv, com seu sencacionalismo mediático de praxe, exibiam ao vivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma hora tinha que acontecer. A UPP tinha que chegar ao subúrbio do Rio de Janeiro para não se tornar um plano apenas eleitoreiro do governador Sérgio Cabral Filho, que foi empossado em janeiro de 2007 e apenas iniciou o tal plano em fins de 2008. De lá para cá, já há algumas instaladas, evidentemente, mas em comunidades pequenas. O que ainda me fazem desconfiar de se tratarem apenas planos pilotos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira grande operação começa de forma atabalhoada. Precisava-se dar uma resposta firme à série de ataques a civis na última semana. Uma série de boatos se espalha pela cidade. Alguns dão conta que uma grande quantidade de dinamite estaria em mãos do tráfico e dos paramilitares. E que a ponte Rio-Niterói seria explodida. Outro boato dava conta que a Rede Globo negociara com a Secretaria de Segurança a não divulgação de que o Secretário de Segurança havia sofrido um atentado com carro bomba. Todos boatos, ou não. Então, motivados pela pressão e pela insustentabilidade da situação, a primeira grande operação começa ela Vila Cruzeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato. Começa pela Vila Cruzeiro em represália aos mais de 100 veículos queimados na cidade nas últimas duas semanas. Entretanto, há àreas na nesse complexo de favelas que a polícia não conseguia chegar há anos, com barreiras físicas e bélicas que a polícia não conseguia transpor de forma convencional. Precisava-se então de tanques. Aliás, o episódio da entrada das forças armadas nessa ação ainda está MUITO mal contada. A única força que ofereceu apoio logístico inicial foi a Marinha com os Fuzileiros Navais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hora de Show Time”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entraram os tanques. Tanques de guerra. Tanques que passam por muros de até um metro de altura. Impressiona? Lógico que impressiona! Uma arma que dispara rajadas de balas .50 é algo brutal em zonas urbanas. A expectativa até sábado era a de que haveria um massacre. Constitucionalmente, atirar com um negócio desses em alvos civis em tempo de paz é impossível, ilegal e inconstitucional. Qualquer pessoa sabe disso, até o Governador. Mas os tanques impressionam e geram expectativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens de criminosos fugindo da Vila Cruzeiro e migrando para o Complexo do Alemão também impressionou a todos e também está MUITO mal contada. Principalmente pela quantidade. Era muito bandido junto. Por que não havia um cerco esperando? Evidente. Não havia um plano imediato para isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na versão oficial, não havia estrutura para duas operações tão complexas, simultâneas e seguras. E por isso se preferiu a tática de acuamento. Sem dúvida, uma saída negociada, sem sangue, sem perda de vidas. Preferiu-se não quebrar os ovos. No fundo um jogo onde ambos lados ganhavam tempo para minimizar os riscos de mácula nas imagens públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, o governo do estado do Rio de Janeiro se apóia na errônea idéia de que os recursos do Estado são ilimitados, em comparação com os dos bandidos que sem moeda de troca (que seria na visão do Secretário de Segurança Mariano Beltrame, o território, a arma e a droga) tornam-se frágeis. Errônea idéia, por que: Por que um bandido não deixa de ser bandido da noite para o dia. Por que munição e drogas continuam entrando pela Baía de Guanabara, pelas estradas e pelas fronteiras. Por que já se fala de uma luta de bem contra o mal, como se obtusamente policiais corruptos tenham deixado de existir e de corromper o sistema por dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, no fundo, a polícia hoje passa e recolhe corpos, bandidos recalcitrantes, drogas e armas. Ou seja, 400 quilos de cocaína, 50 toneladas de maconha e até agora sabe-se muito pouco sobre o armamento apreendido, menos ainda sobre os chefes do tráfico, e menos ainda sobre o apradeiro dos mais de 500 fugitivos. Foi um golpe no tráfico? Claro que sim. Isso deve corresponder a um prejuízo de seis meses nas contas do tráfico. Foi um golpe midiático? Claro que sim, pois cá pra nós, pelas proporções da operação e pelo pequeno número de prisões, tudo não passou de um golpe de vista que durou uns dias e depois será esquecido, pois em fevereiro tem Carnaval, e em dois ou quatro anos temos Olimpiadas, Copa, Visita do Papa, Posse do Sultão da Bessarábia, sem esquecer a Conferência Internacional sobre Entomologia Neurotropical. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto são metáforas extemporânea, como a da mãe do bandido Mister M que leva o bandido à delegacia dizendo “Filhinho vamo sintregá cua mamaen” [absurdo: como se isso fosse amor de mãe]; o rapaz da ONG negociadora que se imbui do poder evitar um “extermínio étnico”[absurdo: como se na comunidade apenas negros sofreriam com o desfecho violento]; o Secretário de Segurança chamando o Complexo do Alemão de o “Coração do Mal”[absurdo: como se o coração vivesse sem cérebro]; “vitória da ordem e fim do caos” [absurdo: comos e houvesse dois lados]; a atendente do Disque Denúncia chamando seu serviço de “Bacia das Almas”[ absurso: como se estivessemos esperando apenas os óleos santos]; e a melhor de todas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fernand&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;inho &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bera mar” [sic] tatuado no braço de um infeliz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Nota. Fotografia -&amp;nbsp;Roberto (Bear) Guerra. Complexo do Alemão 2008. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-3322295139623429779?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/3322295139623429779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=3322295139623429779&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/3322295139623429779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/3322295139623429779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/11/en-los-naufragios-al-hundirse-la-nave.html' title='En los naufragios, al hundirse la nave, los marineros del Danubio rezaban: “Duermo; luego vuelvo a remar”'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TPUbm8IJ2tI/AAAAAAAAAtU/ARMc3T3A9RQ/s72-c/Guerra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-7628611566147284127</id><published>2010-11-26T16:55:00.001-04:00</published><updated>2010-11-26T17:01:24.218-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil/lisarB'/><title type='text'>Dia D?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TPAeaTA-arI/AAAAAAAAAtM/gTx1H__eqBc/s1600/Day+d.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="301" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TPAeaTA-arI/AAAAAAAAAtM/gTx1H__eqBc/s400/Day+d.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Lamentável ter chegado a esse ponto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-7628611566147284127?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/7628611566147284127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=7628611566147284127&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/7628611566147284127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/7628611566147284127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/11/dia-d.html' title='Dia D?'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TPAeaTA-arI/AAAAAAAAAtM/gTx1H__eqBc/s72-c/Day+d.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-74387089768449835</id><published>2010-11-19T16:26:00.000-04:00</published><updated>2010-11-19T16:26:25.716-04:00</updated><title type='text'>Turn Your Thinking Upside Down</title><content type='html'>On a very basic level all beings think that they should be happy. When life becomes difficult or painful, we feel that something has gone wrong. This wouldn’t be a big problem except for the fact that when we feel something’s gone wrong, we’re willing to do anything to feel OK again. Even start a fight.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;According to the Buddhist teachings, difficulty is inevitable in human life. For one thing, we cannot escape the reality of death. But there are also the realities of aging, of illness, of not getting what we want, and of getting what we don’t want. These kinds of difficulties are facts of life. Even if you were the Buddha himself, if you were a fully enlightened person, you would experience death, illness, aging, and sorrow at losing what you love. All of these things would happen to you. If you got burned or cut, it would hurt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But the Buddhist teachings also say that this is not really what causes us misery in our lives. What causes misery is always trying to get away from the facts of life, always trying to avoid pain and seek happiness—this sense of ours that there could be lasting security and happiness available to us if we could only do the right thing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In this very lifetime we can do ourselves and this planet a great favor and turn this very old way of thinking upside down. As Shantideva, author of Guide to the Bodhisattva’s Way of Life, points out, suffering has a great deal to teach us. If we use the opportunity when it arises, suffering will motivate us to look for answers. Many people, including myself, came to the spiritual path because of deep unhappiness. Suffering can also teach us empathy for others who are in the same boat. Furthermore, suffering can humble us. Even the most arrogant among us can be softened by the loss of someone dear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yet it is so basic in us to feel that things should go well for us, and that if we start to feel depressed, lonely, or inadequate, there’s been some kind of mistake or we’ve lost it. In reality, when you feel depressed, lonely, betrayed, or any unwanted feelings, this is an important moment on the spiritual path. This is where real transformation can take place.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As long as we’re caught up in always looking for certainty and happiness, rather than honoring the taste and smell and quality of exactly what is happening, as long as we’re always running away from discomfort, we’re going to be caught in a cycle of unhappiness and disappointment, and we will feel weaker and weaker. This way of seeing helps us to develop inner strength.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And what’s especially encouraging is the view that inner strength is available to us at just the moment when we think we’ve hit the bottom, when things are at their worst. Instead of asking ourselves, “How can I find security and happiness?” we could ask ourselves, “Can I touch the center of my pain? Can I sit with suffering, both yours and mine, without trying to make it go away? Can I stay present to the ache of loss or disgrace—disappointment in all its many forms—and let it open me?” This is the trick.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There are various ways to view what happens when we feel threatened. In times of distress—of rage, of frustration, of failure—we can look at how we get hooked and how shenpa escalates. The usual translation of shenpa is “attachment,” but this doesn’t adequately express the full meaning. I think of shenpa as “getting hooked.” Another definition, used by Dzigar Kongtrul Rinpoche, is the “charge”—the charge behind our thoughts and words and actions, the charge behind “like” and “don’t like.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It can also be helpful to shift our focus and look at how we put up barriers. In these moments we can observe how we withdraw and become self-absorbed. We become dry, sour, afraid; we crumble, or harden out of fear that more pain is coming. In some old familiar way, we automatically erect a protective shield and our self-centeredness intensifies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But this is the very same moment when we could do something different. Right on the spot, through practice, we can get very familiar with the barriers that we put up around our hearts and around our whole being. We can become intimate with just how we hide out, doze off, freeze up. And that intimacy, coming to know these barriers so well, is what begins to dismantle them. Amazingly, when we give them our full attention they start to fall apart.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimately all the practices I have mentioned are simply ways we can go about dissolving these barriers. Whether it’s learning to be present through sitting meditation, acknowledging shenpa, or practicing patience, these are methods for dissolving the protective walls that we automatically put up.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When we’re putting up the barriers and the sense of “me” as separate from “you” gets stronger, right there in the midst of difficulty and pain, the whole thing could turn around simply by not erecting barriers; simply by staying open to the difficulty, to the feelings that you’re going through; simply by not talking to ourselves about what’s happening. That is a revolutionary step. Becoming intimate with pain is the key to changing at the core of our being—staying open to everything we experience, letting the sharpness of difficult times pierce us to the heart, letting these times open us, humble us, and make us wiser and more brave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let difficulty transform you. And it will. In my experience, we just need help in learning how not to run away.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If we’re ready to try staying present with our pain, one of the greatest supports we could ever find is to cultivate the warmth and simplicity of bodhichitta. The word bodhichitta has many translations, but probably the most common one is “awakened heart.” The word refers to a longing to wake up from ignorance and delusion in order to help others do the same. Putting our personal awakening in a larger—even planetary—framework makes a significant difference. It gives us a vaster perspective on why we would do this often difficult work.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There are two kinds of bodhichitta: relative and absolute. Relative bodhichitta includes compassion and maitri. Chögyam Trungpa Rinpoche translated maitri as “unconditional friendliness with oneself.” This unconditional friendliness means having an unbiased relationship with all the parts of your being. So, in the context of working with pain, this means making an intimate, compassionate heart-relationship with all those parts of ourselves we generally don’t want to touch.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some people find the teachings I offer helpful because I encourage them to be kind to themselves, but this does not mean pampering our neurosis. The kindness that I learned from my teachers, and that I wish so much to convey to other people, is kindness toward all qualities of our being. The qualities that are the toughest to be kind to are the painful parts, where we feel ashamed, as if we don’t belong, as if we’ve just blown it, when things are falling apart for us. Maitri means sticking with ourselves when we don’t have anything, when we feel like a loser. And it becomes the basis for extending the same unconditional friendliness to others.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If there are whole parts of yourself that you are always running from, that you even feel justified in running from, then you’re going to run from anything that brings you into contact with your feelings of insecurity.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And have you noticed how often these parts of ourselves get touched? The closer you get to a situation or a person, the more these feelings arise. Often when you’re in a relationship it starts off great, but when it gets intimate and begins to bring out your neurosis, you just want to get out of there.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So I’m here to tell you that the path to peace is right there, when you want to get away. You can cruise through life not letting anything touch you, but if you really want to live fully, if you want to enter into life, enter into genuine relationships with other people, with animals, with the world situation, you’re definitely going to have the experience of feeling provoked, of getting hooked, of shenpa. You’re not just going to feel bliss. The message is that when those feelings emerge, this is not a failure. This is the chance to cultivate maitri, unconditional friendliness toward your perfect and imperfect self.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relative bodhichitta also includes awakening compassion. One of the meanings of compassion is “suffering with,” being willing to suffer with other people. This means that to the degree you can work with the wholeness of your being—your prejudices, your feelings of failure, your self-pity, your depression, your rage, your addictions—the more you will connect with other people out of that wholeness. And it will be a relationship between equals. You’ll be able to feel the pain of other people as your own pain. And you’ll be able to feel your own pain and know that it’s shared by millions.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absolute bodhichitta, also known as shunyata, is the open dimension of our being, the completely wide-open heart and mind. Without labels of “you” and “me,” “enemy” and “friend,” absolute bodhichitta is always here. Cultivating absolute bodhichitta means having a relationship with the world that is nonconceptual, that is unprejudiced, having a direct, unedited relationship with reality.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That’s the value of sitting meditation practice. You train in coming back to the unadorned present moment again and again. Whatever thoughts arise in your mind, you regard them with equanimity and you learn to let them dissolve. There is no rejection of the thoughts and emotions that come up; rather, we begin to realize that thoughts and emotions are not as solid as we always take them to be.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It takes bravery to train in unconditional friendliness, it takes bravery to train in “suffering with,” it takes bravery to stay with pain when it arises and not run or erect barriers. It takes bravery to not bite the hook and get swept away. But as we do, the absolute bodhichitta realization, the experience of how open and unfettered our minds really are, begins to dawn on us. As a result of becoming more comfortable with the ups and the downs of our ordinary human life, this realization grows stronger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We start with taking a close look at our predictable tendency to get hooked, to separate ourselves, to withdraw into ourselves and put up walls. As we become intimate with these tendencies, they gradually become more transparent, and we see that there’s actually space, there is unlimited, accommodating space. This does not mean that then you live in lasting happiness and comfort. That spaciousness includes pain.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We may still get betrayed, may still be hated. We may still feel confused and sad. What we won’t do is bite the hook. Pleasant happens. Unpleasant happens. Neutral happens. What we gradually learn is to not move away from being fully present. We need to train at this very basic level because of the widespread suffering in the world. If we aren’t training inch by inch, one moment at a time, in overcoming our fear of pain, then we’ll be very limited in how much we can help. We’ll be limited in helping ourselves, and limited in helping anybody else. So let’s start with ourselves, just as we are, here and now.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Poema de&amp;nbsp;Pema Chödrön lido pelo Richard no casamento do Alex. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-74387089768449835?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/74387089768449835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=74387089768449835&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/74387089768449835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/74387089768449835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/11/turn-your-thinking-upside-down.html' title='Turn Your Thinking Upside Down'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-3737351783018450622</id><published>2010-11-19T12:24:00.003-04:00</published><updated>2010-11-19T14:30:40.371-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos de felicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi e não me arrependo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema Coreano'/><title type='text'>Laranja Mecânica com tofú</title><content type='html'>Dias atrás, dois chapa, fanáticos por filmes e literatura, e eu, estávamos numa livraria aqui na capital de Vanuatu. Estavamos zanzando pelas estante de DVDs, falando bem e mal de filmes clássicos. Eu podería até dar o nome deles, dos caras, mas acontece que ninguém acreditaria. E ainda me chamariam de mentiroso, maluco e pústula. Enfim, sem tentar cruzar a linha da cabotinagem, vamos aos fatos. &lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TOaj0uBM0vI/AAAAAAAAAtA/F2ivVx73HnU/s1600/oldboy.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TOaj0uBM0vI/AAAAAAAAAtA/F2ivVx73HnU/s320/oldboy.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Na livraria, no setor de cds e dvds, os ilustres me indicaram o filme Park Chan-wook, &lt;span style="color: red; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Oldboy&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Um deles, me disse que assitira a este filme em Amsterdã, já que tinha sido o roteirista de um dos filmes brasileiros da mostra. Sendo assim tinha direito a escolher, em exibição privada, qualquer filme do festival. Ele escolheu Oldboy. Depois dessa, comprei na mesma hora. E na mesma noite o assisti. O grande problema deste filme é que se trata de uma trilogia altamente viciante. É simplesmente impossível assistir apenas um. Então, obviamente você desesperadamente procurará logo o primeiro filme da série, &lt;span style="color: blue; font-family: 'Courier New', Courier, monospace;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Simpathy for Mr. Vengence&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, e o terceiro, &lt;span style="color: magenta; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sympathy for Lady Vengeance&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;. Aconselho-o a assistí-los todos no mesmo dia, de outra maneira, assistindo-os em três dias distintos, como foi meu caso, voce terminará a semana no bagaço, pois é simplesmente impossível dormir após tal obra de arte. Repito: obra de arte cinematográfica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trilogia é do diretor sul-coreano Park Chan-Wook. Em cada uma das estórias o diretor costura com os fios da vingança, o amor e o ódio desmedidos. Macbeth dizia que &lt;em&gt;“Eles ardem do desejo de vingança, por que seus mais pungentes motivos moveriam até mesmo um eremita ao mais sanguinário e feroz combate.”&lt;/em&gt; A frase de Shakespeare, bem podia ser o prólogo da trilogia. Em todos os três filmes, as tramas permeadas sempre pelo desejo de vingança – ou justiça, agora estou confuso - são sofisticadas. No segundo, Oldboy, há além disso intrincadas viradas psicológicas, imagens inteligentes, apoiadas numa estética absolutamente instigante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Mas vamos por ordem.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TOanhaNevAI/AAAAAAAAAtI/h3YPpVHUMaM/s1600/sympathy-for-mr-vengeance-210x300.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TOanhaNevAI/AAAAAAAAAtI/h3YPpVHUMaM/s1600/sympathy-for-mr-vengeance-210x300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: white; color: blue; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sympathy for Mr. Vengeance&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; trata exatamente desse desejo desmedido de vingança que leva a um pai às últimas consequências para encontrar os assassinos de sua filha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Ryu, é surdo-mudo e trabalha numa fábrica para sustentar sua irmã doente e que precisa desesperadamente de um transplante de rim. Cansado de ver a irmã padecer, Ryu tenta doar um de seus rins para sua irmã, mas descobre que seu tipo sanguíneo não é compatível com o da irmã, portanto ele não seria o doador adequado. Após ser despedido da fábrica onde trabalhava, Ryu entra em contato com traficantes de órgãos no mercado negro. Concorda em doar um de seus rins e usar sua indenização para comprar um compatível com o de sua irmã. Os traficantes desparecem com o dinheiro, seu rim e a promessa do rm de sua irmã. Por felicidade ou infelicidade, três semanas mais tarde, Ryu descobre através do médico de sua irmã, que encontraram um doador e que a operação custaria o mesmo valor pago aos traficantes de órgãos que desapareceram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Cheio de lumbago, sem dinheiro, e meio revoltado com a vida, ele e a namorada, Yeong-mi, uma militante anarquista, resolvem sequestrar a filha dono da empresa. O plano é logo abandonado por perceberem que obviamente as suspeitas recairíam sobre eles. Então decidem sequestrar Yu-sol, a filha do amigo do patrão, Dong-jin, outro executivo da fábrica. A menina fica com a irmã de Ryu, mas que desconhece a origem da menina. Concomitantemente ao pagamento do resgate, recolhido por Ryu, a irmã descobre o esquema e se mata. Ryu, com Yu-sol e o corpo de sua irmã, vão para a beira de um rio enterrar a irmã de Ryu. Enquanto chora Ryu, Yu-sol acidentalmente cai em rio e morre afogada.&lt;/div&gt;Horas mais tarde, Dong-jin vendo o corpo da filha, jura vingança. Enquanto isso, Ryu lança-se numa busca desesperada pelos traficantes de órgãos. Dong-jin, investiga a identidade dos sequestradores e encontra Yeong-mi. Tortura-a até a morte. Antes de morrer, além de se desculpar com Dong-ji, Yu-sol adverte-o que ele está jurado de morte pela sua organização. Ryu retorna para ver Yeong-mi. No prédio, descobre que a polícia retirou de seu corpo em uma maca. (imagem absolutamente impagável quando Ryu, dentro do elevador, pega na mão de Yeong-mi, atada pelos legistas numa maca). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ryu vai a casa de Dong-jin. Espera. Tocaia-o. Nada. Na verdade, Dong-jin está na casa de Ryu, esperando-o, com um transformador ligado à fechadura. Ryu chega à casa. Abrea porta e recebe uma descarga. Apaga inconsciente. Dong-jin, em seguida, amarra as mãos e pés de Ryu e leva-o para o rio onde Yu-sol morreu. Leva-o par ao meio do rio, com àgua na altura do peito. Dong-jin reconhece que, apesar de Ryu ser um homem bom, ele não tem escolha e deve matá-lo. (imagem absolutamente impagável quando Dong-jin está cara a cara com Ryu, em seguida mergulha, a camera se afasta, Ryu olha ao redor e não entede o que está passando. Por alguns minutos somente a cabeça de Ryu aparece na superfície do rio. Ryu começa a se debater. Dong-jin mergulhou e cortou-lhe os dois tendões de Aquiles de Ryu. A câmera mostra o corte embaixo d’agua com o sangue jorrando aos borbotões). Dong-jin arrasta Ryu até a margem. Cava. Antes de colocar os corpos cortados do irmão e da irmã mantidos em sacos de lixo, o grupo de Yeong-mi chega. Eles cercam e esfaqueam repetidamente Dong-jin, finalmente cravando a nota em seu peito com uma faca. Se identificam como grupo terrorista do qual Yeong-mi fazia parte. O grupo deixa Dong-jin morrer ao lado de seu carro com as ferramentas e os sacos ensanguetados que ele usou para cortar, desmembrar o corpo de Ryu. A nota, by the way, já aparecera numa cena no início do filme, no cumputador de Yeong-mi. Filmaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: red; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Oldboy&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; talvez seja o mais incrível dos três. Mas vamos por ordem. Fiquei louco pelo Oldboy quando assiti há duas semanas atrás. Com um roteiro primoroso, Oldboy é o melhor dos três. &lt;br /&gt;Um adendo. Sabe aquele pequeno deslize, aquele vacilo cometido com aquele amigo de adolescência? Todo mundo tem um, pelo menos. Pois é. No universo de Park Chan-wook, o amigo vem cobrar a conta 15 anos depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh Dae-su é um falastrão. Está bêbado e retido numa delegacia, na noite de aniversário de sua filha, esperando pela chegada de seu amigo Joo-Hwan. Após várias horas e o pagamento de fiança é liberado. Oh Dae-su chama à esposa de um telefone público para explicar o acontecido. Quando Joo-Hwan pega o telefone, Dae-su desaparece no meio da noite chuvosa, deixando caídas as asas de anjo que comprara de presente para a filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde esse dia, fica preso por mais de 15 anos sem a menor explicação. Dae-su nasceu em 1963. Frequentou a escola secundária católica de Sangnok, da qual saiu em 1979. Tornou-se um pequeno empresário. Casado, tinha uma filha, Yeun-Hee. Com os anos tornou-se obeso e alcoólatra. Seqüestrado e confinado, sem nenhuma explicação, a uma espécie de quarto, Oh Dae-su fica alí por tempo indeterminado e incomunicável. A incomunicabilidade é enlouquecedora. Mais enlouquecedora ainda seria a pena. Ele não sabe, mas ficaria preso por 15 anos, sendo alimentado apenas por bolinhos fritos. Suas tentativas de suicídio era contidas com a introdução de gases alucinógenos pelo sistema de ventilação. O contato com o mundo externo é feito apenas através de uma televisão, por onde sabe que sua esposa tinha sido assassinada e que de sua filha se encarragava uma família adotiva. Ele era o principal suspeito do crime. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia Dae-su é subitamente posto em liberdade no último andar de um prédio. Quando ele é liberado, ele é vestido com roupas caras. No alto do prédio há um homem suicida. Ao caminhar pela rua, um desconhecido lhe dá um celular. Ao sair da prisão era um homem revoltado que busca explicações.Ele sente fome e vai a um restaurante local, onde ele encontra a jovem chef Mi-do, que o leva para sua casa e em poucos dias começam um romance. Ela o ajuda a descobrir o porquê de sua retenção e quem era o responsável por sua kafkaniana situação. Tudo ainda parece onírico, ainda, mas Dae-su com a ajuda de Mi-do localiza o restaurante, e por ele o paradeiro de sua prisão. Os dois acabam por se envolverem amorosamente. Dae-su, então, tortura o diretor de informação para obter as gravações de seu raptor, que revelam pouco ou quase nada de sua identidade. Nessa busca, há uma cena interessante, quando os capangas do diretor de informação do cativeiro atacam a Dae-su. Toda a luta se parece a um desses jogos de video-game. Muito bem sacado e irônico nesse contexto do roteiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem chamado Woo-jin revela-se algoz de Dae-su e o instrui por telefone que descubra seus motivos para mantê-lo em cativeiro por tantos anos. Woo-jin é aquele amigo que vem cobrar a conta...&lt;br /&gt;Dae-su descobre que Woo-jin e ele freqüentaram a mesma escola e se lembra da relação Woo-jin com sua irmã, Lee Soo. Dae-su, espelhara propositalmente o boato de que os irmãos mantinham uma relação incestuosa. Espalhou o boato antes de se transferir para outra escola em Seul. Durante a peregrinação de Dae-su, Woo-jin mata Joo-Hwan, amigo de infância de Dae-su por este ter insultado sua irmã numa conversa telefônica devidamente grampeada – que havia se suicidado assim que os primeiros sinais da gravidez precoce apareceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dae-su finalmente encontra Woo-jin em seu apartamento. Este lhe dá um álbum de fotos. Dae-su folheia o álbum com retratos de sua própria filha. Ele vê sua filha crescer nas fotos, até descobrir Mi-do. Woo-jin, revela que os eventos em torno Dae-su foram orquestrados com toques de hipnose para provocar Dae-su e Mi-se a cometessem o incesto. Horrorizado, Dae-su implora a Woo-jin para esconder o segredo de Mi-do. Rasteja. Pede perdão, antes de cortar a própria língua como prova de seu sacrifício, oferecendo-a a Woo-jin como um símbolo de seu silêncio. Woo-jin concorda em poupar Mi-do – que naquele instante se encontra sob a guarda de capangas. Ele então telefona para que os capangas a libertem deixando-a em seu apartamento. Sozinho, remoído pela culpa de ter participado no suicídio da irmã – da mesma forma que Dae-su participara na do suicida do alto do prédio -, Woo-jin atira na própria cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esgotado, Dae-su se senta num lugar ermo e coberto de neve. Faz um estranho acordo com uma hipnotizadora, para que esta o faça esquecer do segredo. Ela lê uma carta com os fundamentos do esquecimento. Começa o processo de hipnose. Horas depois, Dae-su desperta. A hipnotizadora já se foi. Ele anda sobre a neve. Encontra Mi-do, que diz lhe amar. Eles se abraçam. O filme acaba e não se sabe se Dae-su lembra-se ou não do segredo. Filmaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o diretor Park Chan-wook tem outras armas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="color: magenta; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Sympathy for Lady Vengeance&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; um pequeno coro vestido de Papai Noel espera na saída de uma prisão pela jovem Lee Geum-ja, recém-reformada. Ela tinha sido condenada 13 anos atrás pelo assassinato da menor Won-mo. (corta). O caso, mostrado na televisão, tinha provocado uma comoção nacional, devido à sua pouca idade no momento do assassinato, e a sua aparência inocência. A pena fora reduzida por sua transformação espiritual. Mas isso era apenas uma cortina de fumaça para deixar a prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crime tinha sido praticado quando ela tinha apenas 19 anos. O país inteiro estremeceu com sua pouca idade e com a brutalidade com que o crime, e os métodos perversos com que fora praticado. Mas o que impressionou mais, foi sua beleza. Alguns diziam que ela se parecia com Olivia Hussey, a Juliete da ópera de Franco Zeffirelli. Um diretor sem escrúpulos disse que tinha planos para filmar a estória de Lee Geum-ja, criando uma reação imediata nos meios de comunicação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sai da prisão, ela se dirige ao pai, que lhe oferece uma torta de tofú como símbolo de que ela não voltaria a pecar. (corta). Por uma série de flashbacks, sabe-se do processo de arrependimento da moça, dentro da prisão. (corta). Ela derruba a torta de tofú no chão e diz, em coreano, para que o pai fosse tomar no cú, ou enfiasse a torta no orifício supra referido – as legendas em inglês não deixam claras as intenções da moça. O que fica claro é que Lee Geum-ja não está arrependida, que aquele papo de Jesus é pura balela e que ela não vai deixar essa estória barata para com aqueles que a puseram ali. (corta). O filme começa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lee Geum-ja era inocente, mas confessa o crime pois o verdadeiro assassino, Sr. Baek, sequestrara sua filha ameaçando matá-la. Na prisão, Geum-ja, com seu comportamento angelical, faz sólidas amizades, chegando a doar um rim para uma detenta, que mais tarde seria assassinada por ela. Em liberdade condicional, Geum-Ja imediatamente visitas outras detentas em liberdade condicional, cobrando favores que incluem abrigo e armas. Distancia-se, assim cada vez mais da imagem criada no cativeiro. Passa a usar salto alto e sombra vermelha nos olhos. Mas por outro lado, também começa a trabalhar numa confeitaria local, onde se torna uma especialista em tortas,sob a tutela de um chef que lhe oferecera trabalho na prisão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao investigar sobre o paradeiro da filha, descobre que ela foi adotada por pais australianos. Jenny, agora um adolescente, não fala coreano. Após convencer sua família a deixá-la voltar para Seul, Jenny segue Geum-ja ao redor da cidade e com ela planeja sequestrar o Sr. Baek, com a ajuda da esposa, outra ex-presidiária. Baek, agora tragicamente, é professor de ensino fundamental e descobre que Geum-ja está em liberdade. Aterrorizado, contrata capangas para emboscar Geum-ja e Jenny. Na luta, Geum-ja mata dois bandidos, enquanto na outra cena Baek cai desacordado devido às drogas que sua esposa colocou em sua comida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geum-ja quer matar Baek ali mesmo em sua casa. Entretanto, descobre uns penduricalhinhos de criança presos a seu celular. Uma pequena esfera de âmbar chama sua atenção. Lembra que esta era a mesma de Won-mo. Então associa estes objetos ao modus operandi de Baek e percebe que estes são lembranças das vítimas, deduzindo que Baek é um assassino em série. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela o aprisiona. Contacta o detetive do caso Won-Mo, e, juntos, eles se infiltram em apartamento Baek e descobrem gravações em VHS da tortura e assassinato das crianças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desse momento o filme dá uma virada sensacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geum-ja e o detetive entram em contato com os pais das vítimas e os conduzem para uma escola abandonada na periferia de Seul. Mostram as fitas nas salas de aula. Um por um cada pai desaba em desespero. O grupo, então, delibera sobre o destino do Baek. Decidem coletivamente assassiná-lo. E no sótão da escola encontra-se Baek, que pode escutar todo o teor do julgamento. Vestindo capas de plástico e portando uma variedade de armas - que no jargão legal pode-se dizer - perfuro-contudas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esperam numa sala, uma ante-sala. Um a um, tendo previamente sorteada a ordem de entrada, entra e dá uma estocada em Baek tomando o devido macabro cuidado para não matá-lo, já que há pessoas na fila ainda. A última pessoa, uma avó, mata Baek com a tesoura de sua neta assassinada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final, hirtos, perfilados, com a câmera pelas costas, posam para uma foto tirada pelo detetive. Assim que o flash detona, todos caem em pranto amparando-se mutuamente. O grupo assume um pacto de jamais revelar o que se passou ali e enterram Baek. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TOaj7nAK3OI/AAAAAAAAAtE/22k_4RFfkyY/s1600/960_sympathy_lady_vengeance_blu-ray5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="172" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TOaj7nAK3OI/AAAAAAAAAtE/22k_4RFfkyY/s400/960_sympathy_lady_vengeance_blu-ray5.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;Geum-ja, o investigador, e os pais vão no meio da noite para a confeitaria, onde Geum-ja serve-lhes uma torta. Um dos momentos mais emocionantes nos três filmes, talvez um pequeno delize de Park Chan-Wook, é quando começam a cantar involuntariamente um parabéns a você pelo aniversário coletivo para seus filhos falecidos. Uma cena sem dúvida de profunda delicadeza. Filmaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Os três filmes são de uma beleza estética impressionante. O uso de grandes closes, enquadramentos ousados, cores fortes bem escolhidas e pequenos efeitos especiais inesperados enfatizam as emoções de uma maneira extremamente elegante e única. O roteiro, absolutamente genial, aliado a uma montagem primorosa, fazem desses filmes algo incomum na história do cinema. A sequência prisão, a vingança e a catarse, estão nos três. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Um capítulo à parte neste último filme é a música totalmente barroca de Jo Yeong-Wook que ilustra a ótica feminina da revanche. E por barroca, entenda-se toda a contradição entre bem e mal, entre os desígnios da Providência e a razão dos Homens, enfim as contradições e os mais pungentes motivos moveriam até mesmo um eremita ao mais sanguinário e feroz combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Música do dia. Arvo Part. Spiegel Im Spiegel &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-3737351783018450622?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/3737351783018450622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=3737351783018450622&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/3737351783018450622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/3737351783018450622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/11/laranja-mecanica-com-tofu.html' title='Laranja Mecânica com tofú'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TOaj0uBM0vI/AAAAAAAAAtA/F2ivVx73HnU/s72-c/oldboy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-5516946260531056271</id><published>2010-11-02T20:33:00.007-03:00</published><updated>2010-11-05T16:23:50.133-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colofão do comodante'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TNCeYiE4E7I/AAAAAAAAAs8/RoaUYt9Qkzk/s1600/faroestesalta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nx="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TNCeYiE4E7I/AAAAAAAAAs8/RoaUYt9Qkzk/s320/faroestesalta.jpg" width="193" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Podia ser Sergio Leone. Podia ser o &lt;em&gt;The Good, the Bad and the Ugly&lt;/em&gt;. Mas, não. Você pega um filme do Tarkovsky. Vamos supor o &lt;em&gt;The Mirror&lt;/em&gt;. Tudo onírico, não é? Então. Então você coloca ali um pouco de Faulkner, de De Lillo e de Elmore Leonard. Clica a tecla forward umas duas vezes. O negócio fica muito rápido. Mas no enquadramento dos personagens voce só vê o essencial, mesmo que aqueles seres humanos em conflito não tenham passado e nem futuro, você só vê o essencial. Tudo é tão rápido que as vezes você nem se dá conta que ao ler &lt;i&gt;Faroestes&lt;/i&gt; de Marçal Aquino, como bem disse o Cristóvao Tezza você está entrando numa zona franca, onde os 5 sentidos devem estar muito apurados e a tua arma tem que estar sempre carregada e principalmente en-ga-ti-lha-da. Na cidade, na roça, numa rodoviária de interior, num necrotério, onde quer que você esteja, o espaço criado por Aquino é um espaço sem lei e sem ordem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da falta de lei e ordem, eu ousaria dizer que, a exemplo de Faulkner, o Marçal Aquino também penetrar seu cutelo no coração do conservadorismo brasileiro. Num sentido mais prosaico, nesse universo conservador, evangélico e de classe média, é como se o nome de Deus fosse evocado a todo o instante, mas qualquer idéia que o associasse aos atributos de generosidade e solidariedade ficasse de fora, deixando o papo para os mortais. Como se Aquino dissesse a deus, &lt;em&gt;ô cidadão, fica de fora da minha Yoknapatawpha que aqui mando eu mando eu. Se você não tiver safisfeito, eu não vou sujar minhas mãos contigo, mas você toma muito cuidado quando chegar em casa tarde da noite, ou na saída para o trabalho de manhã, pois voce sabe... tem muito coisa ruim acontecendo no mundo...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No espaço geográfico do Aquino tudo é violento, fragmentário e multifacetado tipo filme de Chan-wook Park. O instrumento pérfuro-contuso está ali na tua cara, mas não é ilustrar nada não. Aquilo é pra furar, para sangrar, para foder com alguém. Você tem ainda uma outra certeza, armamento pesado não é só para dar confiança para o cara. Ou seja, a prosa do Marçal Aquino é um problema. E pode ser que as frases curtas, quase metrificadas, sugiram uma espécie de poesia, uma espécie de sonho. Pois tudo é tão real que passa a ser quase irreal, quase um sonho daqueles que você acorda no meio da noite atordoado, enxugando o suor do pescoço, com uma sensação de que se você voltar a dormir o sonho volta, duro e hiperrealista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda tem uma outra coisa. Como tudo que ele narra é aterrorizantemente familiar, passando no telediário da noite, no cinema, podendo ser ouvido no rádio ou num comentário no boteco da esquina, tudo dá mais medo ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;DEZ MANEIRAS INFALÍVEIS DE ARRANJAR UM INIMIGO (PARA FACILITAR O TRABALHO DO LEGISTA)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;3 – Você repara como é pernuda a repórter da TV que veio filmar o boteco onde aconteceu a chacina na sexta-feira. De minissaia, uma beleza. Ela começa a fazer perguntas, todo mundo se encolhe. Surdos e mudos. Então você se aproxima, como quem não quer nada além de ver de perto as manchas de sangue no chão, os buracos de bala nas paredes e no balcão. E, é claro, aquele belo par de pernas. Na hora em que surge a oportunidade, você diz a ela que topa contar o que sabe. Desde que seja longe dali e com duas condições: você só aparecerá de costas e terão de mudar sua voz quando a entrevista passar na televisão. Naquela noite, com a família e amigos na sala, é a primeira vez que você vê alguém impaciente com o capítulo da novela. Você se sente meio artista, ganha até um tapinha nas costas. Começa a reportagem, a repórter surge na tela, microfone em punho - e você comenta que ela é mais bonita pessoalmente. Sua voz, alterada, ficou parecida com a de um personagem de desenho animado, você não se lembra qual. Todos se divertem na sala. Menos você, porque acabou de notar que aparece vestindo sua velha jaqueta, que tem nas costas uns desenhos coloridos e manjados. A entrevista dura uma eternidade, mas você já não presta atenção. Está pensando que nunca mais vai usar aquela jaqueta. Gosta muito dela. Seria um pecado ela ficar cheia de furos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não pára aí não. Os sismógrafos de Aquino resgistram desde o minimalismo do ódio entre os olhares de um padrinho e uma madrinha, observados pelo afilhado, até a angustia de um pai que tem um filho marginal com tudo para acabar morto e acaba mesmo morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao terminar o livro você tem um dilema nas mãos. Uma sensação de angústia. Voce se sente esmagado, meio que um merda. Mas você tem duas certezas. Primeira, nem sempre quem está a fim de te ajudar é teu amigo – como no conto &lt;em&gt;Tocaia&lt;/em&gt;. Segunda, nem sempre quem está afim de te ferrar é teu inimigo – como no conto &lt;em&gt;Clinch&lt;/em&gt;, no chute que Abdala deu num cara para que ele aprendesse a nunca mais mexer com mulher alheia. Portanto, se voce está na merda, fica calado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, se você achar Faroestes ruim, você prova uma certa obtusidade. Se você achar bom, você se ferra, pois não dá para fechar o livro em paz. Lógico que não se trata de gostar ou não gostar apenas. Em todo o caso, não fala nada, fica calado e clica a tecla play novamente. &lt;em&gt;The Good, the bad and the Ugly&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;The Mirror&lt;/em&gt;. Tanto faz. Você não vai conseguir dormir mesmo…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-5516946260531056271?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/5516946260531056271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=5516946260531056271&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5516946260531056271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5516946260531056271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/11/podia-ser-sergio-leone.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TNCeYiE4E7I/AAAAAAAAAs8/RoaUYt9Qkzk/s72-c/faroestesalta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-6302457602515109005</id><published>2010-10-26T13:55:00.000-03:00</published><updated>2010-10-26T13:55:53.219-03:00</updated><title type='text'>9 de Mayo</title><content type='html'>&lt;object height="250" width="400"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NLjuGPBusxs?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NLjuGPBusxs?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="400" height="250"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-6302457602515109005?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/6302457602515109005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=6302457602515109005&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/6302457602515109005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/6302457602515109005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/10/9-de-mayo.html' title='9 de Mayo'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-3995767864984036748</id><published>2010-10-25T14:48:00.004-03:00</published><updated>2010-10-28T12:11:16.702-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colofão do comodante'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TMW7qVSTgbI/AAAAAAAAAs4/dDJnLX4XvsI/s1600/cavalos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TMW7qVSTgbI/AAAAAAAAAs4/dDJnLX4XvsI/s320/cavalos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Amadores da literatura observam com certa nostalgia a decadência atual do conto, devida provavelmente, pelo menos em parte, pelo abuso do coloquial, pela frouxidão na construção, pelas delongas em detalhes inorgânicos, comprometendo por um lado a poderosa visão da realidade e por outro a propria conclusão de uma estoria decentemente contada. e&lt;i&gt;les eram muitos cavalos &lt;/i&gt;é um livro com histórias contadas - e bem contadas - em estilo absolutamente fragmetário e inexorávelmente real. Para muitos afundando ainda mais a narrativa moderna breve nessa miríade de decadência. Diga-se de passagem, quando o li há anos atrás, eu que sempre torci um pouco o nariz para a narrativa contemporânea, fiquei surpreso. Tudo se passa num recorte de tempo definido. Tudo se passa num só dia. Por que 9 de maio de 2000? Uma terça-feira? Não dá para saber exatamente o porquê. Poderia ter algo de apocalíptico - mas Ruffato, após o colofão,&amp;nbsp;cita apenas o Salmo 82! Apesar de interagirem no mesmo tempo e no mesmo espaço geográfico, a cidade de São Paulo, as vidas desses personagens não se cruzam, pois vivem em tal estado de isolamento que passam a ser anônimos uns para os outros. Tratam-se de vendedores ambulantes esporrentos, pastores evangélicos histéricos, pedintes sem esperança, motoristas de táxi esquizofênicos, esposas infelizes, idosos redundantemente sem esperança, maridos redundantemente esmagados pelo quotidiano, assaltantes patéticos sem o mínimo poder de organização, ricos e&amp;nbsp;ricaços, e alguma classe-média.... As estórias independentes reforçam no cenário paulistano, uma atmosfera caótica cercada por orações religiosas com ou sem pregação, cenas de amor e violência com engarrafamentos, ódio e paixão com ou sem amor. Os personagens são tão sombrios, por viverem nas sombras, ou seriam marginais (?), por viverem à margem, que aparecem e desaparecem como se num passe de magia. Enfim, no decorrer da leitura, percebemos que tais vidas não se cruzam apenas por um triz. Apenas por um triz. Pois,em vários momentos os destinos trágicos bem que poderiam se cruzar na bala perdida de um tiroteio, na passagem de um taxista falastrão, tão centrado em sua família, passando despercebido pelo local de um crime e associar todos os destinos, ou no destino traçado por uma folha de horóspcopo de jornal. Essa inovação inventiva, foi-me surpreendente na literatura brasileira, pois Ruffato talvez tenha ousado, à sua maneira, em construir uma narrativa que se aproximasse do &lt;i&gt;Rayuela&lt;/i&gt; de Cortazar. Tudo bem, pode ser exagero. Mas, afinal, quem há de me impor a leitura da estória de maneira linear?&lt;br /&gt;Mais ainda, quem vai me tirar o direito de, como leitor, eu, associar a Neide Nascimento, do classificado sentimental de jornal da estória 42, com a esposa insatisfeita do marido Foulcaultiano da estória numero 10?&lt;br /&gt;Para quem é chegado na teoria, Ruffato, na prática, com sua fina ironia, ri de todos. Ao todo são 69 pequenas narrativas que por falta de termo melhor chamo,&amp;nbsp;à guisa de um papo&amp;nbsp;mais cabeça,&amp;nbsp;pós-modernas, pois para cada uma delas se abre um universo de conexões sem soluções aparentes. Tudo é problemático, pois tudo e todos perecem já no momento que vem a vida. Ruffato propositalmente deixa tudo em suspenso nessa espécie de darwinismo social. Ou seja: uma proposta de romance que não é romance, uma proposta de conto que não é conto. Como se a única coisa sólida, ou ao menos tangível, como numa pintura de Jackson Pollock, fosse seu fundo a ser preenchido por trajetórias. O pano de fundo, como uma cidade vista de cima, onde as vidas são apenas tinta mosqueada traçando trajetórias variáveis e indefinidas na cidade. Todas as estórias se passam na moldura dada por São Paulo, num intervalo de poucas horas. E mais.&amp;nbsp;O autor, nessa espécie de radiografia dos movimentos e ações dos indivíduos numa megalópole, nos permite apenas acessar contrastes. &lt;br /&gt;Essa fragmentação e falta de precisão está marcada na escrita e na própria diagramação do texto. Ao passo que os narradores formam um mosaico textual composto por cartas, orações, cardápios, previsões meteorológicas, lista de livros, anúncios de classificados; os diálogos, pensamentos, digressões, descrições feitas pelo sujeito oculto, ou pelo narrador onisciente ou não, são separadas pelos diferentes formatos de fontes do Windows. Se isso já não é um problema suficiente, imagine!&lt;br /&gt;Mais&amp;nbsp;difícil ainda é perceber as influências de Ruffato para esse que seria um de seus primeiros livros - com chancela do Sergio Sant’Anna, diga-se de pasagem. Cumpre notar que é fruto de seu tempo.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Na literatura, não sei. Talvez, como já disse, Cortazar. Talvez&lt;strike&gt;, &lt;i&gt;Cortos&lt;/i&gt;, um livrinho muito do máomenas do Alberto Fuget – mas esse é só de 2004.&lt;/strike&gt; Talvez o próprio Sant’Anna de &lt;i&gt;Notas de Manfredo Rangel, repórter - &lt;/i&gt;um livro diga-se de passagem tão interessante e inovador quanto o &lt;i&gt;eles eram muito cavalos.&lt;/i&gt; Parece que de tudo, há um pouco alí. No Cinema, a fórmula fragmentária já tinha sido tentada meio que de passagem por Haneke em seu &lt;i&gt;71 Fragments of a Chronology of Chance&lt;/i&gt; em 1994, e por David Cronemberg em &lt;i&gt;Crash &lt;/i&gt;em 1996. Talvez até o &lt;i&gt;21 Gramas&lt;/i&gt; ou o próprio &lt;i&gt;Babel &lt;/i&gt;em escala planetária de Iñarritu. Mas os últimos vieram depois de&amp;nbsp; e&lt;i&gt;les eram muitos cavalos&lt;/i&gt;! Portanto não se pode falar em influência, nesse caso. Seja como for, o livro de Ruffato, fruto de seu tempo,&amp;nbsp;certamente foi inovador e um divisor de àguas na modorrenta literatura brasileira do final do&amp;nbsp; anos 90. Seja como for, a multiplicidade de vozes, com influência ou sem influência do cinema, é o ponto forte da narrativa. O leitor passa a ser um participante visual de cada breve vida, em cada experiência ali exposta como num&lt;i&gt; flash&lt;/i&gt;, como num fotograma; pois o leitor, dotado de uma grande câmera, acompanha passo-a-passo os errantes dessa narrativa. Exagerando: tal como a fotografia expressa a materialização da morte - que Barthes expõe em&amp;nbsp;seu &lt;i&gt;Câmera Clara&lt;/i&gt; -, as vidas desse personagens, também poderiam ser reproduzidas mecanicamente numa foto sem a interferência humana. Assim como Barthes procura mostrar que sem a intervenção pessoal e subjetiva do observador a fotografia ficaria limitada ao registro documental, Ruffato desvela que em sua narrativa há também&amp;nbsp;essa manifestação interventora e inexorável no real: no fundo, em todas as estórias há um certificado de presença, pois Ruffato coloca todas essas fotos juntas, embaralha-as, deixando que disputem a atenção do leitor. Presentes enquanto duram, tal como os cavalos corredores no Jóquei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Música do dia. Is you is or is you ain't my baby? Anita O'Day&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-3995767864984036748?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/3995767864984036748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=3995767864984036748&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/3995767864984036748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/3995767864984036748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/10/amadores-da-literatura-observam-com.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TMW7qVSTgbI/AAAAAAAAAs4/dDJnLX4XvsI/s72-c/cavalos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-8870606091663846127</id><published>2010-09-08T13:11:00.000-03:00</published><updated>2010-09-08T13:11:40.853-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi'/><title type='text'>Junebug</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TIetX5DUpFI/AAAAAAAAAsg/_gScfD0r3Co/s1600/junebug_ver2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TIetX5DUpFI/AAAAAAAAAsg/_gScfD0r3Co/s320/junebug_ver2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Junebug &lt;/em&gt;é um filme de Phil Morrison, o mesmo cara que criou a campanha massiva da Apple, "Get a Mac". Apesar de um filme de publicitário, é um filme&amp;nbsp;convincente sobre pessoas estranhas e da difícil relação entre esse bando de gente&amp;nbsp;composta por&amp;nbsp;genros, sogros, noras, maridos, sogras, e toda essa faina na qual o conceito de família acaba incorrendo quando dois inocentes pombinhos se juntam. Madeleine é casada com George, um rapaz do qual pouco se sabe no início do filme. Casamento moderno. Na base da Sabe-se sim que Madeleine é uma espécie de caçadora de novos talentos. E numa dessas tentativas, George Johnsten, a serviço da galeria em que trabalham, conhece um artista outsider anormal e maluco que vive em North Carolina, por acaso perto da casa de seus pais. Então essa seria uma grande oportunidade de matar um monte de coelhos numa só cajadada. Nessa esticada de algumas 10 horas de viagem de carro, Madeleine poderia conhecer a família do marido, descobrir um novo artista primitivista e ainda por cima ganhar um monte de dinheiro em cima do pobre do artista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando à casa da família de George começa o choque de realidade. Madeleine é uma negociante de arte em Chicago. É moça, dessas que almoça um Activa, desses iogurtes que ajudam, como diz o comercial, na desoneração intestinal, e uma cenoura crua. A mãe de George o oposto, uma fumante convicta, pois afinal estamos falando da Carolina do Norte – terra de tabaco e gente esquisita -, é uma dessas mães à americana que escondem sob a polidez a face dominadora, que impõe ascendência assim sem querer impor, mas impondo. O pai é um taciturno de hábitos esquisitos, que vive pelos cantos da casa trabalhando em algo, consertanto algo, fugindo de algo, se ausentando de algo. Na casa ainda há a incrível presença do irmão mais novo de George, Johnny e de sua inacreditávelmente dependente e ingênua esposa, Ashley, grávida com a barriga à boca prestes a parir mais um Johnsten. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madeleine, na ausência de George, que herda do pai essa capacidade de se ausentar mesmo estando em corpo presente, começa a interagir com todos na casa, seja ajudando Johnny a conseguir seu certificado de High School Equivalence – uma espécie de supletivo -, seja participando dos preparativos para o chá de bebê de Ashley, seja tentando ajudar a Peg nos afazeres domésticos, seja participando dos cultos evangélicos na igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo parece bem, pois todos sabem que a visita é apenas por poucos dias, e que depois disso, tudo voltará ao normal. Madeleine e George voltarão a Chicago deixando para trás os pais de George e seu irmão complexado. É um filme de comicidade tensa, pois apesar de situações levemente engraçadas, sabe-se que tudo pode degringolar a qualquer momento. E a estória começa sua pequena reviravolta de pequenos desentendidos, que abrem ainda mais o fosso entre Madeleine, que provavelmente passa fome e sacrifícios para manter sua beleza urbana, moderna, e vamos dizer assim, e os Johnstens, quando no chá de bebê preparado para Ashley – que poracaso quer botar o nome do filho, Junebug. No meio da reunião, o artista maluco aparece na casa dando sinais de que quer fechar um contrato com a galeria de Madeleine. A atitude desvela as segundas intenções de Madeleine no meio daquele fim de mundo tentando ser acessível e cordial com todos – mesmo que todos soubessem que sua atitude, apesar de polida, fosse forçada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TIeyhDxZlnI/AAAAAAAAAso/7zGV-vQ6-wc/s1600/Getamac.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TIeyhDxZlnI/AAAAAAAAAso/7zGV-vQ6-wc/s320/Getamac.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Dias depois a bolsa estoura. Agua para todo o lado. Correria para o hospital. O artista maluco envia outros sinais de de que vai assinar com outra galeria. Medeleine vai atrás dele. Ashley e toda a família vão para o hospital, menos Medeleine que está na casa do artista negociando as compras e George que tem paradeiro desconhecido. Horas de trabalho de parto. Madeleine desaparecida. O bebê natimorto. George finalmente chega para consolar Ashely. Madeleine volta finalmente para casa com seu quadro. George e Madeleine voltam para Chicago... &lt;em&gt;Get a Mac. &lt;/em&gt;O meu chega em outubro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Música do dia: Himalaya e Solfeggeto. Disco. Sebastião Tapajós &amp;amp; Pedro dos Santos&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-8870606091663846127?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/8870606091663846127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=8870606091663846127&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8870606091663846127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8870606091663846127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/09/junebug.html' title='Junebug'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TIetX5DUpFI/AAAAAAAAAsg/_gScfD0r3Co/s72-c/junebug_ver2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-8825055925162074687</id><published>2010-08-24T14:05:00.002-03:00</published><updated>2010-08-24T14:05:52.551-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Francesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Honoré de Balzac'/><title type='text'>O Pai Goriot</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/THP7tRDGOHI/AAAAAAAAAsY/PBk6Zz_3ANs/s1600/pai+goriot.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/THP7tRDGOHI/AAAAAAAAAsY/PBk6Zz_3ANs/s320/pai+goriot.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Rapaz da Provença, Eugênio Rastignac é moço ambicioso.&amp;nbsp;Vive numa casa de cômodos onde conhece o Sr. Vautrin que lhe mostra o caminho das pedras a procura de um casamento nobre, passa por humilhações e avanias. O que há de mais terrível nessa sua ambição pela ascensão rápida é a falta de dinheiro que ele tenta contornar aproximando-se de Goriot. Aproximando-se do patriarca Goriot – ex-comerciante, que enriqueceu tremendamente com a especulação de trigo em tempos de crise, inquilino da pensão Vauquer, na zona central da cidade, &amp;nbsp;o velho é um espectro que havia sido, e no momento do romance não passa de um homem bronco -&amp;nbsp;&amp;nbsp;humilhado pelas filhas, genros e serviçais -, aproveitando-se da fragilidade e isolamento deste, Rastignac&amp;nbsp;procura&amp;nbsp;se tornar amante de uma das filhas do velho, a Baronesa Nucingen. Sr. Vautrin, nababo de se babar e um dos inquilinos da Pensão de Vauquer, passa a lhe emprestar dinheiro de maneira cordial, e nos diálogos entre os dois Vautrin solta essa pérola tautológica da Literatura Universal.... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma fortuna rápida é o objetivo de cinquenta mil rapazes que se acham na mesma situação que você. Você é apenas uma unidade neste número. Avalie os esforços que terá de fazer e a ferocidade do combate. Como não há cinquenta mil bons lugares, vocês terão que devorar-se uns aos outros, como aranhas num frasco. Sabe como se faz uma carreira aqui? Pelo brilho da inteligência ou pela habilidade da corrupção. Eh preciso penetrar nessa massa humana como uma bala de canhão, ou insinuar-se no meio dela como uma peste. A honestidade não serve para nada. Todos se curvam sob o poder do gênio. Odeiam-no, tratam de caluniá-lo, por que ele recebe sem partilhar. mAS curvam-se se ele persiste. Numa palavra, adoram-no de joelhos quando não o puderam enterrar na lama. A corrupção representa uma força por que o talento é raro. Assim como a corrupção é a lama da mediocirdade que abunda, e você sentirá sua picada por toda a parte. Verá mulheres cujos maridos só têm seis mil francos de vencimentos, gastarem mais de dez mil em vestidos. Verá empregados de mil e duzentos francos comprarem terras. Verá mulheres se prostituirem para passear em carruagens dos filhos dos pares de França, que podem correr Longchamps pela avenida do centro. Você viu esse pobre animal do pai de Goriot obrigado a pagar a letra de câmbio endossada pela filha, cujo marido tem cinquenta mil francos de renda. Aposto minha cabeça contra esse pé de alface que você encontrará um vespeiro na casa da primeira mulher que lhe agradar, mesmo que seja rica, bela e jovem. Todas elas vivem procurando iludir as leis, em guerra com os maridos a propósito de tudo. Eu não acabaria mais de falar se fosse preciso explicar-lhe os negócios indecorosos que se fazem por amantes, por vestidos, pelos filhos, pelo lar ou pela vaidade, raramente por virtude, pode estar certo. Assim, o homem honesto é o inimigo comum. Mas que pensa você que seja um homem honesto? Em Paris, o homem honesto é aquele que se cala e se recusa a partilhar. Não falo desse pobres idiotas que em toda a parte cumprem seu dever sem jamais serem recompensados por seus trabalhos, e que eu denomino a Santa Confraria dos Sapatos Velhos de Deus. Eh certo que neles reside a virtude em todo o esplendor de sua estupidez, mas neles também reside a miséria. Já estou vendo as caretas dessas honradas pessoas se Deus nos fizesse brincadeira de mau gosto de não comparecer no Juízo Final. Portanto, se você quiser obter fortuna imediatamente, é preciso já ser rico ou parecê-lo.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-8825055925162074687?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/8825055925162074687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=8825055925162074687&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8825055925162074687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8825055925162074687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/08/o-pai-goriot.html' title='O Pai Goriot'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/THP7tRDGOHI/AAAAAAAAAsY/PBk6Zz_3ANs/s72-c/pai+goriot.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-7798058043071409268</id><published>2010-08-24T13:22:00.000-03:00</published><updated>2010-08-24T13:22:32.953-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil/lisarB'/><title type='text'>Efemerides, pobre dos que vivem delas...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Carta Testamento do Presidente Getúlio Vargas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;"Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História." (Rio de Janeiro, 23/08/54 - Getúlio Vargas)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-7798058043071409268?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/7798058043071409268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=7798058043071409268&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/7798058043071409268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/7798058043071409268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/08/efemerides-pobre-dos-que-vivem-delas.html' title='Efemerides, pobre dos que vivem delas...'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-8655960946808371157</id><published>2010-08-18T11:17:00.000-03:00</published><updated>2010-08-18T11:17:04.370-03:00</updated><title type='text'>AP CS3</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TGvqZ1RwkCI/AAAAAAAAAsU/_ZXbFvSLRaM/s1600/sergeylarenkov000.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TGvqZ1RwkCI/AAAAAAAAAsU/_ZXbFvSLRaM/s400/sergeylarenkov000.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O nome do cidadão é Sergey Larenkov. Junta às fotos hodiernas composições em Adobe Photoshop CS3. Coisa do Demo, sem dúvida, e que por isso mesmo muito interessante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://sergey-larenkov.livejournal.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-8655960946808371157?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/8655960946808371157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=8655960946808371157&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8655960946808371157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8655960946808371157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/08/ap-cs3.html' title='AP CS3'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TGvqZ1RwkCI/AAAAAAAAAsU/_ZXbFvSLRaM/s72-c/sergeylarenkov000.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-2164156056101030709</id><published>2010-08-17T17:57:00.001-03:00</published><updated>2010-08-18T12:44:16.647-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biografias'/><title type='text'>“Clarice,”</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Clarice Lispector é e sempre será um mistério. Falo da literatura experimental de Clarice Lispector. Ao tratarmos da biografia de Clarice, muito bem escrita por Benjamin Moser, percebemos que traz à luz dados novos e interessantes - mais sobre a vida da escritora que da mulher. E ouso dizer que, falha um pouquinho no momento de reconectar as duas mulheres. Explico. Para mim, não revela dados biográficos novos, mas apenas absolutamente previsíveis e já presentes em outra biografia que eu havia lido&amp;nbsp;sobre a&amp;nbsp;mesma autora. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário de &lt;em&gt;“Eu sou uma pergunta”,&lt;/em&gt; uma biografia que li há anos atrás, sugerida por um amigo que vive hoje em Pretória, esta &lt;em&gt;“Clarice,”&lt;/em&gt; mergulha mais nas fantasias de Clarice, em suas tentativa de meditação e mediação entre literatura e realidade, que em sua vida real. Ao menos, esta foi a imagem que tive ao comparar amadoramente as duas biografias. Faltou um pouco pontuar os fatos, desde a imigração dos pais para o Brasil em 1922, passando pelas relações familiares, e até mesmo, por que não dizer, esclarecer como uma pessoa tão confusa - não há pejoração aqui! - conseguia promover seus livros a partir de uma rede de apoio que começava com sua irmã, e passava por Lucio Cardoso e recebia o abraço corporativo de amigos influentes como Alberto Dines. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na biografia de Teresa Cristina Montero, essas relações estão mais claras, sem dúvida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois mostram que já consagrada no Brasil e no exterior, Clarice ainda se angustiava com a crítica e com a relutância de editores em publicar seus novos trabalhos. A biografia escrita por Moser complementa esse aspecto e mostra, por exemplo, a irritação de Clarice com a crítica de Alvaro Lins (reunida no livro &lt;em&gt;Mortos de Sobrecasaca: Obras, Autores e problemas da Literatura Brasileira, ensaios e estudos, 1940-1960&lt;/em&gt;) sobredois de seus livros,&amp;nbsp;&lt;em&gt;Perto do Coração Selvagem&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;O Lustre&lt;/em&gt;.&amp;nbsp;Folheando&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;em&gt;Mortos de Sobrecasaca&lt;/em&gt; percebi que o crítico realmente começa com uma análise meio datada e até mesmo esdrúxula sobre escrita "feminina" e a aceitação do lirismo como forma de expressão literalmente feminina e inaugurada por Virginia Woolf. E vai além, afirmando que Clarice mimetizava o estilo de Woolf. Clarice se indignara com a crítica e confessara que nunca sequer havia lido Woolf. Lins classifica &lt;em&gt;Perto do Coração&lt;/em&gt;... como um livro confuso, tomado pelo caráter do sonho e da super-realidade. Lins na certa ainda sofria o impacto entorpecente de &lt;em&gt;Vestido de Noiva&lt;/em&gt;, de Nelson Rodrigues, encenada pela primeira vez no mesmo ano do lançamento de Clarice, obra que aparentemente forjou a forma daquela geração ver a relação entre ficção e realidade. Mas no decorrer da crítica, apesar de menos condescendente com &lt;em&gt;O Lustre&lt;/em&gt;, Lins aponta e nos relembra para elementos realmente interessantes. Por exemplo, é claro que para quem já leu o livro, alguns personagens mesmo que secundários, importantes para a trama, aparecem e desaparecem com muita facilidade, numa espécie de mutilação dos antagonistas para dar voz apenas a seus protagonistas. Lins define isso como uma técnica processual. Mas essa mudança de centro de gravidade era comum nos grandes mestres. Balzac e Machado cansavam-se de fazer isso, por outros meios. É, ou não é, meu caro biógrafo do Barão? E por que a Clarice não podería?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas por essa biografia, ainda que a biografada saia imaculada pelo respeito do biógrafo, podemos acompanhar claramente a carreira literária de Clarice Lispector: suas estorinhas inventadas quando menina, seu trabalho como repórter de jornal chapa branca, seus traumas, na análise das missivas podemos perceber suas angústias criação literária, um pouco de suas amizades e trocas de favores com os intelectuais e escritores e a paixão platônica e sempre muito mal explicada pelo escritor Lúcio Cardoso, sempre muito mais enfatizada que o suposto romance com Paulo Mendes Campos – nunca claramente investigado para além da forte influência intelectual que Mendes Campos exercia sobre ela, ou para além da maledicência de amigos do meio literário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TGr2kzJ2hjI/AAAAAAAAAsI/7mNhQMOyIQk/s1600/clarice2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TGr2kzJ2hjI/AAAAAAAAAsI/7mNhQMOyIQk/s320/clarice2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podemos até mesmo perceber que paralelamente à sua carreira literária, Clarice tinha uma vida privada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Clarice foi casada entre 1943 e 1959 com o diplomata Maury Gurgel Valente. Uma relação, que apesar dos filhos, sempre deixou um certo ar de aparências. Primeiro, pelo cotidiano que é sufocante para qualquer casal - ela chega até mesmo a citar para a irmã, se não me engano, "Nada tenho feito, nem lido, nem nada. Sou inteiramente Clarice Gurgel Valente.". Segundo, pelos desgastantes problemas psicológicos apresentados pelo filho mais velho. Por tudo isso, Clarice nunca escondeu de seu círculo mais íntimo que se sentia sufocada pela vida conjugal, já desde os primeiros anos em Berna, Torquay e mesmo depois no 4421 Ridge St em Montgomery Country. Enfim, na biografia de Moser, ao contrário na de Teresa Cristina Montero, o casamento, instituição difícil para qualquer criatura dotada de mínima racionalidade, não raramente se torna um obstáculo às ambições, sonhos e promessas da escritora. Dessa biografia, no aspecto específico citado, &amp;nbsp;pode-se concluir que incapaz de elaborar a crise que inventava nas suas linhas escritas, Clarice passou a conviver com sua falta de elaboração, como quem divide a vida com uma pessoa amarga e que tenta temperá-la em vão no dia-a-dia. Aos poucos, de alguma maneira, enquanto Teresa Cristina Montero mostra a face pública de Clarice no papel de esposa de diplomata, recebendo em sua casa, se tornado amiga das esposas de diplomatas, trocando confidências banais e estúpidas, e obviamente se utilizando do prestígio para publicar, Moser mostra o oposto, mostra a sua face de prisioneira que não consegue entender por que Clarice e Maury estão presos, mesmo sabendo, ou desconfiando que a chave da cela está com eles, mas não conseguem localizar. Demorou 16 anos para encontrarem a chave. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas nada me tira da cabeça que uma mulher que escreve de tal maneira, ou melhor, depara-se de tal maneira com a força do próprio desejo já desde jovem, sabia ou ao menos suspeitava dos ônus em se casar com um diplomata, de viver fora do Brasil, ou seja, de ser expulsa de seu paraíso imaginário para ganhar a temível e angustiante notoriedade de escritora. Ela assumiu isso em troco de algo. E por isso imagino que a chave estava bem guardada, ao invés de perdida... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A paixão por Paulo Mendes Campos foi secreta. Tão secreta que passa quase incógnita pelas páginas dessa biografia. O caso era tão discreto que não conta com mais de duas páginas em todo o livro e termina com Mendes Campos intimado pela mulher inglesa a partir com a família para Londres. A paixão por Lúcio Cardoso era platônica, mas que não deixava de tera algo de paternal. Ele mostrou-lhe que suas anotações dispersas e que pareciam incoerentes, eram o seu próprio método, além de ter sido ele quem sugeriu o título de seu primeiro romance, &lt;em&gt;Perto do Coração Selvagem&lt;/em&gt;. Paixão e labor andavam juntos em ambos os casos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, o livro de Benjamin Moser tem muitos pontos muito atrativos. Ao juntar elementos biográficos e espelhá-los na obra ficcional de Clarice. Se é inovador eu não sei. Desconfio que sim. Mas o mistério das duas mulheres não necessariamente se desvela, até por que não há razão nem ontológica tampouco comercial para isso. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-2164156056101030709?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/2164156056101030709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=2164156056101030709&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/2164156056101030709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/2164156056101030709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/08/clarice.html' title='“Clarice,”'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TGr2kzJ2hjI/AAAAAAAAAsI/7mNhQMOyIQk/s72-c/clarice2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-8639598860295969555</id><published>2010-08-17T15:24:00.000-03:00</published><updated>2010-08-17T15:24:03.779-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi'/><title type='text'>Hawaii, Oslo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TGrTYqgrA3I/AAAAAAAAAsA/GYvDQzafeTE/s320/hawai.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Hawaii, Oslo é um bom filme norueguês de 2004 que segue a linha de outros filmes como 21 Gramas e os clássicos Magnolia e o grande Crash. O filme conta a estória de um grupo de pessoas que não necesariamente se conhecem mas que têm suas vidas cruzadas em algum momento. &lt;/div&gt;Talvez a principal estória seja a de Leon, paciente de um hospital psiquiátrico, que espera pela realização do pacto que fizera com sua namorada, Åsa, dando conta de que quando cumprisse 25 anos, iriam viver juntos. No hospital, Vidar é o trastornado enfermeiro que se torna um bom amigo de Leon. Mais que amigo, se torna uma espécie de protetor do paciente que ao se sentir frustado, ou tomado pela sensação de pânico, começa a correr sem parar. Vidar é transtornado pelos seus sonhos. Até aí Freud riria de minha frívola sentença. Mas literalmente, Vidar acredita ter poderes premonitórios, já que seus sonhos trágicos, de alguma maneira se tornam realidade. Num deles, o jovem Leon é atropelado por uma ambulância e morre. Essa morbidez torna Leon superprotegido por Vidar, que angustiado pela perda do paciente e amigo, passa a não quere mais dormir. &lt;br /&gt;O Filme começa com Frode e Milla com um bebê dentro de uma ambulância. Eles estão tendo seu primeiro filho, e foi dito a eles que não viveria por muito tempo. Em cortes rápidos, Leon corre em disparada pelas ruas de Oslo, à noite. Noutro corte, Vidar corre a procuda de Leon. Uma mulher desconhecida também vaga pelas ruas e cruza com Leon. Toda a sequência inicial é caótica mas determina todas as demais sequências do filme...&lt;br /&gt;No dia de seu aniversário, Vidar, ansioso pelo momento da visita de sua prometida, acba recebendo a visita de seu irmão, Trygve, cumprindo pena por roubo, que pega Leon no hospital psiquiatrico para comemorar seu aniversário, mas que tem planos de usar a saída da cadeia com o irmão para fugir. O irmão tem um novo plano de assalto e pretende envolver Leon no roubo, no mesmo momento em que Leon se desespera com a hipótese de não encontrar Åsa. &lt;br /&gt;Filmezinho bom, filminho bom...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-8639598860295969555?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/8639598860295969555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=8639598860295969555&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8639598860295969555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8639598860295969555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/08/hawaii-oslo.html' title='Hawaii, Oslo'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TGrTYqgrA3I/AAAAAAAAAsA/GYvDQzafeTE/s72-c/hawai.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-2447390115493924754</id><published>2010-08-17T14:34:00.002-03:00</published><updated>2010-08-18T10:22:01.671-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi'/><title type='text'>Disgrace</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TGrH_CMAtBI/AAAAAAAAAr4/wW1zDq4u1G4/s1600/disgrace-600.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TGrH_CMAtBI/AAAAAAAAAr4/wW1zDq4u1G4/s320/disgrace-600.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;John Malkovich é David Lurie, o professor de poesia romântica que perde sua posição e prestígio, antes de cair em desgraça, pela “relação amorosa” que mantém com uma aluna. Tanto o livro&amp;nbsp;quanto o filme&amp;nbsp;mostram que a reconciliação é um conceito apenas retórico na Africa do Sul pós-apartheid. No filme, Malkovich que já era um especialista em papéis ambiguos, &lt;em&gt;Dangerous Liaisons&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Ripley's Game&lt;/em&gt; são a prova maior disso, empresta a pele ao David Lurie, personagem criado por J.M. Coetzee. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme de Steve Jacobs segue absolutamente linha por linha a trajetória do livro. Para dizer a verdade, tamanho respeito ao original, torna a linguagem filmica um pouco monótona e nos mostra que realmente as duas formas de expressão, o Cinema e a Literatura, são práticas que dialogam mas que antes de tudo são distintas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem por isso deixam de dialogar e esclarecer algo que talvez escapasse até mesmo a uma segunda leitura atenta ao livro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pontos que o filme, ou no caso, uma segunda leitura com imagens, Lucy, a filha de Lurie, mesmo depois da violência sofrida, escolhe reerguer a vida exatamente no local onde a mesma havia sido violada e destruída. A decisão da filha não é compartilhada pelo pai, estremecendo mais ainda uma relação que nunca havia sido muito sólida. Um segundo ponto é tentar entender as razões de Lurie não aceitar uma espécie de pacto corrupto, se retratar publicamente e retornar a suas atividades docentes. No livro, o leitor talvez sempre se espere por uma virada, que a cada página se torna mais distante. O filme segue literalmente o livro, mas se Jacobs tem algum mérito, o mérito está em monstrar um David Lurie completamente devoto ao seu estudo intelectual. Enfim, não se pode esperar de um homem que dedica a sua via a ler Byron, Keats e Shelley, essa espécie de remissão. Por isso a estória é demolidora, no papel e na tela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme vai até um pouco mais além. A indulgência nunca chega, e se chega assume uma peculiar expressão de aceitação. A auto-expiação, se caso ela exista, está ali em imagens quando quase no final do filme a câmera em zoom-out se afasta de Malkovich e mostra seu entorno. Ou seja, uma pequena casa, a câmera se afasta, uma pequena fazenda de terra não muito fértil, a câmera se afasta mais, a casa cada vez menor frente a vastidão de uma terra cada vez mais virgem, intocada, bravia. E o filme termina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/search/label/Literatura%20Sul-Aficana"&gt;http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/search/label/Literatura%20Sul-Aficana&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Música do dia. Ne me quitte pas. Jacques Brel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-2447390115493924754?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/2447390115493924754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=2447390115493924754&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/2447390115493924754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/2447390115493924754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/08/disgrace.html' title='Disgrace'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TGrH_CMAtBI/AAAAAAAAAr4/wW1zDq4u1G4/s72-c/disgrace-600.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-953057348592091468</id><published>2010-08-02T17:13:00.001-03:00</published><updated>2010-08-02T17:18:24.656-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar esquisito'/><title type='text'>Domingo no Parker</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TFcmk8ePyCI/AAAAAAAAArw/h50drbgxoN4/s320/parker.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/library_of_congress/4843140905/"&gt;http://www.flickr.com/photos/library_of_congress/4843140905/&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-953057348592091468?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/953057348592091468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=953057348592091468&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/953057348592091468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/953057348592091468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/08/domingo-no-parker.html' title='Domingo no Parker'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TFcmk8ePyCI/AAAAAAAAArw/h50drbgxoN4/s72-c/parker.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-3443761538327735380</id><published>2010-06-21T14:30:00.000-03:00</published><updated>2010-06-21T14:30:11.068-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saramago'/><title type='text'>Saramago (1922-2010)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TB-dJkNKH8I/AAAAAAAAArg/Wfd8lXLgpww/s1600/saramago.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TB-dJkNKH8I/AAAAAAAAArg/Wfd8lXLgpww/s320/saramago.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Lendo, fica-se a saber quase tudo, Eu também leio, Algo portanto saberás,  Agora já não estou tão certa, Terás então de ler doutra maneira, Como, Não serve  a mesma para todos, cada um inventa a sua, a que lhe for própria, há quem leve a  vida inteira a ler sem nunca ter conseguido ir mais além da leitura, ficam  pegados à página, não percebem que as palavras são apenas pedras postas a  atravessar a corrente de um rio, se estão ali é para que possamos chegar à outra  margem, a outra margem é que importa, A não ser, A não ser quê, A não ser que  esses tais rios não tenham duas margens, mas muitas, que cada pessoa que lê  seja, ela, a sua própria margem, e que seja sua, e apenas sua, a margem a que  terá de chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Caverna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-3443761538327735380?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/3443761538327735380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=3443761538327735380&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/3443761538327735380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/3443761538327735380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/06/saramago-1922-2010.html' title='Saramago (1922-2010)'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/TB-dJkNKH8I/AAAAAAAAArg/Wfd8lXLgpww/s72-c/saramago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-2952279077045149283</id><published>2010-05-21T13:15:00.007-03:00</published><updated>2010-05-21T13:50:41.213-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes... melhor esquecer'/><title type='text'>Antropofagia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S_a5dvtMZKI/AAAAAAAAArY/-Hd5GCydn6Y/s1600/37CannibalismInAutumn.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S_a5dvtMZKI/AAAAAAAAArY/-Hd5GCydn6Y/s320/37CannibalismInAutumn.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cfrogido%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:SimSun;	panose-1:2 1 6 0 3 1 1 1 1 1;	mso-font-alt:宋体;	mso-font-charset:134;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:3 135135232 16 0 262145 0;}@font-face	{font-family:"\@SimSun";	panose-1:2 1 6 0 3 1 1 1 1 1;	mso-font-charset:134;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:3 135135232 16 0 262145 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0in;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:Calibri;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";}p	{mso-style-noshow:yes;	mso-margin-top-alt:auto;	margin-right:0in;	mso-margin-bottom-alt:auto;	margin-left:0in;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:Calibri;}@page Section1	{size:8.5in 11.0in;	margin:1.0in 1.25in 1.0in 1.25in;	mso-header-margin:.5in;	mso-footer-margin:.5in;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;    &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Um modernista poderia dar cambalhotas de felicidade. Eu não. Em um dia apenas, confiro o saldo bancário, leio de 30 a 40 páginas, dou pelo menos uns 10 Ctrl+Alt+Del, uns 150 Enters, troco 3 fraldas em média e durmo 6 horas em média, traduzo e reviso, assino meu nome pelo menos duas vezes por dia em algum memorando sem a menor importância, leio dois jornais em português, dois um em inglês, um em espanhol e quando dá um em galego, uso o comando &lt;i&gt;ls –l&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;pwd &lt;/i&gt;e abro e fecho permissões&amp;nbsp; no UNIX &amp;nbsp;pelo menos 200 vezes para saber onde estou localizado no mundo, e assisto pelo menos dois filmes. Quando dá tempo, ainda racunho coisas para este meu blogue maltratado e sem-vergonha. E por isso tudo, mas principalmente pela falta de tempo, não há coisa mais insuportável para mim que assistir filmes ruins. Ao assistir &lt;i&gt;Inglorious Basterds&lt;/i&gt; certifico-me do grande antropofágico que é Tarantino. Uma vez pergutaram para Billy Wilder o que ele achava de Tarantino – na época de &lt;i&gt;Pulp Fiction&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Reservoir Dogs&lt;/i&gt;! Wilder devolveu ao entrevistador uma pergunta premonitória: “Quem?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;À epoca, achei um certo exagero de Wilder. Mas depois de assitir &lt;i&gt;Jackie Brown&lt;/i&gt; e principalmente &lt;i&gt;Bill Kill&lt;/i&gt; um e dois, chego a conclusão que Wilder tinha razão. Tarantino é um pastiche dele mesmo, um reciclador de lixo, prova disso é que seu filme anterior, &lt;i&gt;Death Proof&lt;/i&gt; nem chegou a ser lançado. No fundo o que ele faz é usar filmes B dos anos 70, colocar uma trilha sonora eletrizante, dar novos ângulos, encher tudo com violência explícita e gratuita, juntando humor negro, para brincar com os fatos e estereótipos, &amp;nbsp;transformando tudo num novo filme B com um suposto ar &lt;i&gt;cool&lt;/i&gt;. Essa antropofagia é ótima para fazer teses.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O título inglês original está grafado errado de propósito para enfatizar que os &lt;i&gt;Basterds&lt;/i&gt; são energúmenos e psicopatas violentos. Tudo no filme é assim, surpreendente e ao mesmo tempo rigorosamente calculado para conseguir um efeito esdrúxulo: A visão vingativa - que funciona &amp;nbsp;nos quadrinhos e nos filmes B mas não na História. &amp;nbsp;No fundo aposta na idéia excepcional e infantilmente forçada de que nada foi daquele jeito, mas que bem poderia ter sido.... No fundo, falta-lhe um certo pudor com seu prórpio passado, com aquele cineasta genial que poderia ter sido levado a sério uma década atrás.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Se há algum mérito nesse filme, não sei bem. Há sem dúvida, diálogos bons, como o da sequência inicial quando um fazendeiro francês, na França de Vichy recebe a visita de um oficial da SS que vem interrogá-lo aparentemente de forma amigável. Além disso as sequências dos filmes quando Hitler, Goebbels e o alto comando morre no cinema, são reais. Dá pra notar que pelo menos um dos filmes é da Leni Reifensthal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Pensar que nessas duas horas e meia (!) eu podia não ter feito nada, ou ter dado 5 Ctrl+Alt+Del, ou 25 &amp;nbsp;&lt;i&gt;ls –ls&lt;/i&gt; e &amp;nbsp;&lt;i&gt;pwds, &lt;/i&gt;ou ter lido de 20 páginas, ou ter dado 40 Enters, ou trocado 1 fralda fedida&amp;nbsp; e asquerosa, ou &amp;nbsp;traduzido e revisado um texto, ou ter assinado meu nome num papel que será arquivado e esquecido, ou simplesmente não ter feito nada, pois melhor a metafísica em não pensar em nada a um desses&amp;nbsp; filmes do Tarantino.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Música do dia: Hoje não tem música....&lt;/span&gt;    &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Há qualquer coisa a que eu chamo o rancor da grandeza: tudo o que é grande, uma obra, um feito, volta-se imediatamente, uma vez realizado, contra quem o fez. Este, precisamente porque o fez, encontra-se fraco — já não suporta o seu acto, já não o olha de frente. Ter atrás de si algo que nunca se deveria ter querido, algo em que está atado o nó que há no destino da humanidade — e tê-lo, doravante, sobre si!... É quase esmagador... O rancor do que é grande! Outra coisa é o silêncio horripilante que se ouve à nossa &lt;st1:place w:st="on"&gt;volta&lt;/st1:place&gt;. A solidão tem sete peles; nada mais as atravessa. Encontramos pessoas, saudamos os amigos: novo ermo, já nenhum olhar nos saúda. No melhor dos casos, uma espécie de revolta. Uma tal revolta senti-a eu, em graus muito diversos, mas por parte de quase toda a gente que me era próxima; parece que nada ofende mais do que fazer, subitamente, notar uma diferença — as naturezas nobres, que não sabem viver sem venerar, são raras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;in Ecce Homo, Friedrich Nietzsche&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem. Cannibalism in Autumn. Dali.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-2952279077045149283?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/2952279077045149283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=2952279077045149283&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/2952279077045149283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/2952279077045149283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/05/antropofagia.html' title='Antropofagia'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S_a5dvtMZKI/AAAAAAAAArY/-Hd5GCydn6Y/s72-c/37CannibalismInAutumn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-1420618889432121639</id><published>2010-04-25T10:23:00.000-03:00</published><updated>2010-04-25T10:23:21.445-03:00</updated><title type='text'>25 de Abril</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hdvheuHhF2U&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hdvheuHhF2U&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-1420618889432121639?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/1420618889432121639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=1420618889432121639&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/1420618889432121639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/1420618889432121639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/04/25-de-abril.html' title='25 de Abril'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-6972012872383489940</id><published>2010-04-22T13:28:00.000-03:00</published><updated>2010-04-22T13:28:24.552-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes... melhor esquecer'/><title type='text'>Asteya</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S9B4QETbw9I/AAAAAAAAArA/WUG3jFFcXEQ/s1600/Imperio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S9B4QETbw9I/AAAAAAAAArA/WUG3jFFcXEQ/s640/Imperio.jpg" width="480" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Vou em frente. Chega de perder tempo com gente como o poeta escocês Robert Burns e Thomas Man. Poetas e escritores que já não me dizem nada e insistir em entendê-los seria roubar de mim mesmo algum tipo de energia, ou melhor, o tempo que não disponho mais na vida. Escritores e poetas com quem passo meu tempo são os que expandiram o limite de sua arte com inventividade e coragem, como os exemplos de João Cabral e Ivan Junqueira, e transformaram o conjunto de sua obra em algo imprevisto. Tão bom que me toca intimamente, a ponto de eu coçar minha cabeça e dizer, Isso é muito bom, por que eu nunca tinha lido antes. Por isso, um dia, espero que brevemente, lerei Joyce. E por isso que gosto do que Borges fez com a literatura contemporânea ao juntar literatura policial folhetinesca com a História e os arquétipos mais íntimos o ser humano; por isso considero a leitura de Balzac, Flaubert e Dostoievski como experiências tão necessárias a um homem como as de ler um livro com paixão, criar um filho, plantar uma árvore;  por isso gosto de Pollock que me fez ver, pelos olhos de Giulio Carlo Argan os movimentos espaciais da cidade. Por isso, para mim, não seria um exagero incluir entre eles a inventividade de  Tom Ze, a poesia de Tom Waits, os filmes do Kurosawa e do Vittorio De Sica, e a música de Brahms, e o Flamengo da década de 80 que vi jogar. Razão? Por que me causam paz e inquietação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha idade, já cansei de brigar com fatos. Interpreto-os e vou em frente. Com quase quarenta anos é muito fácil identificar uma derrota, mesmo que seja difícil admiti-la em público, já que como dizia Pessoa, difícil é encontrar um amigo que tenha levado porrada. Todos são campeões em tudo. E o que aconteceu ontem foi isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos o melhor time dos últimos 15 anos que em pouco mais de três jogos pôs por terra as esperanças contidas há quase 30 anos, desde aquele longínquo 1981. Penso que se eu escrevesse isso ontem usaria aquela sinceridade deseperada, desalentada e pungente da juventude, e me juntaria ao coro da torcida gritando FORA ADRIANO. Me senti mais revoltado e desrespeitado ao ver um time destes se esforçando ao máximo ganhar de um time mediocre do que com o desrespeito do goleiro Bruno mandando beijos para a torcida, num ato de ironia ignóbil. Mas, antes antes de um grito na laringe danificada, reflito hoje com ponderação. E o que realmente me revoltou em todos os jogos foram os primeiros tempos, geralmente já tendo tomado um gol e sendo obrigados a adquirir uma urgência desesperada para correr atrás do empate e da vitória, sempre sofrível. Ou seja, a falta e compromisso que inspirou a desconfiança a cada jogo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfiança esta, vamos ser sinceros, desde aquele empate com o Goias. Ganhamos o Campeonato Brasileiro com sorte, e convenhamos um pouco de corpo mole do Grêmio e do Corinthians. E nos iludimos, por que somos Flamengo. O problema é que agora chegamos ao fundo de um poço de vergonha. Não vencer um time fraco como Caracas, talvez mais fraco que qualquer time pequeno do Campeonato Carioca, é algo preocupante. O Botafogo, no último domingo nos respeitou mais,  pois entrou em campo combativo desde o começo. O time do Caracas apenas ocupou os espaços de apatia deixados por nós em campo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se precisamos de um novo técnico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andrade é meu idolo. Eu daria tudo para apertar a mão um dia na minha vida, mas ele fez várias mudanças erradas no time em jogos consecutivos; hesitou todos esses jogos em colocar o Pet; insistiu em jogadores medíocres como Juan, Kleberson e Toró; armou um esquema defensivo com 3 cabeças de área - com Angelin no comando. Cometeu um pecado tático nisso tudo com a falta de treino com falta combatividade de marcação homem a homem – parece que todos os adversários jogam contra cones, e o segundo gol do Caracas mostra isso. A finalizações inconclusas de ontem, com Adriano, Leo Moura e Love chutando bolas certas para fora, mostra bem meu argumento.  Não sei se chegaria ao ponto de pedir sua saída, pois acho que ele é apenas um técnico conservador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, Certamente precisamos de um diretor de futebol competente e discreto, que tenha mais diálogo com o técnico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que se viu até agora, foi exatamente o contrário, de imposições veladas contra Pet, a leniencia com Adriano, Love e o Comando da Chatuba.  Por isso  não concordo com as opiniões amenizadoras. Cabeças devem rolar. E muitas. No mundo do trabalho é assim, não rendeu, rua. Estou convencido que time com muitos astros, e outros que pensam sê-los, não é necessariamente um time bom – vários times europeus provam isso. O Flamengo não é um time bom é apenas um time com algumas estrelas - o melhor que tivemos nos ultimos 15 anos -, mas provou ser um time medíocre sob a égide de do Império de Adriano – um exemplo e homem e atleta medíocre e incompetente, que merece sair da história do Flamengo pela porta dos fundos e apenas ser esquecido. Um time aborrecido e com mesma ênfase dramática de um Montanha Mágica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço um apelo para meus amigos flamenguistas que tenhamos um pouco de dignidade hoje e NãO TORÇAMOS PARA NENHUM TIME LATINO, pois passar provaria nossa insistência no mito de Asteya.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-6972012872383489940?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/6972012872383489940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=6972012872383489940&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/6972012872383489940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/6972012872383489940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/04/asteya.html' title='Asteya'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S9B4QETbw9I/AAAAAAAAArA/WUG3jFFcXEQ/s72-c/Imperio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-4313072319803936259</id><published>2010-04-14T16:48:00.002-03:00</published><updated>2010-04-14T16:49:18.053-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi e não me arrependo'/><title type='text'>BBB79</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S8Yaq9tHSpI/AAAAAAAAAq4/VILqhb_9i1k/s1600/BBBrasil.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S8Yaq9tHSpI/AAAAAAAAAq4/VILqhb_9i1k/s320/BBBrasil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Assisti a esse filme pela primeira vez há pelo menos 20 anos atrás e não me lembro bem por que razão não gostara. Ontem, revendo-o percebi que esse filme é ótimo. Quando assisti pela primeira vez, a Amazônia, ao contrário, já não era mais uma promessa e a Beth Faria já perdera a majestade para se não me engano a Gretchen ou a Sandra Brea, uma dessas aí. Ou seja, um filme datado. Além do mais, sempre quando se conversa ou se lê sobre filme brasileiro com alguém mais PhD. O cidadão vai falar da “questão” da Identidade “a nível de” Nação, e todas essas coisas que não me interessam e que para ser sincero me desestimulam numa discussão sobre cinema. Mas hoje em dia isso não importa, pois o que empolga neste  filme é o inventário econômico e cultural de um país onde a nota mais alta tinha um Floriano Peixoto estampado na cédula cor de barro e a Beth Faria ainda era com toda a justiça um símbolo sexual. O filme se centra nos artistas mambembe da Caravana Rolidei e em sua peregrinação pelas fronteiras do norte e nordeste do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fronteiras são claras entre um país tão imenso que praticamente não dialoga entre si. As fronteiras culturais são mais impressionantes ainda, pois com a advento da televisão a cultura levada pela Caravana praticamente fica batida. Cacá Diegues fez realmente um filme ótimo com atores fantásticos. José Wilker está simplesmente absoluto em seu papel de empresário cultural, meio cafetão, meio aproveitador, meio oportunista, enfim, um empresário cultural com é maiúsculo. E o Fábio Júnior até que se sai muito bem no papel de sanfoneiro apaixonado pela Salomé, interpretada pela Beth Faria. Um momento Cinema Paradizo, e que Cinema Aspirinas e Urubus tentou reproduzir de maneira não muito eficiente, acontece nesse filme, quando o inigualável Joffre Soares, interpretando Zé da Luz , vai pelo sertão exibindo o Ebrio por um sertão sem audiência interessada. Uma cena que podia ter feito até chorar, mas que Cacá Diegues preferiu deixar assim crua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você hoje em dia for assistir esse filme com cuidado, percebe que o diretor fez de cada take uma crítica social embutida, mas sem aquela militância chata de filmes propagandistas. No filme, a ditadura existe, mas não afeta a vida de milhões, índio bebe coca-cola e quer voar de avião, sertanejo assiste televisão e gosta do seu poder hipnotizante, os artistas são analfabetos  - como o prórpio Lorde Cigano revela a certa altura -, e  o Brasil se torna moderno mas é de um atraso só.  E o prórpio enredo é bem contado com uma estória de amor entre o Sanfoneiro e Salomé sem romantismo barato e sem idealismos de fanfarra. Filme clássico que, com o respeito ao tempo que sedimenta um monte de preconceitos, vale a pena ser revisto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-4313072319803936259?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/4313072319803936259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=4313072319803936259&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/4313072319803936259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/4313072319803936259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/04/assisti-esse-filme-pela-primeira-vez-ha.html' title='BBB79'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S8Yaq9tHSpI/AAAAAAAAAq4/VILqhb_9i1k/s72-c/BBBrasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-1194441979733675528</id><published>2010-04-01T10:59:00.000-03:00</published><updated>2010-04-01T10:59:59.146-03:00</updated><title type='text'>Efemérides do primeiro de Abril!</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; 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font-size: 11pt;"&gt;Só um lembrete, a história corrige a direção do silêncio, não esse o silêncio da ausência de ruído, mas o da mudez do silêncio feito de vibrações que se anulam umas as outras como quando da balbúrdia de gente nos ecos de um refeitório, onde apenas reparamos nas bocas que movem-se como aquelas dos tumultos íntimos dos mímicos, por esse mesmo silêncio pergunto, que espécie de perstígio podem exercer sobre nós túrbidos homens como o udenista Auro Moura, 46 anos atrás?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;br /&gt;Não espanta em nada a&amp;nbsp; satisfação do udenista Auro Moura ao declarar vaga a cadeira da Presidência da República, vindo de quem vem, logo ele, um homem que ainda jovem participa da rebelião de 32 e que mais tarde seria um dos organizadores da TFP, e que mais tarde ainda, quando o esmalte dos números do relógio que contava seu tempo já descascara, e quando os milicos já se sentiam confortáveis baixando o sarrafo na malta de comunistas, esquerdistas, sociedade civil&amp;nbsp; &amp;amp; afins, ironicamente, quando ainda o relógio continuava movendo os ponteiros num tempo quando os esmalte dos números&lt;br /&gt;descascados já não importava,&amp;nbsp; os próprios imerecidos militares trataram de jogá-lo merecidamente para escanteio primeiro como embaixador na Espanha de Franco e mais tarde como aspone no Bando de Desenvolvimento de São Paulo. Ou seja, existem lugares onde ser golpista&amp;nbsp; dá certo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;historicamente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt;"&gt;&lt;object height="405" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/B-3Ng_eaG2I&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/B-3Ng_eaG2I&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-1194441979733675528?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/1194441979733675528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=1194441979733675528&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/1194441979733675528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/1194441979733675528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/04/efemerides-do-primeiro-de-abril.html' title='Efemérides do primeiro de Abril!'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-5453883506371873857</id><published>2010-03-30T15:14:00.000-03:00</published><updated>2010-03-30T15:14:31.949-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar esquisito'/><title type='text'>Aterro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S7IrPDQu-EI/AAAAAAAAAqo/wPs8cIdJk2k/s1600/burton.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S7IrPDQu-EI/AAAAAAAAAqo/wPs8cIdJk2k/s320/burton.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ultimos meses, falta de tempo absoluta que impõe ao blog uma espécie de silêncio estagnado. Mas. Fim de Semana em NYC. Casa de amigos. Evidentemente, como o tempo é curto para se ver tudo que se quer, quase nos deixamos levar pela pressa da cidade com seus taxistas em suas ansiedades dos javalis. Mas o que nos salva é que algumas ruas mostram ainda uma paz de roça, onde alguns vizinhos se conhecem, os cachorros fazem seu cocô tranquilos, e quase se pode ouvir um velho ofegante do outro lado da calçada a tossir com seus pulmões cheios de lodo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No MoMA, um dos meus interesses numa cidade de muitos abismos, ao entrar, não consigo disfarçar minha cara de beduíno pasmado olhando para cima. Por absoluta falta de tempo, ainda não visitara o museu desde sua reforma. A arquitetura é magnífica, moderna, imponente, quadriculada, ampla, luminosa, um espetáculo por si só a ser adulado. Detalhe importante. Esse amigo tem um providencial membership do museu, o que nos permite entrar sem pagar e entrar sem filas. Me senti mais feliz que jogador de futebol em camarote do Sambódromo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por motivos de força maior, fui obrigado a voltar 3 vezes na exibição de Tim Burton. Eu ainda avisei pro cidadão que ele ia sonhar com aquelas porcarias, mas ele quis por que quis assistir aquele espetáculo de monstros psicodélicos. Conclusão, com quase cinco anos, tremendo homem feito, diz que sonhou com o monstro da boca grande e fez xixi na cama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, por motivos de meltdown relacionados mais uma vez ao Burton, não consegui assitir com a atenção que eu queria a exibição de Picasso. &lt;i&gt;Picasso: Themes and Variations.&lt;/i&gt; Eram mais de cem trabalhos entre xilos, carvão, aquarela que já estiveram parcialmente numa exibição da Aliança Francesa do Rio - no século passado. No MoMA havia alguns visíveis estudos das suas fases azul e rosa. Um deles, como nesse aqui abaixo, vê-se o acrobata, um dos personagens do quadro da &lt;i&gt;Família de Saltimbacos&lt;/i&gt; da coleção da National Gallery of Art, e que no quadro aparece sem uma perna. Outras litogravuras lembram muito outros quadros famosos de Picasso, como uma série de estudos, onde o traço lembra muito o clássico Guernica, presente no Reina Sofia. Enfim, o que esperar de uma tarde de sábado num dos museus mais frequentados do mundo. O universo só podia conspirar, num museu abarrotado de gente falando alto e ciscando mais que galinhas em trovoada. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S7I3Mz9rIII/AAAAAAAAAqw/FheTvv3wqGE/s1600/o+acrobata.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S7I3Mz9rIII/AAAAAAAAAqw/FheTvv3wqGE/s320/o+acrobata.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, o que mais me espantou na imensa instalação da inflacionada artista Marina Abramovic´ -&amp;nbsp; uma artista que está por meses sentada por horas do dia a fio em sua instalação sem se mover para nada - não foi o conceito de que entreouvi um casal, desses&amp;nbsp; inteligentespracaramba, mas sim o tamanho de seu nariz. Uma coisa impressionante que me faz a cada dia implicar mais e mais não com pessoas de narinas grandes, mas&amp;nbsp; com essa idéia de arte-instalação -&amp;nbsp; a arte dos pulhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já com comichão nas pálpebras cansadas, demos uma parada na Pasticceria Bruno perto do Village, numa padaria bonita, dessas de gente bacana, que vende tudo quanto é doce colorido -&amp;nbsp; e que tem aquela gente que dá aquelas risadinha elegantes e faz pose enquanto o café esfria -&amp;nbsp; mas que no fim das contas, não vende pão na chapa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Música do dia. Feeling Good - Nina Simone, again. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-5453883506371873857?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/5453883506371873857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=5453883506371873857&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5453883506371873857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5453883506371873857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/03/aterro.html' title='Aterro'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S7IrPDQu-EI/AAAAAAAAAqo/wPs8cIdJk2k/s72-c/burton.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-4774361149168969912</id><published>2010-03-24T11:31:00.008-03:00</published><updated>2010-03-24T15:37:28.600-03:00</updated><title type='text'>ó pá, Camões puraqui!</title><content type='html'>&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,&lt;br /&gt;Muda-se o ser, muda-se a confiança;&lt;br /&gt;Todo o mundo é composto de mudança,&lt;br /&gt;Tomando sempre novas qualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuamente vemos novidades,&lt;br /&gt;Diferentes em tudo da esperança;&lt;br /&gt;Do mal ficam as mágoas na lembrança,&lt;br /&gt;E do bem, se algum houve, as saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo cobre o chão de verde manto,&lt;br /&gt;Que já coberto foi de neve fria,&lt;br /&gt;E em mim converte em choro o doce canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, afora este mudar-se cada dia,&lt;br /&gt;Outra mudança faz de mor espanto:&lt;br /&gt;Que não se muda já como soía.&amp;nbsp;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&amp;nbsp;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&amp;nbsp;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;&amp;nbsp;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;ó pá, aqui quem fala é o homem do ríd espíquer,&amp;nbsp;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;sou de além-mar e queria dizer que esta voz com este&amp;nbsp;&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;sotaque luso não é do Camões e muito menos do&lt;/pre&gt;&lt;pre&gt;Chico!&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-4774361149168969912?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/4774361149168969912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=4774361149168969912&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/4774361149168969912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/4774361149168969912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/03/o-pa-camoes-puraqui.html' title='ó pá, Camões puraqui!'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-950096507369000380</id><published>2010-03-04T14:59:00.000-04:00</published><updated>2010-03-04T14:59:22.172-04:00</updated><title type='text'>Bartleby &amp; Co.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Sem comentários. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-950096507369000380?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/950096507369000380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=950096507369000380&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/950096507369000380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/950096507369000380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/03/bartleby-co.html' title='Bartleby &amp; Co.'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-8556259061359363120</id><published>2010-03-01T13:41:00.003-04:00</published><updated>2010-03-01T14:16:49.132-04:00</updated><title type='text'>José Mindlin</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.pressdisplay.com/pressdisplay/showlink.aspx?bookmarkid=V04EDGLB0M71&amp;amp;linkid=72acae71-4aba-41ac-a8c3-59cafa5167d5&amp;amp;pdaffid=VS5slge%2boy7Ck%2bXTHhvPWA%3d%3d"&gt;&lt;img src="http://cache-thumb1.pressdisplay.com/pressdisplay/docserver/getimage.aspx?file=20062010030100000000001001&amp;amp;page=39&amp;amp;scale=20" style="float: left; margin: 0px 5px 0px 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nunca tive a oportunidade de conhecer a José Mindlin, apesar de conhecer bem dois de seus amigos e&amp;nbsp; uma meia dúzia de seus conhecidos - que já visitaram, ou pesquisaram em sua biblioteca. Sem dúvida, José Mindlin foi um cidadão brasileiro raro. Pelo que meus amigos, chefes&amp;nbsp; e ex-chefes contam, o homem era uma espécie rara de brasileiro que combinava traços dimetrais facilmente discerníveis da natureza dos homens de sua classe social e de sua naturalidade. Foi uma espécie de s&lt;i&gt;elf-made man, &lt;/i&gt;dono da Metal&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; Leve,&amp;nbsp; fato &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;que por si só &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;não empolgaria em nada nossos critérios indolentes de julgamento, pois destes exitem aos montes. Mas se destacava no mundo da cultura não apenas&amp;nbsp; se tratar de um homem lido e discretíssimo, mas por seu extraordinário espírito filantrópico - este sim, raríssimo em seu meio empresarial brasileiro. Pelos idos de 2001, tive a felicidade de ser contemplado por uma bolsa da Fundação Vitae para fazer uma pesquisa. Devo à Vitae e indiretamente a Mindlin por isso. Certamente, visitarei sua biblioteca e sentarei, nem que seja por uma tarde, para ler ao menos algum trecho do &lt;/span&gt;Varnhagen.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-8556259061359363120?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/8556259061359363120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=8556259061359363120&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8556259061359363120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8556259061359363120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/03/o-globo-01-mar-2010-page-39.html' title='José Mindlin'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-8329374095487296952</id><published>2010-02-16T13:42:00.003-04:00</published><updated>2010-02-16T18:27:28.770-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi e não me arrependo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Michael Haneke'/><title type='text'>The White Ribbon - A Fita Branca</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Minha implicância com Haneke terminou ontem, domingo de carnaval, mais ou menos pelas sete da noite, pois &lt;b&gt;The White Ribbon&lt;/b&gt; é uma contribuição crítica &amp;nbsp;importante para o cinema. Cumpre ainda acrescentar que este é um ótimo filme sobre gente da roça. Não se enganem, é um filme surpeendentemente linear onde o narrador, um professor de escola primária numa fictícia vila de Eichwald, narra, em suas memórias distantes, fatos ocorridos entre julho de 1913 e agosto de 1914, quando uma cadeia de acontecimentos violentos sacode a rotina de um povoado &lt;strike&gt;pacífico&lt;/strike&gt; de forma aparentemente incompreensível. Aparentemente incompreensível e misteriosa até mesmo para o narrador, que adverte o público desde o começo que desconhecimento das razões e causas exatas daqueles eventos permenecerão envoltas por uma cortina de fumaça para sempre. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A vila é regida por um barão e um pastor, que determinam os destinos do universo público e privado de praticamente todos na cidade.&amp;nbsp; O puritanismo protestante é uma máxima em seus mais precisos detalhes. O médico trata da vila com dedicação. E as crianças vivem nesse universo &lt;strike&gt;lúdico&lt;/strike&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas isso é apenas a superfície. Por ordem de bizarrices que acontecem na tentativa de mostrar o obscurantismo das formas e da vida rural, Haneke retrata o Barão que rege a vila, composta basicamente por forasteiros, com metaforicamente uma mão invisível porém pesada como o ferro. Para auxiliá-lo há a figura espiritual do pastor, um homem austero, que é responsável pela confirmação religiosa da rapazeada púbere da vila. Para preservar a pureza dessas moças e moços, é amarrada uma fita branca em seus braços como exemplo de sua diafaneidade. Quando o filho do pastor, por exemplo,&amp;nbsp; revela ao pai que realiza sobre trabalhos manuais, diríamos, onanísticos, o pai não apenas passa-lhe não um sermão sobre olhos que caem, pulmões que se infiltram de líquido e almas que padecem de castigos eternos, como o humilha verbalmente levando-o às lágrimas &amp;nbsp;por sua fraqueza moral e o castiga de maneira brutal surrando-o e amarrando-lhe as mãos todas as noites antes de dormir. Isso tudo, apenas na casa do pastor. Vejamos o médico: &lt;strike&gt;homem bom&lt;/strike&gt;, viúvo, pai de dois filhos que trata as crianças da vila com amor e carinho, e que tem a ajuda de uma mulher que cuida das crianças e eventualmente trata de algum resfolego mais urgente do doutor. Essa também é apenas a superfície. Nos recônditos, o pai trata a empregada de maneira imprópria, sempre que pode humilhando-a, violentando-a fisica e verbalmente; abusa sexualmente da filha e tem uma relação ditanciada e fria com o filho menor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A série de acontecimentos misterioso iniciam-se com um acidente. Um fio é amarrado entre duas árvores e o médico e sua montaria são gravemente feridos. Segue-se: nas festividades anuais, enquanto o bom barão abre a celebração regada a àlcool e comida, alguém vai até a plantação de repolhos do barão e a destrói, bem como rapta o seu filho e o espanca até a exaustão. Em virtude de tais acontecimentos, a babá do menino, Eva, é despedida por negligência. Sem ter a quem recorrer, parte para na casa do professor que a leva no dia seguinte à sua casa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Nesse meio tempo, em meio a estupros, violações de menores, incestos, violência sobre os fracos e o rigorismo autoritário da moral protestante, há outras cenas mais chocantes. Sim. O filme está apenas no meio! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Uma outra série de eventos não necessariamente conectados ocorre. O estábulo do barão é incendiado criminalmente. O filho excepcional da empregada da casa do médico é violentado, amarrado a uma àrvore no bosque e tem seus olhos vazados. A empregada, desesperada, pede a bicicleta do professor emprestada pois afirma ter provas sobre a autoria da barbaridade com seu filho. A esta altura o professor já está totalmente envolvido emocionalmente com Eva – para a casa da qual se dirigia no momento de ser interpelado. Aos poucos o jovem vai ligando alguns fatos e levanta suspeitas sobre os filhos do pastor como os responsáveis pelo enfraquecimento espiritual da vila, ou seja, desconfia que os adolescentes estariam por trás da violação da criança. O pastor sabe que as acusações do professor podem ter um fundo de verdade, pois sua filha deixa seu pássaro de estimação morto com uma tesoura cravada no meio de sua escrivaninha. Entretanto, simula-se insultadíssimo, e adverte o professor que se ousasse uma vez mais acusar a algum de seus filhos seria obrigado a tomar medidas extremas que visassem seu afastamento – no caso o professor e narrador da estória, que jamais retornaria a Eichwald por questões não necessariamente relacionadas à suas acusações. E este grande filme termina no mesmo tempo do assassinato do arqueduque Francisco Ferdinando, conectando, com alguma pretensão do cineasta,&amp;nbsp; um fato histórico com elementos ficcionais que poderiam guardar as chaves de explicações históricas sobre o porvir. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S3rVYYrTqTI/AAAAAAAAAqY/e_6cictX6Tk/s1600-h/DSCN1850.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S3rVYYrTqTI/AAAAAAAAAqY/e_6cictX6Tk/s320/DSCN1850.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O filme em si é muito bem editado. Os cortes são tão cirurgicamente precisos que sustentam até o fim o enredo de indagações sem respostas. Haneke foi muito elegante ao deixar de fora as imagens violentas e apelativas. O cara evoluiu – esqueça o Sétimo Continente, filme realmente lamentável em sua carreira &amp;nbsp;bem como o pretencioso The Piano Teacher &amp;nbsp;- desde 71 Fragments of a Chronology of Chance. Entretanto, em seu Crepúsculo dos Deuses pessoal (ou em sua mistura de crônica material de Ovo da Serpente com o universo histórico de O Jovem Torless) Haneke propõe alguns pontos controversos e até mesmo pretenciosos. Haneke desfaz a velha dicotomia entre um provincialismo viciado no rigor moral protestante cercado de pessoas mesquinhas, hipócritas e medíocres, com um universalismo de propósitos interpretativos um tanto deficiente do ponto de vista histórico. A opção é intencional pois este é um filme não apenas para críticos e cinéfilos, mas alimentando-se das mais variadas correntes de pensamento, procura um público amplo e compreensivo. Algumas vezes a concentração nessas miudezas formais, e outros bizantismos de abrandamento do fosso que separa o campo e a cidade, inverte a ordem interpretativa corrente e talvez de difícil contestação de que a Banalidade do Mal, esta mesma &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Tahoma; font-size: 8pt;"&gt;&lt;/span&gt;que condescede com o sofrimento, a tortura e a própria prática&lt;span lang="PT-BR"&gt;&amp;nbsp; do&amp;nbsp; mal&amp;nbsp; é um fenômeno anterior ao Fenômeno de Massas. Haneke evoluiu, mas eu ainda tenho sérias dúvidas sobre suas teses costuradas com os fios do maniqueísmo pelas beiras. Afinal, preciso muito mais do que imagens e um enredo bem amarrado para ser convencido de duas coisas. Primeiro, que o Mal é executado por pessoas normais. Segundo, que há uma distância imensa entre o &lt;/span&gt;Anschluss, o &lt;span lang="PT-BR"&gt;Nacional Socialismo e as práticas de manipulação política dos fenômenos de Massas. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Poema do dia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;A Cana-de-Açúcar Menina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;A cana-de-açúcar, tão pura,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;se recusa, viva, a estar nua:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;desde cedo, saias folhudas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;milvestem-lhe a perna andaluza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;E tão andaluza em si mesma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;que cresce promíscua e honesta;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;cresce em noviça, sem carinhos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;sem flores, cantos, passarinhos. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Escola de Facas. João Cabral de Melo Neto&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-8329374095487296952?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/8329374095487296952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=8329374095487296952&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8329374095487296952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8329374095487296952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/02/white-ribbon-fita-branca.html' title='The White Ribbon - A Fita Branca'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S3rVYYrTqTI/AAAAAAAAAqY/e_6cictX6Tk/s72-c/DSCN1850.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-8851291043141691654</id><published>2010-02-10T20:51:00.001-04:00</published><updated>2010-02-10T20:55:44.916-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar esquisito'/><title type='text'>Snowmageddon</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S3NKKuNRaAI/AAAAAAAAAqQ/d7BZ6Aj733Y/s1600-h/Snow+Fevereiro+8.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S3NKKuNRaAI/AAAAAAAAAqQ/d7BZ6Aj733Y/s320/Snow+Fevereiro+8.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: center;"&gt;Num dia assim. Como diria&amp;nbsp;Lênin, Que fazer? Logicamente, assistir &lt;strong&gt;Tristan und Isolde&lt;/strong&gt;:&amp;nbsp;umas quatro&amp;nbsp;horas garantidas...e olha que eu só assiti até o fim do segundo ato, quando Melot, melhor amigo de Tristão, lhe desfere -&amp;nbsp;presumo&amp;nbsp;que por &lt;em&gt;questões paralelas -&lt;/em&gt;&amp;nbsp;umas espadadas mortais no bucho quando o vê abraçado a Isolda . [amanhã: &amp;nbsp;terceiro ato]&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;A traveler, by the faithful hond,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Half-buried in the snow was found.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;H. G. Longfellow&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-8851291043141691654?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/8851291043141691654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=8851291043141691654&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8851291043141691654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8851291043141691654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/02/snowmageddon.html' title='Snowmageddon'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S3NKKuNRaAI/AAAAAAAAAqQ/d7BZ6Aj733Y/s72-c/Snow+Fevereiro+8.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-8387579536554231744</id><published>2010-01-31T20:43:00.001-04:00</published><updated>2010-02-10T20:53:53.269-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos de felicidade'/><title type='text'>O Fla-Flu surgiu quarenta minutos antes do nada</title><content type='html'>Corria o ano de 1911. Vejam vocês: — 1911! O bigode do kaiser estava, então, em plena vigência; Mata-Hari, com um seio só, ateava paixões e suicídios; e as mulheres, aqui e alhures, usavam umas ancas imensas e intransportáveis. Aliás, diga-se de passagem: — é impossível não ter uma funda nostalgia dos quadris anteriores à Primeira Grande Guerra. Uma menina de catorze anos para atravessar uma porta tinha que se pôr de perfil. Convenhamos: — grande época! grande época! Pois bem. Foi em 1911, tempo dos cabelos compridos e dos espartilhos, das valsas em primeira audição e do busto unilateral de Mata-Hari, que nasceu o Flamengo. * Em tempo retifico: — nasceu a seção terrestre do Flamengo. De fato, o clube de regatas já existia, já começava a tecer a sua camoniana tradição náutica. Em 1911, aconteceu uma briga no Fluminense Discute daqui, dali, e é possível que tenha havido tapa, nome feio, o diabo. Conclusão: — cindiu-se o Fluminense e a dissidência, ainda esbravejante, ainda ululante, foi fundar, no Flamengo de regatas, o Flamengo de futebol. Naquele tempo tudo era diferente. Por exemplo: — a torcida tinha uma ênfase, uma grandiloqüência de ópera. E acontecia esta coisa sublime: — quando havia um gol, as mulheres rolavam em ataques. Eis o que empobrece liricamente o futebol atual: — a inexistência do histerismo feminino. Difícil, muito difícil, achar-se uma torcedora histérica. Por sua vez, os homens torciam como espanhóis de anedota. E os jogadores? Ah, os jogadores! A bola tinha uma importância relativa ou nula. Quantas vezes o craque esquecia a pelota e saía em frente, ceifando, dizimando, assassinando canelas, rins, tórax e baços adversários? Hoje, o homem está muito desvirilizado e já não aceita a ferocidade dos velhos tempos. Mas raciocinemos: — em 1911, ninguém bebia um copo d’água sem paixão. Passou-se. E o Flamengo joga, hoje, com a mesma alma de 1911. Admite, é claro, as convenções disciplinares que o futebol moderno exige. Mas o comportamento interior, a gana, a garra, o élan são perfeitamente inatuais. Essa fixação no tempo explica a tremenda força rubro-negra. Note-se: — não se trata de um fenômeno apenas do jogador. Mas do torcedor também. Aliás, time e torcida completam-se numa integração definitiva. O adepto de qualquer outro clube recebe um gol, uma derrota, com uma tristeza maior ou menor, que não afeta as raízes do ser. O torcedor rubronegro, não. Se entra um gol adversário, ele se crispa, ele arqueja, ele vidra os olhos, ele agoniza, ele sangra como um césar apunhalado. Também é de 911, da mentalidade anterior à Primeira Grande Guerra, o amor às cores do clube. &lt;span style="color: red;"&gt;Para qualquer um, a camisa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo, a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte: — quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juizes, bandeirinhas tremem então, intimidados, acovardados, batidos. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco. E, diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;[FLAMENGO SESSENTÃO Manchete Esportiva, 26/11/1955 .Nelson Rodrigues. A Sombra das Chuteiras Imortais]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-8387579536554231744?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/8387579536554231744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=8387579536554231744&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8387579536554231744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8387579536554231744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/01/o-surgiu-quarenta-minutos-antes-do-nada.html' title='O Fla-Flu surgiu quarenta minutos antes do nada'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-1087319643554573967</id><published>2010-01-26T13:29:00.000-04:00</published><updated>2010-01-26T13:29:58.623-04:00</updated><title type='text'>O rio que passou...</title><content type='html'>O poeta Moacyr Luz lançou um livro fundamental. Não chega ao Nobel, mas é um desses livros tal como Minutos de Sabedoria. Abre numa página por dia, e apenas deixe-se tocar pela&amp;nbsp; Luz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S18jGeeEV_I/AAAAAAAAAqI/VignD5JDtRI/s1600-h/butequim.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S18jGeeEV_I/AAAAAAAAAqI/VignD5JDtRI/s320/butequim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, numa entrevista, o jornalista faz uma pergunta filosófica ao ilustrador deste livro: Onde queres ser enterrado? Ele prontamente vira-se e responde. Quero ser cremado e que minhas cinzas sejam espalhadas por todos os bares que passei. Um infeliz diz lá de trás: vai faltar cinza! O entrevistado prontamente responde, completa com&amp;nbsp; a de um cavalo velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Dica do grande Bruno Bastos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-1087319643554573967?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/1087319643554573967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=1087319643554573967&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/1087319643554573967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/1087319643554573967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/01/o-rio-que-passou.html' title='O rio que passou...'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S18jGeeEV_I/AAAAAAAAAqI/VignD5JDtRI/s72-c/butequim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-5084759325941405258</id><published>2010-01-26T12:42:00.003-04:00</published><updated>2010-02-16T15:53:30.275-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi e não me arrependo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Cherry Blossoms</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A diretora Doris Dörrie aprendeu bem com o realismo italiano. Filme com criança, cachorro e velho sempre comove. Prova disso é que tudo junto e bem feito vira um clássico como Umberto D..  Cherry Blossom é um filme absolutamente comovente pois trata essencialmente da estória de amor entre Trudi e Rudi, ambos interpretados pelos impressionantes atores Hannelore Elsner e Elma Wepper. Melhor dizendo, o filme conta a estória de duas pessoas que dividem uma cama em comum por toda uma vida conhecendo-se apenas parcialmente. Pensamo que o filme começa quando Trudi descobre que seu marido, Rudi, sofre tem uma doença terminal. Ela decide não contar nada ao marido e fazer com que aquele homem metódico que pega diariamente o trem das 7:28 da manhã a estação de Weilheim  para o trabalho, torne-se menos rígido e mais aberto aos ensinamentos que a vida possa lhe proporcionar.  Rudi é duro. A princípio se recusa visitar os filhos. Preferia esperar mais um ano até se aposentar. No fundo, sabe que com o passar dos anos já não tem mais espaço na vida dos filhos: um deles, o mais novo Karl, vive em Tóquio, e os outros dois vivem em Berlim. O mais velho é casado e com dois filhos viciados em joguinhos eletrônicos. A do meio, Karolin é homosexual e cheia de estigmas apaziguados por sua companheira, a adorável Franzi . As suspeitas de Rudi sobre o descaso dos filhos se confirmam quando chega a casa dos filhos. Os velhos, nem tão velhos assim, se tornam um estorvo. Trudi tenta apaziguar o ambiente que nem chega a ser hostil. É pior. É  apenas indiferente de ambas as partes. Assim o filme caminha por mais de 40 minutos. Pensei: Bomba. Tempo perdido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S18WvuwaFOI/AAAAAAAAAqA/Ml6ot-B1JdM/s1600-h/Cerejeiras.bmp"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S18WvuwaFOI/AAAAAAAAAqA/Ml6ot-B1JdM/s320/Cerejeiras.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; (Este filme deve estar em cartaz longe se sua casa, num cineclube semi-falido e frequentado por gente do tipo inteligentepracarambacomóculosdearmaçãolaranja, portanto pare de ler agora, já que a título gracioso enchi o resumo de spoilers)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Insisti. Ainda na casa dos filhos, Trudi tenta convencer o marido para que visitem o monte Fuji. Pede alto , mas apenas convence Rudi e ela que visitem o Báltico, lugar que nunca conheceram. Num desses dias, acontece algo inesperado que passa ser o ponto central da estoria. Com os filhos sem tempo nem paciência para os pais, Frenzi decide levar Trudi a uma apresentação de Butô  - uma espécie de sonho e pequeno segredo que guarda em si. Rudi, duro, fica fora esperando e talvez pensando que aquela porcaria poderia terminar logo para irem ver a cidade. Trudi consegue ao menos ver uma performance de teatro Butô, que ela adora e Rudi não suporta. Dentro, Trudi e Frenzi se emocionam juntas com a apresentação. Na segunda viagem que ele aceita fazer com a mulher, ir a um hotel beira-mar no Báltico, acontece algo inseperado. Numa noite, após um sonho com uma dançarina mascarada de Butô, no hotel à beira do Báltico, Trudi morre. E neste momento o filme comeca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A morte de Trudi torna Rudi um homem devastado pela perda e também por algo a meio caminho da culpa pela desatenção e pela solidão da viuvez. Ainda meio desorientado, chega a Tóquio para passar uns tempos com o filho. A vida num país onde não entende a língua e menos ainda os códigos, é difícil. Aliado a isso, o filho que trabalha muitas horas por dia, não tem tempo para o pai, que vive confinado num apartamento mínimo. Para não submergir no tédio e passar o tempo da melhor maneira possível, cozinha, limpa a casa, tenta fazer a vida do filho mais fácil, sem encontrar muita receptividade ou reciprocidade do rapaz. Rudi pouco  pouco passa a deambular pela cidade como Ariadne, amarrando uns lenços em lugares estratégicos para saber o caminho de volta. Um momento emocionante é quando passa a usar as roupas da mulher na tentativa de mostrar-lhe o lugar onde sempre teve vontade de estar mas não pôde. Quando encontra Yu, uma artista de rua que executa Butô num parque cercado por cerejeiras, o homem seco e metódico se torna uma pessoa diferente que percebe aos poucos o quão estúpido foi por sua insensibilidade. Yu e Rudi mal conseguem se entender flaando um inglês pralá de sofrível. Mas o essencial sim, que é viuvo e que sente falta de sua mulher. Yu passa muitas horas do dia com Rudi. Leva-o para conhecer Tóquio, vê as fotos de Trudi caracterizada em Butô, almoçam juntos, passeiam e, religiosamente, no fim do dia ela o deixa na estação de trens para voltar para casa. Num desses retornos, Rudi decide não ir para casa e seguir Yu até sua casa, descobrindo que ela é uma espécie de mendiga, sem casa ou paradeiro.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Rudi dorme do lado de fora de sua barraca de camping, e é nesse dia então que decide acompanhá-lo a uma viagem ao Monte Fuji, o maior do Japão. Trudi revelara a Rudi, uma vez, que muito queria visitar a montanha. Yu decide acompanhá-lo. Instalados num hotel barato, ficaram vários dias esperando até que o Fuji ficasse visível por trás da névoa que o cobria. Numa noite de lua cheia, finalmente, o desejo de Trudi se concretiza. No meio da noite, Rudi se maquia, veste as roupas de Butô da mulher, sai do quarto que Yu e ele dividiam e vai até a beira do lago Kawaguchi. Encena passos alguns passos de Butô, cai e morre. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A grande, grande, grande sacada, dentre as muitas sacadas deste filme é o contraponto entre o encontro de Rudi com Yu sob um parque de cerejeiras, que somente floram por uma ou duas semanas no início da primavera, e o fim de tudo em frente ao monte Fuji: A esperança que sente ao encontrar Yu sob um jardim de cerejeiras, justamente as flores chamadas como “símbolos da impermanência,”  e a morte frente a permanencia rochosa e monumental da montanha. Cidadãoquevaiescrevertese, pensa bem se não é isso? &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O filme podia ter acabado ai, deixando esse tom sentimental no ar. Mas Doris Dörrie que aprendeu bem com o realismo italiano, deu um drible de classe no espectador emotivo acostumado com o neorealismo italiano. Corta e continua em Weilheim. Ultima cena. Após o enterro, os filhos se reunem ao redor de uma mesa e comentam o segredo que deveriam manter: a vergonha de ter um pai morto, num quarto de hotel do Japão, com uma jovem de 21 anos, e vestido de mulher. Pensando bem, um final ótimo. Essa Doris Dörrie é pessoa que causa constrangimento no meio cinematográfico, pois pensa bem, se a Sofia Coppola  gastou 4 milhões de dólares para fazer uma bomba de  filme sobre o Japão chamado Lost in Translation, e essa moça faz um filme ótimo  - com atores conhecidos apenas na Bavária,  cheios de contrapontos entre sensibilidade e imagens cruas - , quem no final das contas tem razão sobre essa ilusão que é o cinema? &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;Música do dia: Blue Alert. Madeleine Peyroux&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=QMJMsIaRYDQ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: Tahoma; font-size: 8pt;"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-5084759325941405258?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/5084759325941405258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=5084759325941405258&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5084759325941405258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5084759325941405258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/01/cherry-blossoms.html' title='Cherry Blossoms'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S18WvuwaFOI/AAAAAAAAAqA/Ml6ot-B1JdM/s72-c/Cerejeiras.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-613512744483519108</id><published>2010-01-20T20:05:00.002-04:00</published><updated>2010-02-16T15:53:56.975-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi'/><title type='text'>The Squid and the Whale</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S1eYPS3P7gI/AAAAAAAAAp4/bm187SvGVfI/s1600-h/squid.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S1eYPS3P7gI/AAAAAAAAAp4/bm187SvGVfI/s320/squid.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tanto se fala do filme que envolve Lula, acabei assitindo um bom filme chamado &lt;i&gt;The Squid and the Whale.&lt;/i&gt; Em meados de 1980, Bernard, professor universitário e supostamente um escritor brilhante, é casado com Joan. O casal tem dois filhos Walt, um adolescente, e Frank, recém chegado na puberdade. É uma típica família de classe média urbana americana. Os pais eloquentes, dialógicos, lidos... e os filhos com os mesmos problemas de todos os filhos adolescentes. Ou seja, tudo vai mais ou menos bem, tudo é mais ou menos sublimado, até que Joan decide se separar de Frank. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Recapitulando, vai mais ou menos bem, tudo é mais ou menos sublimado, até que Joan decide se tornar escritora e passa a adquirir relativo sucesso, enquanto Bernard amarga o posto de Creative Writting Professor num College. Bernard não suporta o sucesso da mulher e para acabar de entornar o caldo, Joan passa a sair com vários vizinhos e amigos – sem obviamente Bernard saber. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O roteiro é excelente. A composição que dá voz a cada um dos personagens. Sendo assim, a princípio, o filho mais velho é quem mais ou menos quem encarna as desilusões de todos com o Bernard. A princípio, Bernard era o modelo de pai para o filho, intelectual, snob, racional e ponderado. Na briga dos pais é Walt quem fica do lado do pai, enquanto para Frank Bernard ainda é a imagem de Creonte. Gradualmente, com a convivência, este vai se dando conta que o pai é uma pessoa mesquinha, ciumenta e egosísta. A descoberta é dolorosa para o rapaz e acontece de maneira inusitada. Para o pequeno Frank as coisas tampouco são boas. O menino começa a beber e a presenciar cenas da mãe com o namorado, seu professor de tênis.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Walt compõe músicas e toca violão. A canção que ele compõe para sua apresentação na escola , descobre-se depois, que é Roger Waters. Plágio e puritanismo não combinam mesmo em Manhattan. A farsa é descoberta e a orientadora educacional o encaminha a um terapista, achando que o rapaz anda mal da cabeça. Nesse meio tempo o pai, acaba se envolvendo com uma de suas estudantes, pela qual Walt também tem uma queda – chegando a deixar a namoradinha na esperança de que a namorada do pai lhe desse uma chance. Na frente do analista, Walt não está muito a fim de falar. O analista insiste. Walt conta uma estória sem pé nem cabeça sobre uma visita com sua mãe ao Museu de História Natural, quando ele tinha seis anos. No Museu havia uma enorme baleia devorando uma lula gigante. Contando a estória Walt se dá conta de que era a mãe que sempre estava com ele e consequententemente se dá conta de algo mais problemático que era a eterna ausência de um pai que ao sempre racionalizar cada passo de sua família acabou criando filhos sem muita conexão com o mundo. Se dá conta da &amp;nbsp;ausência paterna em momentos fundamentais de sua vida. O analista não entende nada da estória, &amp;nbsp;e só Walt e cada espectador do filme se dão conta do ápice da estória. A partir deste momento, Walt passa a encarar o pai com outros olhos e tudo piora quando pega Bernard forçando uma barra com a aluninha. Enfim, um filme bom com uma estória e roteiro bem amarrados. Eh filme que vale a pena ser assistido, pois fala de separação, ciúmes, filhos, guarda de filhos, &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;recomeços&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; e todas as mesquinharias que afloram na separação, mas sem as velhas conclusões pré-fabricadas.&amp;nbsp; Pois no fundo, a grande sacada deste drama-comédia se centra na idéia de que&amp;nbsp; mesmo que Bernad e Joan tenham se separado, não significa que nada deu certo Joan, &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Bernard,&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Walt e Frank.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A propósito, a dupla de direção e produção Noah Baumbach e Wes Anderson ainda vai dar muito o que falar. &lt;/span&gt;Só para citar dois filmes que a dupla tocou: &lt;i&gt;The Royal Tenenbaums &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;The Life Aquatic with Steve Zissou&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;The Squid and the Whale&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; chegou a ser indicado para o Oscar de melhor roteiro. Mas era 2006, ano de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Little Miss Sunshine&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="ES"&gt;, e ficou imbatíble. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Aliás, hoje é dia de Fellini de quem falo pouco, pois do sagrado é melhor mantê-lo. Se vivo, faria 90 anos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Música do dia. La Strada. Nino Rota&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-613512744483519108?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/613512744483519108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=613512744483519108&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/613512744483519108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/613512744483519108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/01/squid-and-whale.html' title='The Squid and the Whale'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S1eYPS3P7gI/AAAAAAAAAp4/bm187SvGVfI/s72-c/squid.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-8769067101166001361</id><published>2010-01-19T14:08:00.001-04:00</published><updated>2010-01-21T19:01:54.888-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><title type='text'>Hedda Gabler</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Hedda Gabler é mais uma das geniais peças de Ibsen que retrata a vida doméstica ao redor de famílias com mais esqueletos a esconder que &lt;i&gt;closets &lt;/i&gt;a comportá-los. Hedda, a protagonista, é &lt;i&gt;gente fina&lt;/i&gt;, moça de &lt;i&gt;família boa&lt;/i&gt;, filha de um general aristocrata. Tudo bem, reconheço, a moça, casada com Jorgen Tesman, tem a cabeça meio fraca e fica claro desde o início que ela não o ama, continuando casada apenas por algum motivo relacionado a uma gravidez – ou por um compromisso moral decorrente de uma gravidez perdida, algo assim. Há uma diferença bastante sutil entre a peça escrita e a versão televisiva que assiti com Ingrid Bergman no papel de Hedda. A versão de 1963 que assisti sofreu algumas modificações pois Ingrid Bergman, ainda que exuberante, já estava com quase cinquenta (trema ou não) anos. Assim, a versão original de Hedda e Jorgen recém casados sofreu alterações significativas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tesman é um acadêmico que apesar de frágil e submisso, mantém boas relações em seu meio acadêmico. Isso abre as portas mas não o resgata de sua mediocridade e falta de talento. Ambiciona um passo adiante ao enquadramento da escrita monográfica, mas o que consegue é apenas o favorecimento pessoal no seu meio viciado&amp;nbsp; e corporativo graças a sua boa relação com o juiz Brack, velho amigo da família. Casada com um banana, Hedda Gabler vive num vazio sem fim até que o retorno de Ejlert Lovborg&amp;nbsp; a Oslo, traz esperanças a sua vida e um certo tormento para a vida do casal. As recentes publicações de Lovborg trazem-lhe sucesso e prestígio. Parte deste sucesso se deve a Thea Elvsted, amiga dos tempos de escola de Hedda. Thea havia deixado seu marido para viver com Lovborg e o estigma de divorciada a tornava mais obstinada na procura pela perfeição de seu amante, por isso além de ser sua mais competente e crítica revisora, é a mulher que maternalmente mantém Ejlert na linha.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;O retorno de Ejlert Lovborg traz um duplo tormento ao casal pois por um lado, tudo sugere que &amp;nbsp;Ejlert e Hedda haviam sido amantes - &amp;nbsp;peça sugere que isso ocorrera após o casamento de Hedda com Jorgen -, e por outro, Ejlert com suas publicações passa a ser um competidor natural de Jorgen pela vaga de professor universitário, que já contava como garantida até a chegada daquele. &amp;nbsp;Hedda, como já dito, é &lt;i&gt;fraca das idéias&lt;/i&gt;, inconstante, irascível, mas não é tola. Está ciente de que caso o marido não consiga a vaga, não poderá manter a vida confortável e estável que o marido proporciona. Conhecendo a queda de Ejlert pela birita e ciumenta da relação deste com Thea, convida-os para a um “chá”. &lt;i&gt;Papo vai papo vem&lt;/i&gt;, estão presentes Thea, Jorgen, e o juiz Brack.Thea exalta as qualidades dos manuscritos e os chama a produção intelectual conjunta, como a concepção de um &lt;i&gt;filho&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Pintando um clima&lt;/i&gt; entre Ejlert e Hedda, esta enciumada da influência de Thea na produção de Ejlert, provoca-o a provar seu amor e relembrar o passado tomando uma dose, dessas que não fariam mal a ninguém caso não fosse Lovborg um ex-alcoólatra. Hedda ainda exerce &amp;nbsp;ascendência sobre Ejlert Lovborg &amp;nbsp;e sabe que na mesma noite ele iria apresentar seu manuscrito numa reunião com os amigos. Conclusão: Ejlert Lovborg perde o prumo, &lt;i&gt;enfia o pé na jaca, enche a cara&lt;/i&gt;, perde o manuscrito no meio da sala &amp;nbsp;e fecha a noite indo parar no bordel da cidade. Ibsen é dramaturgo que não se contenta com a ruína moral e psicológica de seus personagens, pois caso fosse, daria-se por satisfeitíssimo em expor a degradação moral de Ejlert na frente do juiz Brack – peso importante na decisão da vaga universtária. Mas, Ibsen opta pela tormenta.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;Ejlert Lovborg, aparece no dia seguinte na casa dos Tesman derrotado e resignado. Ainda &lt;i&gt;numa àgua de dar dó&lt;/i&gt;, pensa que perdera os manuscritos, sem saber que Jorgen Tesman os encontrara e os mostrara a Hedda. Esta por sua vez mantém o segredo e em vez de os devolvê-los a Ejlert, não apenas &amp;nbsp;entrega-lhe uma das armas herdadas pela família, como reenforça a falta de sentido que seria viver naquele universo de derrota, sem a vaga universitária, sem a publicação que transformaria sua vida , e sem o amor de sua vida, no caso, ela mesma Hedda Gabler. Ele parte. Ela queima os manuscritos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O final… Assita a peça. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Recentemente, Karl Erik Schollhammer da PUC do Rio de Janeiro, organizou um livro interessante sobre o impacto da obra de Ibsen no Brasil. Alguns artigos mostram o peso e o impacto das primeiras montagens de Hedda Gabler no Brasil retratando a protagonista ora como uma Minerva vingativa, ora como uma das primeiras protagonistas representantes do feminismo. Na primeira montagem brasileira de 1907, Eleonora Duse encara o papel de Hedda no Teatro Lírico na rua da Guarda Velha - atual Avenida 13 de Maio. Havia uma série de fatores que faziam de Ibsen &lt;i&gt;persona non grata&lt;/i&gt; no ambiente intelequituau do Rio de Janeiro. No fundo o que fica claro é que podiam vir as atrizes italianas que fossem, encenar os clássicos que fossem, &amp;nbsp;o público carioca gostava mesmo é da opereta que adaptava Rigolettos e Mme. Butterflies para a solução fácil da vida cotidiana. Montadores e diretores modificavam as cenas que ferissem os costumes. Críticos queriam peças com princípio meio e fim e de preferência que criasse estereótipos de fácil assimilação.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt; &lt;/o:p&gt;Uma dessas críticas ferozes à obra de Ibsen vinha de outro dramaturgo, Artur Azevedo. Para Azevedo, a abundância de diálogos, no final, por exemplo, de Casa de Bonecas – montada em 1899, no Rio de Janeiro -, criava dificuldade de assimilação para o público. Evidentemente, que o criador de personagens memoráveis como o fazendeiro mineiro Eusébio, pai da moça enganada que sai do mundo ingênuo rural para o imoral e corrompido mundo urbano do Rio de Janeiro ( e de outros personagens que atendiam pelo nome de “o proprietário,” “o gerente,” Lola, &amp;nbsp;a família do interior de Minas que chega a A Capital Federal a procura do rapaz que prometera casamento à filha...), é ainda hoje é lembrado e encenado pela profundidade de sua obra. Enquanto esse tal de Ibsen deve amargar algum panteão de literatos imortais lá naquele cafundó do Judas que é aquela Noruega, terra de exportadores de bacalhau e maus dramaturgos.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;Em seu brilhantismo crítico, um outro crítico, o republicano histórico Alfredo Pujol, põe os pingos nos is! &amp;nbsp;Hedda Gabler não passa de uma desequilibrada [sic], uma delinquente capaz de desestruturar lares [sic]. Os personagens e Ibsen são degenerados mentais [sic], histéricos [sic], dementes senis [sic], e essas tristes enfermidades da vida conteporânea, mais cedo ou mais tarde comprometeriam o público [sic]...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S1X0c6NlS4I/AAAAAAAAApw/yNGF5OaV8yI/s1600-h/HenrikIbsen.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S1X0c6NlS4I/AAAAAAAAApw/yNGF5OaV8yI/s400/HenrikIbsen.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tudo bem, eram tempos de Spencer, Sarcey, do Naturalismo e até de um certamente condenável mas presente eugenismo nas formas de ver o mundo, mas tanta confiança no próprio valor nacional e na infalibilidade das regras importadas de um Taine e de um Comte, fez com que os críticos expusessem seu exagerado cheiro de mofo. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-8769067101166001361?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/8769067101166001361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=8769067101166001361&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8769067101166001361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/8769067101166001361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/01/hedda-gabler.html' title='Hedda Gabler'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S1X0c6NlS4I/AAAAAAAAApw/yNGF5OaV8yI/s72-c/HenrikIbsen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-7079539740336154221</id><published>2010-01-15T18:54:00.001-04:00</published><updated>2010-01-16T10:22:16.874-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As Sombras da Era do Capital'/><title type='text'>A Doce Vida em Paris</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S1Dws7QmZBI/AAAAAAAAApo/1NYSPOs-DTc/s1600-h/keats.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S1Dws7QmZBI/AAAAAAAAApo/1NYSPOs-DTc/s320/keats.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A edição anterior da The New York Review of Books traz um artigo ótimo sobre o o ambiente cultural durante o regime de Vichy na França. Ian Buruma escreve um artigo sobre estes anos de ocupação alemã, afirmando que ao menos para uma fatia da classe média culta e privilegiada a opressão nazista era algo tão distante, que poderia-se quase dizer que nem sequer fosse sentida. Os cafés de Paris continuavam cheios, as pessoas continuavam impecavelmente bem vestidas, muitos artistas mantinham uma vida cotidiana normal, e até os bordéis de luxo continuavam operando de maneira satisfatória para a nova clientela alemã que circulava pela cidade em seus uniformes engomados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div _moz-userdefined=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A análise de Buruma não representa &amp;nbsp;nenhuma novidade conceitual, Robert Darton e o próprio Simon Schama já dividiam estes pontos de vista há pelos menos duas décadas. Mas é sempre interessante perceber como o autor, pautado em biografia sólida, vai desconstruindo um mito muito caro aos franceses de que todo o pariense fez parte da resistência. O argumento para sustentar seu ponto de vista é muito sólido e parte de uma premissa bastante irrefutável: a alienação da normalidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Por exemplo, nos diários da estudante de literatura da Sorbonne Hélène Berr e de suas cartas trocadas com seu amigo Philippe Julian, havia uma intensa troca de idéias sobre Dostoievski, Balzac, Proust, Valéry, mas não havia quase nenhuma referência à ocupação alemã a não ser quando se falava da comida escassa – fato que, com boas conexões e dinheiro, tudo podia ser resolvido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div _moz-userdefined=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Partindo do universo privado para o público, Buruma segue chutando as canelas dos mitos da resitência. Herbert von Karajan era o maestro principal da German State Opera em Paris, as peças de Cocteau foram encenadas durante todo o período, mesmo ele sendo homosexual, bem como as de Sartre – que contavam sempre com a presença da oficialidade alemã. O autor chega a dizer que Camus recebia patricínio de Gerhard Heller, chefe da propaganda alemã mesmo quando todos sabiam que Camus e Sartre escreviam e reviam artigos da resistência. Ou seja, viver em Paris era até bom!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Cocteau, por exemplo, se dizia ‘apolítico’ e beliscava verbas públicas para a motagem de suas peças – mesmo tendo se oposto a prisão de seu amigo Max Jacob, que acabaria morrendo na prisão. Com a mesa postura, o fotógrafo André Zucca clicava e vendia suas fotos livremente para as revistas da moda. Até o bordel de madame Billy, L’Etoile de Kleber, frequentado por Piaf e por razões etnográficas pelo próprio Cocteau, funcionava sem grandes problemas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div _moz-userdefined=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Voltando ao ambiente privado, os diário de Hélène Berr, revelam pouco a pouco as sutilezas da técnica imortalizada por Borges, de omitir a palavra e recorrer à suas metáforas e perífrases. Berr era judia. Sua família foi presa e deportada em março de 1944. Paris seria liberada em agosto. Mas Hélène já se encontrava em Auschwitz, sem saber ao certo do destino dos pais, que já estavam mortos. Meses depois, contrai tifo e morre. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Meses antes, ela transcrevera em seu diário um poema comovente de Keats sobre seu medo de sentir suas mãos frias:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt;"&gt;This living hand, now warm and capable&lt;br /&gt;Of earnest grasping, would, if it were cold,&lt;br /&gt;And in the icy silence of the tomb,&lt;br /&gt;So haunt thy days and chill thy dreaming nights&lt;br /&gt;That thou would wish thine own heart dry of blood....&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;div _moz-userdefined=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div _moz-userdefined=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Naquele momento, ainda tinha esperança de encontrar seu namorado, o estudante de filosofia, Jean Morawiecki, que partira para a Africa a fim de unir-se à resistência. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div _moz-userdefined=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Nos diários de seu amigo Philippe Julian, encontra-se as emoções extremas que o impacto da notíca de sua morte causou.&amp;nbsp;Buruma, o&amp;nbsp;autor, refuta o argumento da alienação de &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Hélène Berr. Para ele, ela tinha a plena consciência da precariedade de sua liberdade, mas por ingenuidade ou licença poética, preferia se manter positiva em relação à vida. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Este é um daqueles artigos bem escritos, que incomodam a memória quando se pensa que na anormalidade tudo&amp;nbsp;é normal, e pior ainda, que&amp;nbsp;na normalidade tudo está na mais perfeita ordem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div _moz-userdefined=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;a href="http://www.nybooks.com/articles/23493"&gt;http://www.nybooks.com/articles/23493&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-7079539740336154221?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/7079539740336154221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=7079539740336154221&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/7079539740336154221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/7079539740336154221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/01/doce-vida-em-paris.html' title='A Doce Vida em Paris'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S1Dws7QmZBI/AAAAAAAAApo/1NYSPOs-DTc/s72-c/keats.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-1728817268444737269</id><published>2010-01-15T15:19:00.001-04:00</published><updated>2010-01-15T15:19:54.149-04:00</updated><title type='text'>Genial</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S1C-8UApGlI/AAAAAAAAApg/4oMCb1dRqXY/s1600-h/Angeli+copy.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S1C-8UApGlI/AAAAAAAAApg/4oMCb1dRqXY/s320/Angeli+copy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Metade do quadro com dados esquemáticos e a outra metade em branco. Genial!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Arnaldo Angeli Filho. Folha de São Paulo. 15 de janeiro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-1728817268444737269?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/1728817268444737269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=1728817268444737269&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/1728817268444737269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/1728817268444737269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/01/genial.html' title='Genial'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S1C-8UApGlI/AAAAAAAAApg/4oMCb1dRqXY/s72-c/Angeli+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-4434161867024152068</id><published>2010-01-14T19:15:00.002-04:00</published><updated>2010-01-14T19:48:28.004-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi'/><title type='text'>Alexander Nevsky</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UQCE7i_XKuM&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UQCE7i_XKuM&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Eisenstein foi um grande diretor. Produziu uns quatro ótimos filmes até 1927 (nominadamente A Greve, Outubro: os dez dias que abalaram o mundo; incluo o Que viva México e o inigualável &lt;/span&gt;O Encouraçado Potemkin&lt;span lang="PT-BR"&gt;), nesse meio tempo foi para Hollywood onde conheceu Chaplin e tentou fazer alguns filmes com os suínos capitalistas bebedores de coca-cola. Mas sua carreira não decolou por motivos que intuo estarem relacionados com a mitologia em torno a seu nome. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Depois dessa fase, Eisenstein virou um daqueles diretores com o que eu chamo de Complexo de Norma Desmond. Ou seja, funciona sem audio. Prova disso é o seu Alexandre Nevsky, que revi há poucos dias para refrescar a memória. Revi, por que há dias atrás me caiu nas mãos uma transcrição de um dos discursos do nosso Guia Genial dos Povos, de novembro de 1941. Meses antes, em junho, a Alemanha, no contexto da Operação Barbaroxa, &amp;nbsp;atacara a União Soviética, anexando parte do territorio polones, na esfera de influência russa desde 1939. A Alemanha supostamente era signatária do pacto Pacto Molotov-Ribbentrop de não-agresssão, mas o rompeu corda dando o primeiro passo para a derrota. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No tal discurso, o grande &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Stalin, &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Guia Genial dos Povos, &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;falava para o Conselho do Povo na Praça Vermelha. Evocava, neste que seria o 24 aniversário da Revolução de 1917, os tempos mais difíceis, como em 1918, no primeiro aniversário da Revolução, quando ¾&amp;nbsp; de todos domínios russos estavam nas mãos de intervencionistas; quando tinham perdido a Ucrânia, o Cácaso, a Asia Central, os Urais, a Sibéria,&amp;nbsp; e o este distante; quando nao tinha a Red Squad nem a Red Brigade. Era 14 Estados conta a Russia. [sic]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O estrategista falava: […] &lt;i&gt;Hunger and poverty reign in Germany. In four and half months of war, Germany has lost four and a half million soldiers. Germany is bleeding white; her manpower is giving out. A spirit of revolt is gaining possession not only of the nations of Europe under the German invaders’ yoke, but of Germans themselves, who see no end to the war. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E fechava com a evocação que me fez rever este filme de Eisenstein:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Be worthy of this mission! Let many images of our great ancestors&amp;nbsp; - - Alexander Nevsky, Dimitri Donskoi, Kusma Minin, Dmitri Pzharski, Alexander Suvorov, Mikhail Kutuzov inspire you in this war!&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Let the victorious banner of the great Lenin fly over our heads!&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Utter destruction to the German invaders!&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Death to the German armies of occupation!&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;[…]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Minha ignorância sobre a história russa é brutal, mas no fim do discurso Stalin evoca o príncipe Alexander Nevsky, um herói russo da alta idade média &amp;nbsp;– lembrei na hora do filme do Eisenstein que assisti na época de faculdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Muitos dizem que o filme de Eisenstein era propaganda anti-nazista de Estado. Há algo sim. Alexander Nevsky é o grande líder que atende os anseios da população de Novgorod para que este expulse os Cavaleiros Teotónicos. O maniqueísmo é evidente. O bispo dos Cavaleiros Teotônicos, usava claramente uma suástica. Os cavaleiros Biotônico Fontoura, são barbudos e maus, e em contrapartida os russos são bons e dignos de atitudes grandiosas. Prova disso é que os Teotônicos, comandados por Hermann von Balk, o Grão mestre da Ordem Teotônica, são aprisionados por um Alexander após perderem a batalha sobre as águas geladas do Lago Chudskoe e &amp;nbsp;recebem o beneplácito de Alexander, que liberta os prisioneiros e deixa o povo deliberar sobre o destino do general inimigo. A patuléia, evidentemente, opta pelo linchamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O filme pode até ter sido usado como propaganda pelo DIP de Stalin, mas cronologicamente o filme é terminado antes do Pacto Molotov-Ribbentrop. Das duas uma, ou Eisenstein tinha poderes premonitórios, ou tinha informação privilegiada sobre as cláusulas secretas do acordo que envolviam a Polônia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Em todo o caso, é impressionante como nada empolga nesse filme de culto a personalidade. O roteiro, apesar de bom é ufanista. O audio horrível. As legendas, requerem quase um exercício de intuição metafísica do primata que decide assitir este filme. A edição patética. Nem sequer a música de Sergei Prokofiev empolga. Evidentemente, que eu digo isso por que eu não vivo na Rússia de Stalin. Eu lá sô bobo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: xx-small;"&gt;Música do dia: Piano Concerto No. 3 in C major, Op. 26&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: xx-small;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=M47voXICiNg&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-4434161867024152068?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/4434161867024152068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=4434161867024152068&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/4434161867024152068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/4434161867024152068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/01/alexander-nevsky.html' title='Alexander Nevsky'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-5315573160156695598</id><published>2010-01-14T12:06:00.001-04:00</published><updated>2010-01-14T19:49:58.654-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil/lisarB'/><title type='text'>Nunca disse que o homem cordial é bonzinho  - Sergio Buarque</title><content type='html'>Como no jogo do bicho, vale o que está escrito. No Haiti, já se fala em &lt;b&gt;30 mil mortos&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Interessante acompanhar o que está escrito nas manchetes dos jornais e comparar, por exemplo o enfoque que o New York Times dá à tragédia e o que O Globo prioriza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S084uQjBeRI/AAAAAAAAApQ/VVr1E4E2q_Q/s1600-h/NYT.BMP" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S084uQjBeRI/AAAAAAAAApQ/VVr1E4E2q_Q/s320/NYT.BMP" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O NYT fala na devastação do país, na busca de desaparecidos haitianos, nas vítimas haitiana, nos esforços conjuntos para reconstruir serviços básicos do Haiti, como hospitais e até mesmo a torre de navegação do aeroporto de Port-au-Prince...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S08462-LCCI/AAAAAAAAApY/3kNV8_nFQuY/s1600-h/O+Globo.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S08462-LCCI/AAAAAAAAApY/3kNV8_nFQuY/s320/O+Globo.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;... e O Globo, na versão online, também fala do Haiti, mas de outra maneira...(a versão em papel é algo pior) &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;As vezes a teoria do &lt;i&gt;homem cordial&lt;/i&gt; -&amp;nbsp; que de cordial tem quase nada - do Sergio Buarque de Holanda, me causa certa acidez de estômago, e chega a me dar vergonha de ter de explicar a amigos estrangeiros essas coisas que passam quase despercebidas...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Nota. O site da Cruz Vermelha Internacional está aceitando doações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.redcross.org/"&gt;www.redcross.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Telefone 1-800-733-2767.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-5315573160156695598?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/5315573160156695598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=5315573160156695598&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5315573160156695598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5315573160156695598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/01/nunca-disse-que-o-homem-cordial-e.html' title='Nunca disse que o homem cordial é bonzinho  - Sergio Buarque'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S084uQjBeRI/AAAAAAAAApQ/VVr1E4E2q_Q/s72-c/NYT.BMP' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-664523556877325209</id><published>2010-01-11T14:08:00.002-04:00</published><updated>2010-01-11T16:00:18.618-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil/lisarB'/><title type='text'>Revanchismo ou Revisionismo</title><content type='html'>&lt;h4 class="tituloPost"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/blogs/prosa/posts/2010/01/09/historiadores-discutem-revogacao-da-lei-de-anistia-255996.asp" style="color: #333333;"&gt;  &lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A atual discussão em torno ao Programa Nacional de Direitos Humanos, que determina a criação até abril de 2010 de uma comissão suprapartidária para examinar as violações de Direitos Humanos praticadas pela repressão militar de 1964 a 1985, está interessante. O problema é que &amp;nbsp;em 28 de agosto de 1979 o presidente Figueiredo – diga-se tristemente: o terceiro presidente de que tenho memória política – sancionou a Lei da Anistia colocando uma pedra jurídica pesada no assunto.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;De uns anos para cá a sociedade civil se mobilizou no sentido de mover essa pedra. O Presidente da República anterior bem que tentou. Criou uma forma de compensação monetária para as vítimas. Como tudo que envolve o tema gera um debate muitas vezes irracional, aceito até que se discuta sobre valores e montantes, jamais sobre os méritos. Jamais sobre os méritos. O desdobramento lógico da questão é a abertura ampla dos arquivos e a &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;investigação da Comissão Nacional da Verdade. Obvio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Não sei se Darcy Ribeiro estava certo ao dizer que o Brasil é um país aos trancos e barrancos. Mas sei que se estivesse vivo diria que esta Lei de Anistia junto à emenda Dante de Oliveira foi nosso Pacto de Moncloa aos trancos e barrancos, pois em 1979, na ocasião do sancionamento, não houve desmantelamento dos órgãos de repressão, e além disso, muito pior, criou-se logo uma democracia às pressas, rapidinho, pois alguém decidiu que o Brasil não tinha mais tempo de olhar para trás. Como bem disse Daniel Aarão Reis,&amp;nbsp; foi o que foi possível ser acordado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Posso estar enganado, mas o debate delicado que nos acompanhará até abril, ou até a caída de algum Ministro, se centra em duas correntes. Uma que dá conta de que a Lei de Anistia era uma lei &amp;nbsp;recíproca, ou seja, ‘beneficiava’ – perdoem pelo eufemismo - &amp;nbsp;torturadores e torturados, igualando vítimas e algozes de maneira desonesta. A outra, que a lei não previa explicitamente a anistia dos torturadores já que estes juridicamente não sofreram condenação formal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No fundo, os historiadores sabem que&amp;nbsp; revanchismo e revisionismo, por seus extremos absolutos, são dois elementos perigosos em se tratando de História. O primeiro, por razões óbvias, cria distorções sérias. O segundo implica numa forma bastante parcial de história que inclui no estudo do campo os vícios e distorções da prática do &lt;i&gt;agency&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;, muito cara à historiografia americana&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Em todo o caso, uma entrevista elucidativa do Miguel Conde.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2010/01/09/historiadores-discutem-revogacao-da-lei-de-anistia-255996.asp &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 class="tituloPost"&gt;&lt;/h4&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Assinado  no último dia 21 de dezembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o  Programa Nacional de Direitos Humanos determina a criação até abril de 2010 de  uma comissão “plural e suprapartidária (...) para examinar as violações de  Direitos Humanos praticadas no contexto de repressão política” de 1964 a 1985.  Além disso,&amp;nbsp;ordena também a criação de projetos de lei propondo a “revogação de  leis remanescentes do período 1964-1985 que sejam contrárias à garantia dos  Direitos Humanos ou tenham dado sustentação a graves violações”. Os comandantes  militares pressionaram o presidente para rever os dois pontos do Programa, em  particular o último,&amp;nbsp;interpretado como uma brecha para uma possível revogação da  Lei da Anistia, sancionada em 28 de agosto de 1979 pelo presidente Figueiredo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Lula deixou a decisão para depois das férias,  mas a discussão chegou às páginas de jornais e divide opiniões, inclusive entre  pesquisadores do tema. Dois dos principais estudiosos da ditadura brasileira, os  historiadores Daniel Aarão Reis e Carlos Fico têm opiniões divergentes sobre uma  possível revisão da Lei de Anistia. Para Reis, a lei já foi revista em vários  pontos, e os militares que participaram de políticas de repressão e extermínio  devem agora ser processados, principalmente pelo efeito pedagógico que isso  teria para a sociedade brasileira. Já Fico diz que iniciativas como a Lei dos  Desaparecidos, de 1995, foram uma ampliação e não uma revisão da Lei de Anistia,  e que processar os agentes da ditadura seria tentar refazer a História. Ambos  defendem, no entanto, a abertura dos arquivos da ditadura (em particular os dos  órgãos de inteligência militar) e são favoráveis a outros pontos do Programa  Nacional de Direitos Humanos, como a criação de uma Comissão Nacional da Verdade  — com a ressalva de que ela deve ter uma orientação pluralista. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Ex-integrante do grupo armado MR-8, como historiador  Reis tem trabalhado para desfazer a imagem romântica dos grupos revolucionários  de esquerda, sublinhando que seus projetos eram ditatoriais. Apesar disso, ele e  Fico concordam que a ditadura poderia ter combatido as ações armadas dentro da  lei, e que não o fez porque tinha um plano mais amplo de repressão.&lt;/i&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Brasil deve rever sua Lei de Anistia?&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DANIEL  AARÃO REIS: Em primeiro lugar, cabe uma avaliação da Lei de Anistia. Há muitos  que sustentam que a Lei é recíproca, e há outros para quem a Lei não prevê  explicitamente a anistia dos torturadores. Penso que a Anistia, embora não em  seus termos jurídicos, politicamente foi uma lei que abrigou tanto os opositores  da ditadura quanto os que em nome da ditadura praticaram atos criminosos. Foi o  que eu chamaria de um pacto de sociedade que houve em 1979, uma conciliação  apoiada pela imensa maioria, ainda que não de maneira satisfatória para muitos.  Alguns setores mais radicais, dos quais eu fazia parte, exigiam uma anistia  ampla, geral e irrestrita, e também o desmantelamento dos órgãos de repressão,  mas esse programa não foi contemplado pela Lei. Desde então colocou-se o  problema da revisão da Lei de Anistia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARLOS FICO: A Lei de Anistia  foi o principal componente da transição brasileira para a democracia. Havia  consciência clara entre os parlamentares que a menção aos “crimes conexos” era  sim um perdão aos torturadores. Considero que essa menção foi posta ali de  maneira dúbia para resguardar não só os torturadores, mas todos os militares,  inclusive os generais, que foram responsáveis por uma série de graves  irregularidades. O regime militar não teria aceitado de maneira nenhuma a não  inclusão desse perdão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vocês dois enfatizam a ideia de uma  negociação, e de que a Lei foi então o acordo possível naquele  momento...&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REIS: &lt;i&gt;(Interrompendo)&lt;/i&gt; Eu queria fazer uma  retificação, Fico. Você usou a palavra perdão. Acho que a palavra mais adequada  é esquecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FICO: É, sim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REIS: Por que você pode  esquecer sem perdoar. Nesse sentido, o pacto de sociedade propunha o  esquecimento... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FICO: A anistia mesmo. Mas o dado curioso é que você não  pode anistiar quem não foi condenado. O curioso nessa história é que a anistia  aos torturadores é completamente exótica, porque eles não foram jamais presos ou  condenados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Completando a pergunta: os dois dizem que a Lei foi  o acordo possível naquele momento. Nas circunstâncias atuais, ela deve ser  revista?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REIS:  A partir da aprovação da Lei começou a luta pela revisão da Lei, e ela já foi  revista em muitos de seus aspectos. Os presos que já tinham sido julgados não  eram contemplados pela Anistia. Então reviu-se a Lei de Segurança Nacional e  reduziu-se drasticamente as penas para que todos saíssem, o que já foi uma forma  de revisão. Depois em 1988 a Constituição, e finalmente as Leis da Reparação,  com o Fernando Henrique Cardoso. A Lei já foi revista aqui, como em outros  países da América Latina. O argumento de que isso poderia desestabilizar o país  é falso. O importante neste momento é ver até que ponto a revisão da Lei deve  incluir uma discussão sobre a adoção da tortura como política de Estado. Aqui eu  marco minha diferença com os ministros Paulo Vannuchi e Tarso Genro, que fazem  questão de não implicar as Forças Armadas na política de tortura. Eles dizem  sempre que foram algumas dezenas de militares que praticaram excessos. Isso é  uma distorção da História. O valor da revisão atual está na possibilidade de a  sociedade discutir a adoção da tortura como política de Estado no Brasil. Isso  abre uma discussão mais geral sobre a história do país. Em 50 anos, esse país  teve dois regimes usando tortura como política de Estado. Pouca gente fala que  isso aconteceu no Estado Novo. E eu temo que daqui a 30 anos pouca gente esteja  falando que a ditadura brasileira fez isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FICO: Concordo que não há a  menor chance de uma desestabilização do regime. A discussão sobre a Lei de  Anistia já está acontecendo. Há no Supremo Tribunal Federal uma ação iniciada  pela OAB que mais cedo ou mais tarde será julgada. Há a proposta de interpretar  a Lei não contemplando os torturadores. É com essa interpretação que eu não  concordo. E acho isso ineficaz do ponto de vista de enfrentarmos a verdade sobre  a ditadura. Há muitos caminhos possíveis, eficazes, legítimos, que podem ser  trilhados. Nós temos que nos empenhar por exemplo em conseguir que esses  comandantes militares sejam enquadrados diante da lei e obrigados a transferir  para o Arquivo Nacional os três arquivos que faltam, do CIE, Cenimar e Cisa  (siglas dos três centros de informações militares). O Brasil tem o maior acervo  documental dos países do Cone Sul em relação à ditadura, mas ainda faltam esses  três, que são os essenciais. E nós temos quase certeza que eles existem, por uma  série de razões. Esse tipo de questão é muito mais importante.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mas o projeto não fala exatamente em outra interpretação da Lei  de Anistia. Ele cria um grupo de trabalho para discutir com o Congresso Nacional  “legislação propondo a revogação de leis remanescentes do período 1964-1985  contrárias à garantia dos Direitos Humanos”.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FICO: O projeto é  ambíguo. Ele propõe a remoção do entulho autoritário, mas lá pelas tantas  menciona a possibilidade de propor a discussão de leis que contrariem normas  internacionais, que é o principal argumento de quem quer rever a Lei de Anistia,  já que a tortura é um crime imprescritível. Ele deixa margem para dúvida.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O senhor fala da Anistia como uma coisa que passou e por isso  não deve ser alterada... &lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;FICO: &lt;i&gt;(Interrompendo)&lt;/i&gt; Passou  não, a Anistia é um processo. Eu aliás diria que houve uma ampliação, e não uma  revisão da Anistia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mas eu queria enfatizar uma diferença nas  argumentações dos dois. O senhor usou a expressão “refazer a História”, dando a  ideia de uma coisa que já foi feita e na qual não se deveria mexer. Já o Daniel  enfatizou uma permanência, a permanência da tortura como política de Estado no  Brasil... &lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;FICO: &lt;i&gt;(Interrompendo)&lt;/i&gt; Eu não acho que não se  deva mexer, pelo contrário. Acho que o caminho mais adequado são outros. Por  exemplo, a abertura dos documentos. Os governos do Fernando Henrique e do Lula  foram fundamentais. O Fernando Henrique com a criação da Comissão dos Mortos e  Desaparecidos, e o Lula que fez com que o Brasil se tornasse o detentor do mair  acervo documental sobre as ditaduras na América Latina. Temos avançado, e um  caminho legítimo é o dessa Comissão de Verdade. Especialmente se ficar claro que  não se trata de revanchismo. Muitas comissões de verdade se chamaram comissão de  verdade e reconciliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REIS:  Em 1979, a Lei de Anistia foi expressão de um pacto de sociedade. Mas a partir  daí se dá uma transição que não tem regras, não tem padrões. Você tem certos  países em que essa comissão de Justiça, ou Verdade, é imediata. Caso por exemplo  do regime do apartheid na África do Sul. Já a França levou quase 50 anos para  começar a admitir que o colaboracionismo com os nazistas tinha sido amplo. Isso  foi muito doloroso. Não há um procedimento usual. Os pactos de sociedade evoluem  com o tempo. O pacto de 1979 envelheceu. Era compreensível naquele momento, em  função do pensamento predominante, mas me parece que hoje a sociedade brasileira  é capaz de enfrentar essa questão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vocês concordam sobre a  importância do acesso aos arquivos, mas discordam quanto a processar os  militares. Por que os julgamentos são importantes, na sua opinião?&lt;/b&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REIS: Para mim, a questão central é discutir a política como tortura de  Estado, fazer a sociedade brasileira pensar nisso. Mas me parece também  importante processar os torturadores. Porque eles cometeram crimes contra a  Humanidade, e esses crimes são imprescritíveis segundo tratados que o Brasil  assinou. Revanchismo é um termo que se aplicaria se alguém quisesse pegar os  torturadores e fazer com eles o que eles fizeram com os opositores da ditadura  na época. Não conheço ninguém em sã consciência que proponha que eles sejam  presos, não sejam julgados. O que se está propondo é esclarecer a situação,  dando a eles todo direito de defesa. Mas eles não podem ser comparados aos  torturados. Os torturados foram perseguidos, presos, condenados, mortos,  exilados, enquanto eles não sofreram nada. É preciso julgá-los. É isso que se  quer agora, seria pedagógico para a sociedade brasileira, para que essas coisas  não se repitam. A melhor maneira de ser capturado por uma tradição é não  compreendê-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FICO: Os comandantes militares estão cometendo um erro  enorme persistindo nessa atitude acovardada, defensiva, de não reconhecer o  erro, ficar retendo documentos. Eles deveriam reconhecer em termos  institucionais e históricos esse erro, e se desculpar por ele. Isso seria um  passo importante para tornar as Forças Armadas mais dignas diante da sociedade  brasileira. O Estado brasileiro reconheceu sua responsabilidade em relação a  esses crimes de tortura e assassinato, mas as Forças Armadas até hoje não  reconheceram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O GLOBO fez uma pesquisa no site perguntando aos  leitores o que eles achavam dessa discussão. A opção mais votada era favorável à  revisão, desde que fossem processados também os grupos de esquerda. O que vocês  acham disso? &lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;REIS: É fundamental informar a essas pessoas que  os grupos de esquerda já foram processados. E muitos militantes, sobretudo os  que foram presos, foram torturados e mortos. Reabrir o processo das pessoas que  já foram processadas? Se alguém ainda falta ser processado nesse país são os  torturadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FICO: Muita gente embarca na história contada pelos  militares segundo a qual a polícia não tinha condições de enfrentar os grupos  armados. Isso é conversa fiada. As pesquisas históricas mostram que o regime  tinha toda condição de enfrentar as ações armadas dentro da legalidade. Por que  isso não foi feito? Porque essa repressão violentíssima, de tortura e  extermínio, não visava apenas as ações armadas urbanas e a Guerrilha do  Araguaia, muito menos passeata estudantil. Foi um processo repressivo com uma  abrangência muito maior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REIS: Uma das justificativas das Forças Armadas  para fazer a repressão foi que o Brasil vivia uma guerra, uma guerra suja onde  não havia leis etc. Mas é evidente que o Brasil não viveu uma guerra. Aquilo  fazia parte das expectativas de grupos revolucionários, dos quais eu participei,  mas que em nenhum momento alcançaram ressonância social. O governo brasileiro  tinha todas as condições de debelar aquele surto revolucionário sem recorrer à  tortura como política de Estado. Tivemos no Brasil grupos que tentavam derrubar  a ditadura não com ideais democráticos, mas para instaurar uma ditadura  revolucionária. É bom que isso volte ao debate. Como também é importante que se  diga que os integrantes desses grupos já foram julgados, condenados e  torturados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"&gt;Nota. Tenho um carissimo amigo que sempre fecha seus emails com uma frase que não me saiu da cabeça hoje, desde que passei os olhos na entrevista: "O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos" (Simone de Beauvoir).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-664523556877325209?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/664523556877325209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=664523556877325209&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/664523556877325209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/664523556877325209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/01/revanchismo-ou-revisionismo-comissao-de.html' title='Revanchismo ou Revisionismo'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-7858366421194020408</id><published>2010-01-08T14:19:00.002-04:00</published><updated>2010-01-08T16:40:13.851-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colofão do comodante'/><title type='text'>Sexo, drogas, lombo e arte</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Em 1973 era publicado O Caso Morel. Rubem Fonseca tinha então 48 anos. Esta era a primeira novela de Fonseca. Publicar tão tarde uma novela despertou desconfianças da crítica especilizada.&amp;nbsp; Para muitos, como o crítico Gerald Moser,&amp;nbsp; a ousadia&amp;nbsp; representou um desperdício. As palavras de Moser eram duras: &lt;i&gt;In the end, the reader is left with a feeling of utter&amp;nbsp; emptiness, however. It is a sad reflection on the life and literature&amp;nbsp; of our times that a good writer would misuse his talent in this fashion.&lt;/i&gt; Provavelmente Moser e outros esperavam mais daquele que já havia escrito brilhantes livros de contos como Os Prisioneiros, A Coleira do Cão e Lúcia McCartney. Curioso é que não parece longe o tempo em que estes críticos estabeleciam moldes rígidos e exigiam critérios opostos de julgamento dos tipos poéticos e prosaicos de literatura. Estes perdendo-se pelo abuso e os primeiros pelo desuso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Goste ou não, a estética de Fonseca é esta, e continua sendo a de um guia para quem quer conhecer uma cidade com seus persnagens neuróticos e violentos. Sua escrita tem uma visão de mundo pessoal, tão íntima das ruas do Rio de Janeiro que é capaz de traduzir a naturalidade de seus personagens. Tradução que encontra reflexo na mesma intimidade e semelhança que os respectivos personagens guardam com aqueles lidos em Vila-Matas e Montalban e que caminham pela Rambla, ou por aqueles que se escondem na sombria Praga de Kafka, ou pela européia Buenos Aires que Borges tentava ressuscitar nos sonhos de suas invenções. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O Caso Morel, conta a estória de Paul Morel, um fotógrafo preso pelo suposto assassinato de uma jovem de classe média carioca. Vilela, un &lt;i&gt;doublé&lt;/i&gt; de detetive, escritor e ex-policial, é chamado por Matos pois &amp;nbsp;recebe a incumbência de transcrever e organizar o livro que Morel pretende publicar contando a verdade sobre o ocorrido. Todos os capítulos são organizados basicamente por diálogos entre estes três.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Vilela, por razões pessoais, por um passado estudantil em comum com Matos, conhecendo seus princípios evasivos e sua lógica rígida, renega-se a dar-lhe a ler os manuscritos de Morel, pois sabe que a informação contida nos manuscritos &amp;nbsp;dão conta de um protagonista cínico e neurótico entregue aos prazeres da vida a ponto de seu exagero hedonista levá-lo à degradação. &amp;nbsp;Fatos que Matos jamais entenderia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Em toda a sua narrativa, Morel mente, ou omite, ou dissimula. É um artista renomado, vive num meio de artistas, inveja e vaidade. Dissimular é quase que uma auto-defesa para uma &lt;i&gt;personae&lt;/i&gt; como Morel. Interessante é que na forma como Fonseca conduz a trama, é possível com alguma imaginação perceber quando Morel advertidamente tenta iludir na tentativa de chocar seus futuros leitores. Nos seus escritos, Morel não esconde nada de sua relação com suas mulheres. Em sua tentativa de quebrar tabús, de ter todas as suas mulheres, concebe o projeto de viver com todas juntas num velho casarão em Santa Teresa. A tentativa de viver com todas sob o mesmo teto, definiu como família. Quase pareciam uma família. Jantavam, dividiam tarefas, faziam jogos, gravavam tapes com suas aspirações, cuidavam do filho de uma das moças como se fosse o filho de todos... uma família. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Uma de suas amantes mais difíceis, e pela qual Morel, talvez, esteja mais apaixonado é Elisa, uma socialite que apenas visita a casa sem necessariamente viver lá, pois apesar de &amp;nbsp;extremamente insatisfeita com seu casamento, procura nas inúmeras relações amorosas, um sentido para a sua vida. A recusa de Elisa faz Morel sofrer. Numa cena meio patética, ainda no início da relação Morel contrata um amigo cineasta fracassado, para se fazer passar pelo astrólogo Khaiub e intermedia o encontro deste com Elisa. Ela percebe a farsa e deixa Morel só em seus pensamentos. Acreditando-se rejeitado por Elisa, Morel tece um dos mais cruéis pensamentos que eu já li. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Fiquei bebendo cerveja e depois fui para a cama. Quando Elisa ficar velha ela vai sofrer muito, pensei com satisfação. Resolvi saborear a minha longa vingança: a Grande Dama envelhecendo, as pernas afinando, enquanto aumentava a rotunda da flacidez abdominal; Elisa perde o equilíbrio e desaba na rua de pernas para o ar; vejo cair o cabelo ralo e seco pelo uso da tintura e surgirem rugas, queixo duplo, sebo nos seios, olhos empapuçados, burrice, medo, rancor, inveja, desespero, mesquinhez, mofo no hálito; ovário avariado; a enfermeira tira a dentadura de Elisa com medo de que ela a engula, na infecta cama do hospital de velhos; a catarata não a deixa ver os antigos retratos gloriosos; a memória de Elisa dói de maneira insuportável e ela sente frio nos pés. Dormi satisfeito.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E ela sente frio nos pés...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Uma das amantes de Morel, Heloisa Weidecker, aparece morta na praia da Barra da Tijuca a vinte de setembro de 1972. A vítima alimentava um diário onde narrava sua compulsão masoquista em detalhes. O diário, que vai parar nas mãos da polícia, entregue por uma das amantes, só complica ainda mais a situação de Morel, pois numa lógica meio tosca os investigadores, amigos e outras amantes, assumem que Morel, por seu comportamento violento, seria o natural assassino da amante. Morel em seus manuscritos cheios de sexo, mistério, alucinação e desespero, narra a cena duas vezes. A ambiguidade dos relatos de Morel, a recusa de Vilela entregar os manuscritos a Matos, a desatenção na leitura do laudo cadavérico, as falhas na investigação... todos os detlhes juntos fazem com que Paulo Morais, verdadeiro nome de Morel, &amp;nbsp;pene. Mas graças à mórbida atração pela estória de Morel, inclusive chegando a penosamente admirar sua coragem afetiva, Vilela consegue ligar os fatos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Marçal Aquino considera Rubem Fonseca um dos maiores escritores brasileiros vivos. Para mim, um entre alguns poucos. Fonseca certamente sabe ser funcional. Sabe controlar a linguagem, como diz e quando diz, como poucos, usando artifícios de diários, sonhos, &lt;i&gt;flashbacks, &lt;/i&gt;transições... &amp;nbsp;Em suma escreve bem demais. Tem um ritmo tão sincopado e uma velocidade de ação tão precisa que sua escrita é quase cinematográfica – curiosamente, as adaptações de sua obra sempre rendem filmes &lt;i&gt;&lt;strike&gt;máomeno&lt;/strike&gt; &lt;/i&gt;ineficazes.&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Curiosidade: Alvaro Pacheco, na primeira edição de &lt;i&gt;O Caso Morel&lt;/i&gt;, dá conta que “no momento [o autor] está trabalhando em outro romance denominado “A Nova Revolução” que a Artenova publicará em dezembro próximo. O romace seguinte de Fonseca só foi publicado em 1983, chamava-se &lt;i&gt;A Grande Arte&lt;/i&gt;. Neste meio tempo, Fonseca só publicou, salvo engano, dois impressionantes livros de contos, &lt;i&gt;Feliz Ano Novo&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;Cobrador&lt;/i&gt;. Nesse meio tempo muita coisa aconteceu... Rubão, que entende de &lt;strike&gt;&lt;i&gt;marquetingliterário&lt;/i&gt;&lt;/strike&gt; &lt;i&gt;literatura&lt;/i&gt; como ninguém, sabiamente recuou. Afinal, melhor o lombo que a posteridade. Prova isso a cada livro! (risos) Hoje em dia já até se deixa fotografar!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S0d0woYjJFI/AAAAAAAAApA/GN2Q6x_zqMA/s1600-h/fonseca.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S0d0woYjJFI/AAAAAAAAApA/GN2Q6x_zqMA/s320/fonseca.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="DL-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Foto: O riso sacana de Fonseca foi na International Book Fair de 2007, em Guadalajara.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-7858366421194020408?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/7858366421194020408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=7858366421194020408&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/7858366421194020408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/7858366421194020408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/01/sexo-drogas-lombo-e-arte.html' title='Sexo, drogas, lombo e arte'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S0d0woYjJFI/AAAAAAAAApA/GN2Q6x_zqMA/s72-c/fonseca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-5877414694549130856</id><published>2010-01-07T19:12:00.002-04:00</published><updated>2010-01-07T19:17:57.672-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S0Zp0HHofYI/AAAAAAAAAo4/k9cD6Sn1jNA/s1600-h/Kanagawa+3+copy.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S0Zp0HHofYI/AAAAAAAAAo4/k9cD6Sn1jNA/s320/Kanagawa+3+copy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cidadão de Kanagawa entrou aqui e traduziu o troço para o japonês. Meu nome ficou&lt;span lang="ZH-CN" style="font-family: SimSun;"&gt; チコ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;E todo o resto ficou assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-5877414694549130856?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/5877414694549130856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=5877414694549130856&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5877414694549130856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/5877414694549130856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/01/cidadao-de-kanagawa-entrou-aqui-e.html' title=''/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S0Zp0HHofYI/AAAAAAAAAo4/k9cD6Sn1jNA/s72-c/Kanagawa+3+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-7712005045294004823</id><published>2010-01-07T18:08:00.001-04:00</published><updated>2010-01-08T14:33:31.587-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poïesis'/><title type='text'>é pasto, é pedra...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Os três mal-amados&lt;br /&gt;(fragmento)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo-morto mas que parecia uma usina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;i&gt;As falas do personagem Joaquim. &lt;/i&gt;"Os Três  Mal-Amados", João Cabral de Melo Neto - Obras  Completas", &lt;i&gt;Editora Nova Aguilar S.A. - Rio de Janeiro, 1994, &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #4c4c4c; font-family: Georgia; font-size: 13pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-7712005045294004823?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/7712005045294004823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=7712005045294004823&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/7712005045294004823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/7712005045294004823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/01/pasto.html' title='é pasto, é pedra...'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-890779959298294419</id><published>2010-01-07T17:42:00.001-04:00</published><updated>2010-01-07T17:54:54.268-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vivi'/><title type='text'>Funâmbulo viver</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Jean de Florette&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; e &lt;i&gt;Manon des Sources &lt;/i&gt;são dois filmes combinados de Claude Berri baseados nos dois tomos da obra &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="FR"&gt;L'Eau des collines,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;de Marcel Pagnol, publicada em 1963.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S0ZTZtJUvUI/AAAAAAAAAow/dYNwhp_FuXM/s1600-h/Jean.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S0ZTZtJUvUI/AAAAAAAAAow/dYNwhp_FuXM/s320/Jean.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;Uma estória excelente, sugestão de um amigo que deixou uma cópia do filme em minha casa. Uma trama, não sei se comparável à magia de &lt;i&gt;Les Enfants du Paradis&lt;/i&gt;, de Marcel Carné, mas ainda assim um filme memorável, uma estória emocionante que combina hábil e poeticamente otimismo e esperança&amp;nbsp; com os sentimentos mais mesquinhos e obscuros da alma humana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Jean de Florette&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; é uma estória que começa quando Ugolin Soubeyran (Daniel Auteuil) &amp;nbsp;retorna da I Guerra à sua vila na região de Provence. Ugolin é um homem feio e sonhador. Seu tio César Soubeyran, conhecido como Le Papet (Yves Montand) é uma espécie de coronel de um minifúndio. O plano de Ugolin, ao retornar, é plantar cravos. Seu tio, a princípio, vê aquilo com certo ceticismo, mas decide estimular seu único herdeiros assim que se certifica que as flores alcançam um bom preço no mercado. Entretanto, os dois tem um problema comum à maior parte das pequenas propriedades européias, a falta de um rego. Decidem então visitar o vizinho Pique-Bouffigue, com uma proposta de compra. Pique não sabe, mas em sua propriedade há uma nascente – fato conhecido pr Papet. Pique é intratável, odeia aos Soubeyran, e na discussão é morto por Papet. Em vez de remorsos, Papet, que escapa as pressas com o sobrinho, vê no assassinato a grande oportunidade de conseguir a terra a preço irrisório. &lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Entretanto, Pique-Bouffigue que é irmão de Florette de Berengere, amiga de infância de Papet. Por um amigo comum, Papet &amp;nbsp;recebe em carta a notícia que também Florette morrera naqueles dias, mas que tinha um filho, coletor de impostos, que decidira vivar na casa. Antes que Jean (Gérard Depardieu), o sobrinho, chegasse, Ugolin vai até a casa e quebra suas telhas na tentativa de desencorajar os futuros residentes. O nome paterno de Jean é Jean Cadoret, mas Ugolin o chama de Jean de Florette, sem conhecer ao certo sua ascendência. Jean, logo de cara deixa claro que não quer vender a propriedade e que tem planos para tornar a terra produtiva, criando coelhos e plantando abóboras. Jean desconhece a nascente e de fato, nem poderia pois Ugolin e Papet cimentam o olho d’água. Papet, agindo como ogro, aconselha ao sobrinho se tornar amigo de Jean, ganhar sua confiança, dar-lhe conselhos desafortunados, agir de maneira que sua miséria se torne previsível. Aconselha-o a buscar àgua numa cisterna, dusa milhas distantes montanha abaixo. Um sacrifício impensável para a irrigação da terra. A princípio Jean tem sucesso, mas o estío chega e sua terra se torna seca, sua plantação mirra, seus coelhos morrem. O quadro desolador. Ugolin sabe que Jean está endividado, e gradualmente passa a beber demasiado. Aconselhado pelo tio, oferece-lhe dinheiro na tentativa de que a dívida se torne insustentável e que assim consiga a propriedade da terra. Jean então decide comprar dinamite e escavar um poço artesiano, maior e mais profundo. Na explosão Jean morre atingido por uma pedra. &lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN"&gt;Aimee e Manon são forçadas a deixar a fazenda que é comprada por Papet. Enquanto mãe e filha estão arrumando as malas, a filha pequena vê Papet e Ugolin desbloqueando a àgua do manacial. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ela desesperada grita. Os dois homens pensam se tratar de um pássaro. A primeira parte da ótima novela acaba, com todas as questões em suspenso. &lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Na segunda parte da obra, &lt;i&gt;Manon des Sources, &lt;/i&gt;Manon &amp;nbsp;- já é Emmanuelle Béart, não preciso dizer mais nada - &amp;nbsp;está vivendo perto chácara Les Romarins, que tivera sido de seu pai. É uma criadora de cabras e passa parte de seu tempo lendo e aprendendo com o antigo casal de italianos, donos do poço onde o pai ia buscar àgua, como lidar com a terra. Ugolin Soubeyran é um próspero, rude e inculto produtor de flores. César continua manipulativo e agindo como ogro. Ela pastoreia pelas montanhas, dorme ao relento, caminha pelo campo com intimidade. &lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ugolin, a vê banhando-se num rio. Certo dia, a moça banhava-se num córrego, secava-se ao sol tocando sua gaitinha e dançando, enquanto as cabras balindo ruminavam ao seu redor. Os seres &lt;i&gt;são&lt;/i&gt; e nada mais. Ugolin compreensivelmente, fica alterado com os atributos poéticos daquela &lt;i&gt;Alberto Caeiro&lt;/i&gt; de saias. O rapaz fará de tudo para conquistar o coração da moça que certa vez, procurando por um de seus ruminantes perdidos ouve a conversa de dois caçadores sobre as tramóias de Papet e Ugolin, e a omissão e o silêncio de toda a cidade sobre a morte de seu pai. Ugolin, com o apoio do tio, &amp;nbsp;faz de tudo para conquistar a moça, mas esta se recusa, pois já há um professor de cidade que anda arrastando sua asa para ela. A moça então revolta-se contra os Soubeyran e fecha a passagem subterrânea de àgua que irriga a vila e boa parte das propriedades da região. As plantações secam. A seca leva a todos o desespero. As pessoas chegam a pensar que aquilo seria um castigo da Providência pela omissão no caso do pai de &lt;i&gt;Manon. &lt;/i&gt;Pedem-lhe que participe da procissão que o cura organiza para pedir àgua ao firmamento. Manon participa da procissão, não sem antes acusar publicamente César e Ugolin pela morte de seu pai. A cena humilhante que se segue, Daniel Auteuil prova que é um grande ator. Ele faz uma última tentativa de pedir sua mão em casamento. Odiado e humilhado, Ugolin se enforca “terminando” com as esperanças de continuação da descendência dos Soubeyran. &lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Os quinze últimos minutos desse filme são de uma grandiosidade dramática sem igual. &lt;/span&gt;A morte de Ugolin destruiu Le Papet. &lt;span lang="PT-BR"&gt;Delphine, uma ansiã cega, que conhecera Florette, retorna para a vila. Descobre-se então que Le Papet tivera um romance com Florette antes de ir servir ao exército na Africa. Ela escrevera-lhe uma carta, nunca recebida por ele. Sem resposta ela se casa já grávida com um homem de Créspin. Delphine revela a Le Papet que Jean era seu filho. Numa incrível inversão do destino, Jean seria o filho que Papet sempre quisera. Consumido pelo remorso e desespero, Papet morre e deixa todas as suas propriedades para Manon, sua neta. &lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Conclusão. Um filme sem muitas inovações fílmicas. Diría até, uma forma de narrar bastante conservadora. Um novelão bem construído, bem amarrado do início ao fim. O fim conciliador, é bem verdade. Mas, um estória belissimamente contada. &lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-890779959298294419?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/890779959298294419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=890779959298294419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/890779959298294419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/890779959298294419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/01/funambulo-viver.html' title='Funâmbulo viver'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S0ZTZtJUvUI/AAAAAAAAAow/dYNwhp_FuXM/s72-c/Jean.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-4203873788144979011</id><published>2010-01-06T13:38:00.001-04:00</published><updated>2010-01-06T13:38:54.816-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Momentos de felicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes que vi e não me arrependo'/><title type='text'>Straight, No Chaser</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SmhP1RgbrrY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SmhP1RgbrrY&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thelonious Monk: Straight, No Chaser  é um documetário de 1998 produzido por Clint Eastwood e dirigido por Charlotte Zwering, uma mulher envolvida desde longa data com jazz e com o círculo de Miles Davis.  Este é um dos grandes documentários que assisti nas últimas semanas. Conta a história de um dos maiores pianista de jazz americano da segunda metade do século XX. O primeiro do ano. Literalmente o primeiro. Guardei-o com carinho por todo Dezembro para assisti-lo no primeiro dia do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostra um Monk o tempo todo enigmático. Na maior parte do tempo simpático, aprazível, mas ao mesmo tempo profundamente reservado e introspectivo. Um tipo difícilmente definível nas poucas palavras de um blog, num artigo ou numa biografia de 1000 páginas. Em se tratando de qualquer outro asunto que não fosse música, era um cidadão lacônico. Como se a única coisa que o motivasse fosse a música. Mas era um tipo espirituoso ao extremo. Certa vez, ensaiando num estúdio de NY, Count Basie observava-o atentamente. Monk terminou o ensaio e a caminho de casa com outros músicos disse, “Aquele babaca ficou me olhando o tempo todo, Sabe o que farei quando ele tocar? Vou ficar olhando para ele sem parar.” Os amigos nunca sabiam se ele estava realmente irritado ou fazendo troça. Noutra ocasião, um reporter, numa turnê na inglaterra pergunta-lhe que tipo de música Monk escuta. Ele reponde que escuta todo tipo de música. O reporter insiste. “Mr. Monk do you hear country music?” Monk fica calado. Não responde. O reporter insiste. “Mr. Monk do you hear country music?” Monk vira para um dos músicos perto dele e diz, pô, já respondi a pergunta, acho que esse otário não escuta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua economia verbal, era difícil para músicos, para os amigos e para as relações sociais em geral perceberem os sinais de esquizofrenia que rondavam sua personalidade há tempos. No documentário, seu biografo Leslie Gourse, autor de Straight, No Chaser: The Life and Genius of Thelonious Monk, afirma que no final da década de 70, Monk simplemente passou a recurar-se tocar. Abriu apenas uma exceção problemática para uma turnê em Londres. O grupo composto por Dizzy Gillespie, pelo grande saxofonista Sonny Sitt  - que chegou a influenciar Coltrane - , e pelo Art Barkley, ficou meio irritado nos dias anteriores da estréia com Monk, já que este não liberava as partituras para o show. Chegaram a embarcar para a turnê, uma semana antes, sem as tais cifras. Todos já contavam com um fracasso brutal. Acabaram sendo conseguidas acidentalmente pelo produtor que as copiou pessoalmente e as distribuiu para a trupe. Em toda a turnê, apesar do entrondoroso sucesso, Monk não disse uma palavra. Era o começo do fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que decide parar, Monk é internado num hospital psiquiátrico. Os diagnósticos são muitos. Esquizofrenia, bipolaridade, depressão maníaca... nada definia sua excêntricidade, sua rodadinha antes de sentar  ao piano, seus câmbios bruscos de humor, seu olhar perdido ao conversar com o filho – aliás um momento emocionante do doc, quando T.S. Monk fala do pai. Assim que sai do hospital  passa a viver com a baronesa Koenigswarter. Relação supostamente platônica. Monk, com o conhecimento da mulher, já tinha uma estória meio enrolada  com a Baronesa Nica de Koenigswarter, herdeira dos Rothschilds, desde os anos 50, quando ela recém separada de um diplomata americano, retornara da Europa e se estabelecera em NY frequentando a noite jazzística. Fora ela quem supostamente cuidara de Charlie Parker nas últimas deste, e com Monk, se responsabilizara pela posse de substância estupefaciente, mais conhecida como pau podre, quando a poliça os pegou. Os músicos de NY precisavam de uma carteirinha de autorização para tocar em New York City. Músico de jazz era alvo fácil. Qualquer criminal record era uma dor de cabeça para qualquer músico, pois a tal carteirinha caía na malha da burocracia puritana. Nica de Koenigswarter assumiu a culpa e livrara a cara de Monk. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S0TKbbcuIKI/AAAAAAAAAoo/_d9I3HpgZHo/s1600-h/Monk.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S0TKbbcuIKI/AAAAAAAAAoo/_d9I3HpgZHo/s320/Monk.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25154554-4203873788144979011?l=ilusaodasemelhanca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/feeds/4203873788144979011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25154554&amp;postID=4203873788144979011&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/4203873788144979011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25154554/posts/default/4203873788144979011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusaodasemelhanca.blogspot.com/2010/01/straight-no-chaser.html' title='Straight, No Chaser'/><author><name>Chico</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04627002181841205593</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_1d8BrGXZeVQ/R4YJU62_9hI/AAAAAAAAAMk/dvFhtvYs5cI/S220/CIMG1889.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S0TKbbcuIKI/AAAAAAAAAoo/_d9I3HpgZHo/s72-c/Monk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25154554.post-7957088082862841110</id><published>2010-01-05T18:29:00.001-04:00</published><updated>2010-01-05T18:31:40.945-04:00</updated><title type='text'>Sobeja efeméride</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S0O5WplzpDI/AAAAAAAAAog/5PwpfyIXT8E/s1600-h/camus.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_1d8BrGXZeVQ/S0O5WplzpDI/AAAAAAAAAog/5PwpfyIXT8E/s320/camus.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ontem. 50 anos atrás. Albert Camus morreu. Acidente de carro aos 46 anos. De Camus li &lt;i&gt;O estrangeiro&lt;/i&gt; e o maravilhoso ensaio &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O Mito de Sísifo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT"&gt;.&amp;nbsp; Dos dois guardo lembranças distintas. Lembro que &lt;i&gt;O estrangeiro&lt;/i&gt; foi-me um livro estranho, lido quando mal completava 19 anos. As cenas em que Mersault mata o irmão - árabe, diga-se de passagem -&amp;nbsp; de uma das mulheres de Raymond, o amigo rufião, foi para mim de uma frieza bastante pungente, mais até que a da cena da morte da mãe, que mesmo contada de maneira distanciada nunca conseguiu nem conseguirá afastar do espírito humano o terror que só inspira o pensar-se na morte. Isso, combinado com la Família de Pascual Duarte, boa coisa não podia gerar na cabeça do cidadão adolescente. Há pelo menos seis anos persigo a adaptação de Luchino Visconti para O Estrangeiro, sem sucesso. &lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Em contrapartida, &lt;i&gt;O Mito de Sísifo&lt;/i&gt; - livro escrito quando o autor tinha apenas 30 anos -, &amp;nbsp;especificamente o último capítulo, ainda hoje me traz lembranças temerárias de que o lugar reservado para este estranho e absurdo lugar que é o mundo cotidiano, sem a faculdade da Razão, &amp;nbsp;pode nos massacrar de maneira densa, lenta, precisa, aquiescente…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Imperdível é o debate entre Camus e Sartre sobre a alcunha de existencialista que os existencialistas impuseram àquele. Quem tiver tempo, sossego na alma ou pachorra, muito recomendo o livro &lt;i&gt;Sartre and Camus: A Historic Confrontation&lt;/i&gt;, sobre os "debates entre o autor e o filósofo. Lembro-me que o &lt;i&gt;Mais!&lt;/i&gt; Folha de São Paulo publicara alguns trechos traduzidos do debate acalorado entre um Sartre totalmente proselitista e um Camus evasivo e irascível.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;noscript&gt;&amp;amp;amp;amp;amp;lt;link type="text/css" rel="stylesheet" href="http://z-ecx.images-amazon.com/images/G/01/x-locale/communities/profile/customer-popover/style-no-js-3._V248984171_.css" /&amp;amp;amp;amp;amp;gt;&lt;/noscript&gt;&lt;link href="http://z-ecx.images-amazon.com/images/G/01/lpo/css/k2-similarities._V229836618_.css" rel="stylesheet" type="text/css"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="http://z-ecx.images-amazon.com/images/G/01/kitchen/scheduled-delivery/sd_style-v1.0.1.0._V228450256_.css" rel="stylesheet" type="text/css"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style type="text/css"&gt;     .halfspace { padding-top: 0.5em; }   a.product { font-weight: bold; }    ul { list-style-type: none; margin: 0px; padding: 0px; }   ul li { margin: 0.5em 0em; }   ul li ul { list-style-type: none; margin-left: 25px; }   ul li ul li { margin: 0em; }    hr {      border-top: 1px dashed #999999;     height: 1px;     color: #FFFFFF;     margin: 3px 0px;   }      div.bucket { padding: 5px 0em; }   div.bucket div.content { margin: 0.5em 0px 0em 25px; }     img.icon { display: none; }   hr { margin-left: 0px; }  a.buyAction { font-weight: bold; }  #divsinglecolumnminwidth {    min-width: 920px;    width: expression(dpCSSSetElemWidth(this));  }  h2 { color: #CC6600; font-size: small; margin: 0px 0px 0.25em; }  .bucket h3 {    color: #000;    font-size: 1em;    font-weight: bold;    margin: 0px 0px 0.25em 0px;  }  span.ramSupp {    color:#900;    font-weight: bold;  }    table.productImageGrid {    float:left;    margin: 0px 15px 15px 0px;    background-color: #FFFFFF;    text-align: center;    background-image: url(http://g-ecx.images-amazon.com/images/G/01/icons/white1px._V46769925_.jpg);  }  table.buyingDetailsGrid {    float:right;    margin: 0px 0px 15px 15px;    background-color: #FFFFFF;  }  .price { 	font-family: verdana,arial,helvetica,sans-serif;   }  .pricePerUnit { font-size: 10px; font-family: verdana,arial,helvetica,sans-serif; color: #990000; white-space: nowrap; }   div.buying { padding: 0.25em 0em; font-size: .86em; }  #asinRedirect, #firstDimension { fon
